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terça-feira, setembro 03, 2013

Olivença e o Património Português [Registo Fotográfico]



 E tem muito mais elementos de raíz portuguesa no seu fantástico centro histórico, no entanto a curta visita de 45m apenas deu para registar alguns. Fica a promessa de um regresso e a evocação de um excelente Hotel Palacio Arteaga.

terça-feira, julho 16, 2013

Carta Gastronómica do Alentejo [2013]

Com 1261 páginas e 1001 receitas do mostruário gastronómico alentejano, esta edição fresquinha (2013) da autoria da Confraria Gastronómica do Alentejo de notável demonstração de qualidade e de laboriosa pesquisa gastronómica, etnográfica e até histórica, vem trazer para o Património Gastronómico Nacional um óptimo referencial para a sua respectiva valorização cultural. Um bem-haja aos autores desta obra que fará certamente escola entre outras regiões e associações do nosso país.
Para aceder a esta imensa obra gratuita, poderão os leitores clicar aqui.

terça-feira, abril 16, 2013

Portugal de outrora e desconhecido [São João Baptista de Ajudá]

Muitos portugueses provavemente desconhecem que na antiga administração portuguesa dos seus territórios do Ultramar existia um pequeno território/forte sob sua gerência, localizado no actual Benim, na sua cidade de Ouidah. Este pequeno território de jurisdição nacional pertencia à administração colonial de São Tomé e Princípe e ficou sob tutela portuguesa até ao ano de 1960. No actual espaço foi criado o Museu de História de Ouidah.

Aqui deixo algumas fotografias para uma justa evocação do sítio e ainda a ligação para informações mais detalhadas sobre a sua história.








sábado, novembro 03, 2012

A aurora patriótica do PCP


É norma corrente no discurso político e acções de campanha do PCP a utilização do vocábulo patriótico. Diz o PCP num cartaz propagandístico «Com o PCP, uma política e um governo patriótico e esquerda.» Mas o seu líder, Jerónimo de Sousa vai mais longe. Dizia Jerónimo de Sousa em Maio de 2011, na alvorada das eleições que viriam a vitória ao actual Governo, que o acordo estabelecido entre o PS, PSD e CDS com a Troika se traduzia «um verdadeiro golpe contra o regime democrático, a soberania de decisão do povo português e a independência nacional.» Saúdo desta forma a evolução positiva que o partido comunista verifica no sentido de se aproximar dos interesses nacionais do governo de um país, mais que as diatribes ideológicas marxistas submetidas à IV Internacional e ao antigo Bloco Soviético antes da queda do Muro de Berlim, que fizeram em muitos casos colocar o PCP à margem dos interesses nacionais, estratégicos e patrióticos em todo o processo da descolonização portuguesa, por exemplo. Mas enfim, tudo isto é passado e certamente que isso acrescido a uma espécie de gulags nacionais exercidos sobre João Amaral, Edgar Correia e Carlos Luís Figueira, pela sua afronta ao PCP por terem sido livre pensadores em determinados momentos das suas vidas políticas, bem como mais recentemente pelo inusitado voto de pesar à Coreia do Norte pelo falecimento de Kom Jong III e pelo mesquinho contra na Assembleia da República ( o PEV absteve-se na votação) no voto de pesar pela morte do histórico líder Vaclac Havel, libertador da extinta Checoslováquia, que inevitavelmente cheirou a acerto de contas com o passado, não tirarão o timbre responsável, democrático e patriótico ao Partido Comunista Português, não obstante ainda ter nos seus estatutos o seu cariz Internacionalista estampado no seu ancestral Programa:



Algum dos caros leitores poderia ficar estarrecido ao ler as minhas observações e mais até a transcrição do Programa do PCP sugerindo que este partido, ao invés de admitir os erros do passado, umas vezes longínquo, outras nem tanto, parece resvalar num certo conservadorismo populista (vidé Mário Nogueira FENPROF e Carvalho da Silva e Arménio Carlos CGTP), ideológico e partidário, mas o que é verdade é que desde que Jerónimo de Sousa é o seu primus inter pares( não encontro melhor designação para o lugar do seu líder) muito coisa mudou no PCP. Obviamente ainda haverá algumas arestas a limar, no sentido do partido se afirmar verdadeiramente como progressista, tais como a abolição do sistema de voto por mão no ar e a extinção de uma inexplicável Comissão Central de Controlo. Mas justiça lhe seja feita e honremos o 5º Artigo do seu Programa intitulado «Uma pátria independente e soberana com uma política de paz, amizade e cooperação com todos os povos».

Mas deixando definitivamente algum sarcasmo e ironia para trás, pergunto se o patriotismo do PCP padece de algum complexo de menoridade, por tardio que chegou ou se apenas e só é uma faca de dois gumes? Pergunto por exemplo se é patriótico pedir, incentivar os portugueses a irem para as ruas unirem-se e manifestarem-se contra os tais governos subjugados pela Troika, contra o desemprego e contra mais um orçamento de Estado que empobrece os portugueses e depois, na hora de dar o exemplo, falha clamorosamente. Não consigo conceber como o PCP pede união e solidariedade entre os portugueses e ele próprio não se consegue unir ao Bloco de Esquerda num exercício bem mais fácil de esgrimir, junto da AR! Dois partidos que cada vez mais demonstram ser iguais, nem sequer conseguiram juntar esforços para apresentarem uma moção de censura conjunta ao Governo em sinal de protesto pelas tais políticas de direita que criticam ferozmente. Não fazia realmente sentido dar outro rumo à Esquerda Portuguesa e, dando provas de absoluto dever patriótico apresentando uma verdadeira alternativa à praxis partidária existente no seu quadrante político, fundir-se com o BE dando maior robustez ao que afirma nas suas constantes dialécticas do dever patriótico e das alternativas de Esquerda e por aí fora? Não é o PCP um partido colectivista que se nega a dar primazias a vaidades pessoais, similitude também apregoada pelo seu colega BE? Então não haveria maior prova de desassombro e responsabilidade política do que mostrar ao eleitorado nacional que o tempo sendo de excepção, implica novas medidas nunca antes experimentadas em prol do interesse nacional. Convenhamos, não estou a sugerir a fusão com o PS, onde reconheço existirem muitos temas fraturantes com o PCP, falo apenas e só do seu quase "irmão" Bloco de Esquerda. Não daria este passo uma substancial confiança ao eleitorado de esquerda que não reconhece nestes partidos individualmente uma alternativa credível para a governação de Portugal? Em tempos que soam a imperativos de se construírem pontes e de se estabelecerem diálogos políticos, estará o PCP apto para dar as mãos e construir algo pelo país e pela sua viabilidade futura?
Em Portugal na política vive-se em clima abundamente crispado, onde se pratica uma lógica de terra queimada, onde se pretende ver sempre o copo meio vazio, de constantes críticas negativas, de politização da economia, da justiça, dos sindicatos, onde aquilo que se torna público tem sempre uma conotação ideológica-partidária. Gostaria sinceramente de poder ver alguns dos partidos que se arrogam no direito indicar o caminho, também eles de darem o exemplo, como se exige em casa a um bom pai de família. «O faz o que eu digo mas não faças o que eu faço» de James Carrel não fica bem a ninguém, nem ao Governo, nem à oposição. Se há notas positivas que se devam realçar no desempenho da acção governativa gostaria de ver a oposição em massa a evidenciá-las dando o seu inestimável contributo para a própria melhoria da reputação da classe política que estes partidos tanto enxovalharam com as suas lógicas de poder. E apesar de sentir que o PCP crê cada vez mais firmemente na sua revolução para Portugal, recomendo apenas que a faça pacificamente, sem oportunismos, olhando para o passado com humildade e sapiência, mudando alguns pontos que devem ser rectificados na sua praxis, sufragando definitivamente a ideia de que é realmente um partido progressista, abdicando um pouco de algumas bandeiras em detrimento do bem comum. Espera-se muito dos políticos do presente e estes só terão futuro de foram responsáveis, rigorosos, competentes e, sobretudo patrióticos. O PCP de Jerónimo de Sousa mudou face ao de Carlos Carvalhas muito pouco e, quase só em aparência, falta realizar-se o partido para o país, sem instrumentalização dos sindicatos, de alguma imprensa, sem utopias do passado, estabelecendo diálogos maduros e profícuos com todos os seus adversários partidários, estando apto para ceder inclusivamente a sua existência em detrimento de um projecto partidário mais aglutinador para o país, reconhecendo méritos alheios, que também os há, mas tendo essencialmente a tónica de que se a oportunidade espreita ao virar da esquina, a visão que daí resulta é de uma rua estilhaçada, sendo necessária muita cooperação e patriotismo para colocar novamente tudo na ordem.

 

 

 

quarta-feira, outubro 17, 2012

Grandes Portugueses [Helena Cidade Moura]

Mais uma vez aqui venho evocar um Grande Português, desta feita e infelizmente não por mais um feito recente e relevante, mas porque partiu, deixando Portugal um pouco mais pobre. A triste notícia da morte de Helena Cidade Moura remonta já ao passado dia 20 de Julho, no entanto, não podia deixar de aqui evocar a sua pessoa e os seus grandiosos feitos em nome de Portugal e dos Portugueses.
Helena Cidade Moura, filha do escritor Hernâni Cidade prencheu na sua vasta e rica vida um manancial de actividades e ofícios. Foi educadora, pedagoga, investigadora, política, humanista, activista, cristã assumida e cidadã. Mas Helena Cidade Moura foi tudo isto de forma apaixonada, de pura convicção, de sonho vivido, sem percalços ou hesitações no que se propunha fazer. Helena Cidade Moura foi uma das mais inspiradas pela obra de Eça, daí retribuindo com todo o seu conhecimento e investigação, extraordinariamente valorosos instrumentos no aprofundar deste importante autor da História da Literatura Nacional. Foi uma contestatária ao regime do Estado Novo, activista pela Liberdade, no pós 25 de Abril foi ainda deputada à Assembleia da República pelo MDC/CDE nas I, II e III legislaturas. Foi também presidente do Centro Nacional de Cultura em 1961 e autora de uma série de obras de educação, com especial ênfase ao Manual da Alfabetização, em 1979. Mas onde a já saudosa Helena Cidade Moura teve uma marca mais indelével foi na sua acérrima defesa pela alfabetização do país, luta que levou por diante até quase ao final dos seus dias. Foi autora de mais de 400 cursos de alfabetização pelo país lançados logo após o 25 de Abril, e que via como umas das principais causas do nosso atraso. Sem dúvida que o seu amor pelos portugueses não poderia ter melhor álibi que todo este frémito de paixão e empenho pela sua educação, fazendo de nós todos melhores pessoas, profissionais e cidadãos. Apesar do que vivemos hoje e, do país ter chegado a um abismo fruto também de algum desconhecimento, de alguma apatia e alheamento do povo português perante os desígnios do governo do país, sem Helena Cidade Moura, certamente que não teríamos a mesma maturidade democrática e estaríamos menos preparados para enfrentar os enormes desafios do futuro. Gostaria que a sua memória tivesse tido outra dimensão no reconheicmento do país pelos seus feitos, no entanto reconheço que uma mulher que tanto dá a Portugal e aos portugueses não seja bem vista por quem nela e nos seus nobre feitos se veja atacado. Como dizia numa sua entrevista a Rogério Mendonça em 2010, também eu «gostava de ver os políticos mais empenhados na transformação do país, assumindo as suas próprias culpas».

Povoamento no Bronze Final