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terça-feira, abril 23, 2013

Novas sobre a corrupção em Angola

Parecem existir novidades sobre o envolvimento de elites governamentais e do MPLA em Angola em crimes económicos. Louvo a iniciativa do cidadão angolano Adriano Parreira pela sua incansável demanda pela justiça no que toca aos agentes políticos e governamentais de Angola. Deixo aqui a ligação para a notícia publicada hoje no jornal Público.
Deixo também aqui a ligação para a associação angolana que tem estado no epicentro desta intensa batalha, a Associação Mãos Livres.
Em jeito de conclusão gostaria de ver se também neste caso o senhor José Ribeiro, director do Jornal [do regime]de Angola que tanto tem atacado a justiça portuguesa e os seus agentes por terem investigado algumas personalidades angolanas, se vai atirar à justiça suiça por ingerências desta junto dos intocáveis que lhe pagam o salário ao final de cada mês?

domingo, fevereiro 17, 2013

A triste abundância do Alandroal


É claro que o Alandroal é tudo mais que isto, mas não pude deixar de me espantar com a enormidade de acusações que recaem sobre o antigo dirigente camarário do concelho, João Nabais, conhecido militante socialista. Que dizem as elites socialistas locais deste caso, além de terem excluido naturalmente a cita figura de nova candidatura pela sua égide?


domingo, setembro 02, 2012

Pré-conceitos de políticos?

«Diretora do DCIAP

"Portugal não é um país corrupto", diz Cândida Almeida»

Custa-me a acreditar que a directora do DCIAP possa ter feito um juízo desta índole! Há, efectivamente  pessoas competentes nos sítios errados e há pessoas incompetentes nos sítios certos e agora com a senhora directora do DCIAP entendo cada vez mais que em Portugal há muitas pessoas incompetentes nos sítios errados.

 

domingo, março 13, 2011

Um sobressalto cívico ou o renascimento de uma geração?

Cavaco Silva após um diagnóstico avassalador do país, como que reconhecendo a legitimidade dos portugueses, exortou a geração mais jovem, aquela que tem sido mais permeável às vicissitudes do  mercado de trabalho em Portugal, de ter um sobressalto cívico. Parece-me justo dizer que algo se passou hoje por todo o país e, nada mais ficará igual doravante. Cerca de 300 mil  indignados, entre jovens e menos jovens, manifestaram-se nas ruas das cidades portuguesas, lutando por um futuro melhor, mais esperança, mais dignidade dos politicos e mais segurança na sua vida profissional. Infelizmente essas condições tem-nos sido negadas em gande parte consequência da incompetente liderança dos sucessivos governos de Portugal nas últimas décadas. E isto deverá ser feito incontáveis vezes, até que a opinião pública o propale em uníssono. Os nossos governantes tem sido um fracasso absoluto e essa condição trouxe-nos mais pobreza, mais desigualdade, mais precaridade, mais esforços e, simultaneamente menos progresso, menos reconhecimento e, em geral menos optimismo e esperança no futuro. A uma geração jovem se lhe coarctam o futuro, o que sobra nas suas vidas??
Se a incapacidade latente na classe política portuguesa provinda do 25 de Abril é assim tão evidente e escandalosamente penalizadora para os portugueses, porque estes prosseguem impunes? Este Governo e alguns partidos falaram em flexibilidade laboral. Nós nem disso careceríamos para ver a expressão despedimento por justa causa proferida por qualquer trabalho menos competente. E porque aos mais altos dignatários de Portugal incompetência é virtude?
Hoje a  juventude portuguesa demonstrou que quer participar mais activamente na vida política nacional e ser a protagonista dos ventos de mudança que ecoam por cada esquina de Portugal. A geração rasca ficou para trás. A geração anestesiada pelos confortos e amparos familiares resolveu emancipar-se e partir para a luta contrariando o que muitos vinham dizendo da sua tenacidade, combatividade, resiliência e organização. Esta geração que teve de aprender a lutar, não só não soçombrou perante os ditactes e desmandos da classe política, como reencontrou o espírito de luta que, tendo sido relatado por seus progenitores, nunca tivera de fazer uso tal não era o mundo ilusório em que crescera. O dia 12 de Março será um marco na viragem do Portugal democrático pós 25 de Abril.
Obrigado Sócrates, pois deste-nos sem saber o que de melhor tinhamos escondido entre nós. O espiríto combatente para enfrentarmos uma classe política avessa à dialéctica democrática e participação popular, a arrasadora economia, um novo arquétipo de  emprego, a ausência de justiça e, em suma,  a esperança perdida. A tua posição tem-nos juntado, feito fortes. Pessoas de todos os níveis, crenças, simpatias partidárias  hoje estiveram juntas porque  sentiram que aquilo que necessitam de fazer para construir um Portugal mais justo, harmonioso e salubre, depende de si, pondo para isso diferenças em segundo plano. Evocámos a solidariedade entre diferentes sensibilidades e gerações para te pôr a ti a à restante classe política fora deste jogo que achavam ter ganho há muito tempo pela inércia e  desgaste a que sujeitavam a população portuguesa. Sentimos que a almofada das gerações mais velhas vem agarrada ao nosso colo, não para termos um sono mais tanquilo, mas sobretudo para a estender a novos públicos, a novos elementos que se queiram juntar a esta militância activa chamada CIDADANIA. Provaste-nos com toda a tua arrogância, desfaçatez, sectarismo, incompetência e manha que independentemente das clívagens que possam existir na nossa sociedade, estas são uma gota de água no oceano de queixumes e injustiças que potenciaste. Assim, saberemos construir uma sociedade  sólida e coesa para combater os fracassos e muitos dos estéreis e oportunistas Direitos adquiridos do 25 de Abril. Tentaram ofuscar a parte da Revolução que falava em Deveres e nós agora inteirámo-nos disso!!  Hoje viste presença nas ruas, amanhã assistirás a liderança!!
Por fim e, sabendo de antemão que o fizeste inconscientemente, Obrigado por vires a acelerar, passo a passo, dia após dia, uma verdadeira revolução para reerguer um país com mais de 800 anos de História. Acreditando piamente neste desfecho, parece-me razoável julgar que as eleições antecipadas no quadro que antevejo seriam um mal bem pequeno de entre o veredicto que se aproxima para a tua pessoa!! Assim,  teremos também a nossa luta, ainda que nos teimassem em fazer crer que essas preocupações já não deveriam fazer parte do nosso cardápio político. Sócrates, estás assim, DEMITIDO por toda uma geração.
Após tantas considerações e deambulações, parece-me óbvia a resposta à questão colocada no título do texto...não queremos persistir em delegar nos outros as nossas responsabilidades.