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Terça-feira, Março 13, 2012

Uma má notícia para a Cultura, para Évora e para o país

«Transferência do Museu da Música para Évora «bloqueada» por falta de verbas».

Esta notícia é triste e desoladora  para a cidade de Évora porque se adia o reforço da oferta cultural museológica para o turismo da cidade e porque se adia uma solução para um histórico e grandioso edifício como é o Convento de São Bento de Castris, no presente momento absolutamente ao abandono, após índevida apropriação para fins pouco claros e também de ter sido pilhado de quase todo o seu recheio. Seria uma boa oportunidade de valorizar um espaço votado ao maior ostracismo possível.
É igualmente uma má notícia para a Cultura Nacional, pois não se consegue dar a nobreza merecida a um museu que tem uma belissíma colecção temática associada à actividade musical e, por vias de estar sediado num espaço bastante limitado do ponto de vista físico e numa cidade com uma variada e rica oferta museológica, fica sempre deveras subvalorizado e com um conhecimento do público em geral muito abaixo do que seria expectável.
Por fim é uma lastimosa notícia para o país e, consequentemente para o actual Governo, porque se adia na coragem e na respectiva inversão dos pressupostos actuais das políticas de ordenamento do território e da divisão administrativa. Este seria sem dúvida alguma, um exemplo da coragem e do combate à centralização dos serviços públicos e à sua tendencial litoralização. Se formos sempre ao sabor da corrente, torna-se irreversível a desertificação do interior, pois os serviços públicos, muitas vezes trazem emprego, estimulam as economias locais e fixam empresas. O contrário provoca uma sangria de empregos, de vitalidade e, sobretudo de esperança pelas populações interiores.
Hoje fiquei triste por esta notícia, tal como fique desiludido pela argumentação do costume empregue por quem é responsável pela decisão.

Romaria a Cavalo de Moita a Viana do Alentejo

Domingo, Março 11, 2012

História nas Alcáçovas - um dia especial

Retirado do blogue Alcáçovas onde tenho o prazer de escrever.
 
 
«10 de Março - Um dia mágico para as Alcáçovas
 























Um dia memorável, onde se apresentou uma primeira obra sobre o Paço das Alcáçovas e seus embrechados, história, técnica e proposta de valorização futura, da autoria do mestre André Lourenço e Silva. Em boa hora surge esta talentosa obra.
Faço votos que o apoio dado pela autarquia vianense e pela própria Junta de Freguesia das Alcáçovas prossiga na demanda do conhecimento histórico local e na aposta da valorização patrimonial.
Que tarde bem passada, augurando um novo futuro para este concelho!!

Frederico Nunes de Carvalho»


Quinta-feira, Março 08, 2012

Recordando um amigo. Afinal avô é um Amigo!


Já passaram alguns meses da sua partida, mas as saudades são muitas. As conversas que tínhamos, a sua indeflectível solidariedade, os seus tiques, a sua imensa amizade e preocupação e ainda o futebol, aqui ilustrado pela sua dama de uma vida, o JSC - Juventude Sport Clube. Tudo isto me deixa saudades...bem sei que as recordações que ficam e que foram inúmeras e boas, nos confortam, mas há momentos em que sentimos um inexplicável sentimento de egoísmo e de nostalgia, onde pretendemos gozar mais desses doces episódios, dessas cenas irrepetíveis de convívio, de partilha e de aprendizagem. Queria afinal mais desses momentos, tentando ludibriar o tempo e o destino que o levaram para a eternidade. Nostalgia porque a sensação que se atravessa no nosso caminho apela para o reviver de tempos idos, de boas companhias e de felizes momentos que afinal sabemos que não voltam. Não tenho ilusões, nem escrevo senão para o Avô, para lhe agradecer pelas suas lições de Vida, pelo seu Empenho, pela sua Amizade. Escrevo-lhe para lhe dizer OBRIGADO!

Terça-feira, Março 06, 2012

Uma justa e oportuna consideração

«A ex-ministra da Cultura Gabriela Canavilhas disse hoje que o que se passa fora de Lisboa "não chega a Lisboa como devia", comentando assim uma possível falta de projeção da Capital Europeia da Juventude Braga2012.» in Público

Aliás, este é um crónico e histórico problema no país.  Quiçá se tenha dividido esta macrocefalia pela região do Porto, tornando-nos num país bicéfalo onde tudo o resto é paisagem. Quem está ligado à Cultura, verifica que Lisboa através do seu despudorado centralismo absorve tudo para si.  Todos os melhores elementos artísticos, culturais e patrimoniais do país, são deslocados para Lisboa, numa obsoleta e antiquada lógica de velha capital do Império, que tudo deve ter para mostrar aos seus convidados de luxo!!
Num pequeno exemplo dado à vertente cultural de que acima falei, comentava-se curiosamente no legado da ex-ministra Gabriela Canavilhas, que o núcleo do Museu dos Coches de Vila Viçosa, localizado no Paço Ducal, seria extinto para que o seu belissímo acervo fosse enriquecer a colecção principal em Lisboa. Mais uma vez volta a política do centralismo e do abandono e saque ao interior!!

Vamos dar uma ajudinha às Autoridades!


Pelo menos passamos a sua informação...

Tróia - uma escavação sonhada

Relatos de uma escavação - Castelo de Paderne e Portela 3

Arqueologia Angolana pelo Prof. Adriano vasco Rodrigues

Etnografia Africana - Bantu

Sexta-feira, Março 02, 2012

Aborto - Abriu-se a caixa de Pandora...

«Bioética

Artigo científico defende como moralmente aceitável a morte de um recém-nascido

02.03.2012 - 09:32 Por PÚBLICO

Um artigo publicado na última semana de Fevereiro pelo Journal of Medical Ethics defende que deveria ser permitido matar um recém-nascido nos casos em que a legislação também permite o aborto. A polémica segue em crescendo.»

Quando se quis avançar para a despenalização do Aborto, aqueles que defendiam a vida humana como algo inviolável no contexto do que se pretendia legislar, ganhou a simplificação e a desresponsabilização da sociedade. Agora começa-se ainda mais perigosamente a desfiar o novelo!! Quando parará esta frieza de convicções, mas sobretudo ausência de emoções?

Terça-feira, Fevereiro 28, 2012

Exposição Fotográfica - Síria

Em Évora ou centro comercial ou fórum!


Numa cidade onde sempre pontificou a cultura nacional e a assunção dos valores nacionais, onde a nossa língua é um dos seus expoentes máximos, não faria sentido encetarmos agora um novo ciclo invertendo esta tendência e iniciarmos um modelo de aculturação anglófila muito presente em muitos outros locais do país. Tudo isto, sem prejuízo do respeito pela diferença, pela diversidade e pela riqueza cultural.
Apelo aos leitores do Frescos Campos que não deixem que alguns pontos de diferença não acabem por determinar o todo e dessa forma inviabilizar uma posição que, parece-me em geral consensual! Quem não deseja que não sua terra se fale a língua de origem?

Para se juntar a esta causa, por favor clique aqui e assine.

Arqueologia e suas dependências - Exemplos práticos das Arqueociências

Extintas faunas - Auroque Europeu

Domingo, Fevereiro 26, 2012

Laginha no FEA, em Évora


Não poderia deixar de fazer menção ao vastissímo e riquissímo programa cultural da Fundação Eugénio de Almeida, que em muito contribui para uma oferta Cultural de excelência na cidade de Évora.
Desta vez traz o reputado e excelente pianista Mário Laginha. A não perder certamente!!

Quarta-feira, Fevereiro 22, 2012

Novas valências em Arqueologia Subaquática

Visitas prévias em lotas e mercados, para acompanhamento arqueológico diário nas acções de limpeza do peixe.

«Malásia: encontrado medalhão português do século XIII dentro de um tubarão».

Olivença - Estranhas comemorações

Recentemente o GAO - Grupo dos Amigos de Olivença noticiou pela comunicação social nacional uma estranha comemoração que o alcaide de Olivença se prepara para realizar naquele território saqueado por Espanha. Ao que foi veiculado por este grupo o alcaide oliventino deseja comemorar os 211 anos de ocupação ilegal daquele território através de uma guerra designada por Guerra das Laranjas, ocorrida em 1801. Pretende-se realizar uma mega produção da vitória de um país agressor sobre Portugal que teve como consequência a usurpação daquele território. Tem havido muito silêncio e até cumplicidades entre o município local, a região administrativa da Extremadura e o próprio Governo Central de Espanha de quem seria de esperar uma tomada de posição sobre o assunto. Quanto aos órgãos de soberania nacionais parece seguir-se o mesmo diapasão, o silêncio é de ouro. Contudo e, voltando ao título da mensagem, parece ser estranho querer-se comemorar a invasão de um país que retirou direitos de jurisdição, circulação e de nacionalidade ao território anexado. Ou seja, irá-se comemorar em Olivença 211 anos de agressão e anexação sobre um território nacional! Parece no mínimo estranho que o Governo Português, por intermédio do Ministério dos Negócios Estrangeiros não se queira pronunciar e até mesmo condenar esta iniciativa. Acresce que a coligação governamental PSD-CDS sempre teve uma postura minimamente coerente e séria no que toca a esta clívagem diplomática, pelo que seria de esperar por parte do Dr. Paulo Portas, ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, coerência e patriotismo numa rápida condenação ao acto de agressão que a nossa vizinha Espanha se prepara para fazer. Aliás, sendo um dos poucos motivos de alguma apreensão e discórdia com a nossa vizinha Espanha, exceptuando talvez a questão dos caudais dos rios internacionais, ambos sempre omissos nas questões que Portugal pretende discutir com Espanha nas periódicas cimeiras lsuo-espanholas, parece-me que Espanha teria todo o interesse em sanar definitivamente estes pruridos com Portugal. Ao invés teima na arrogância e na prepotência de quem ocupa, usa e abusa dos bens alheios.
Sou democrata-cristão  e enquanto simpatizante do CDS-PP sentir-me-ei muito defraudado se este Governo não tomar uma enérgica medida com vista a censurar estes dispautérios de vestuto colonialismo castelhano.
Em jeito de conclusão, quanto ao facto do tema ter sido recentemente abordado e activamente censurado pelo PS de António José Seguro, apesar de me congratular por dessa forma ter sido colocado o tema na agenda mediática, só posso com isso reconhecer uma total insignificância do líder da oposição parlamentar, fruto do passado recente de responsabilidades na quase bancarrota de Portugal, onde a mesma pessoa era deputado do PS de apoio ao Governo Sócrates e, por isso solidário com todas as suas decisões tomadas. E, pelos temas que aborda, entre o qual o de Olivença, algo de inusitado no PS, apenas revela que procura desesperadamente pontos de conflito e clívagem com este Governo para se poder descolar do famigerado plano de resgate da Troika. Recordo ainda que o PS se agora foi enérgico a levantar esta problemática, em todos os 6 anos de consulado governamental (com cimeiras luso-espanholas pelo meio) foi incapaz de abordar ao de leve sequer o tema. Ou seja, esta atitude apenas revela desnorte e hipocrisia de uma classe política que tudo faz para ser notada e para demonstrar que faz diferente do rival no Governo.
Se a memória não me falha as próprias comemorações veiculadas em vários órgãos de comunicação social, desde o Público, Jornal de Notícias, TVI24, Agência Financeira e Jornal da Madeira, já tinham sido anunciadas ainda com o Governo de Sócrates, pelo que ainda mais gravosa se torna a atitude. De qualquer forma, neste caso em concreto, Olivença e o Patriotismo agradecem por terem sido lembrados.
Quanto ao que espero deste Governo? Sinceramente que seja verdadeiramente independente, patriótico e rigoroso na demanda de responsabilidades e de soluções para esta velha questão de 211 anos (só por aqui se vê o deixa andar nacional!). Se o MNE português chamasse o embaixador espanhol em Portugal e abordasse inclusivamente esta questão no seio da UÉ, bem como solicitasse correspondentes diligências do nosso embaixador em Madrid, parecia-me algo de louvável, pois se se quer ser diferente do populismo, da demagogia e da cobardia, actue-se em conformidade. Se Madrid quer ser um membro sério da UÉ, um parceiro reconhecido, amigo e solidário dos seus pares, terá que se deixar de velhos tiques de potência colonialista e ser o primeiro interessado em dissipar quaisquer conflitos com o seu vizinho lusitano.


Justiça célere? Peça-a em Espanha

A actriz Sara Norte, detida em Algeciras, no sul de Espanha no passado dia 6 de Fevereiro com cerca de 800 gramas de haxixe, foi condenada ontem, dia 21 de Fevereiro a 2,5 anos de pena de prisão efectiva por ser já reincidente no crime em questão. Ou seja, para um crime grave, em Espanha demorou-se cerca de 15 dias para sentenciar o réu, sendo que esteve nesse período em prisão preventiva. Não fico naturalmente feliz com o mal alheio e com esta fatalidade para a Sara Norte, à qual desejo sinceramente que o tempo que terá de passar detida, lhe abra o coração para o que de bom a vida tem e a torne no futuro uma mulher melhor, mas fico sim revoltado por assistir a esta quase brutal eficácia na justiça do nosso país vizinho e, depois quando abro um jornal diário pela manhã envergonho-me de viver em Portugal, por este país permitir todo o tipo de veleidades, expedientes (com os eternos recursos à mistura) e excessos de garantias para os suspeitos levados a tribunal para julgamentos. Já  nem falo dos casos mais mediáticos, que esses despertam em mim outro tipo de sentimento!

Cultura por Round the Corner

Segunda-feira, Fevereiro 20, 2012

Jornadas do Hospital Veterinário A Muralha


Petição sobre o novo centro comercial de Évora

Meus amigos, criei uma petição para sensibilizar a autarquia eborense e a empresa EVRET para que o futuro centro comercial em Évora não tenha mais uma das milhares terminologias estrangeiras empregues pelo nosso país fora. Em vez de Évora Shopping, sugeria a inicial proposta de Évora Fórum. Mais que um capricho pessoal, julgo ser esta uma forma de defender a nossa Cultura, a nossa Identidade Cultural e, sobretudo o uso e valorização da nossa riquissíma língua. Conto convosco, caso se revejam nesta questão, para subscreverem esta petição e simultaneamente a publicitarem. OBRIGADO.
 

Para quem quiser lêr a petição e, eventualmente subscrevê-la, deixo aqui a ligação. 

Segunda-feira, Fevereiro 13, 2012

Domingo, Fevereiro 12, 2012

Pela dignificação do trabalho em Arqueologia, faça-se o sindicato!

Os trabalhadores em Arqueologia podem finalmente manifestar a sua indignação perante as constantes condições de precariedade laboral de que sistematicamente são alvo, através de uma petição que se encontra a circular na rede subscrevendo para combater esse flagelo a criação de um sindicato no sector. Desta forma enceta-se a formalização de uma organização que visará pôr cobro à crescente degradaçãodas condições laborais em que se encontra a grande maioria dos profissionais em Arqueologia e/ou no Património Arqueológico em Portugal, sejam arqueólogos, técnicos de arqueologia e património, conservadores de restauro, professores, investigadores, antropólogos, topógrafos, etc.
Naturalmente que haverá outras necessidades no campo da Arqueologia em Portugal, nomeadamente da criação de uma Ordem Profissional, para regular a actividade, a deontologia, a formação e investigação, etc, mas feliz ou infelizmente a realidade e as suas premências ditam o presente e, nesta fatalidade parece inquestionável a urgência de elevar os padrões de qualidade ao nível do mercado laboral, deixando outras questões para mais tarde. O caminho faz-se caminhando e este é um primeiro passo para que a comunidade arqueológica em Portugal se una, lute pelos seus direitos e estabeleça doravante um discurso conjunto de credibilização do sector  para almejar não apenas os seus intentos mais latentes, como também o apoio incondicional da sociedade portuguesa no reconhecimento da sua importância para a preservação da nossa História, da valorização da Arqueologia e da produção de Conhecimento.

Évora e o périplo pelos 25 anos de Património da Humanidade

Projecto Portugal Romano

Povoado de Cabanas de Santa Sofia, em Vila Franca de Xira