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sábado, janeiro 04, 2014

Triste Josefa [d ´Óbidos]

Cortesia blogue Palmilheiro





Soubemos ontem que um valiosa obra [Sagrada Família] da autoria da autora seiscentista Josefa d´Óbidos, ficou irreparavelmente destruída  na passada noite de 24 de Dezembro em resultado de um incêndio. A Fundação Mata do Bussaco, entidade pública que gere o local onde se insere o convento de Santa Cruz do Buçaco lamenta o sucedido e compromete-se a recuperar o espaço e a respectiva memória. De qualquer forma a unicidade da tela perdida não se recupera mais e este incidente revela uma vez mais o quão frágil é o domínio do nosso Património Cultural, ainda mais aquele que está às mãos de quem mais por si deveria fazer, o Estado. Quando verificamos que o orçamento para a Cultura desce ano após ano, quando assistimos a uma despromoção desta área de ministério para secretaria de estado e notamos que faltam claramente estratégias e meios logísticos e humanos para encetar uma verdadeira política de salvaguarda e valorização cultural, ainda nos supreendemos como não são noticiados muitos mais casos como este. Seja como for esta é uma má notícia para a Pintura e Cultura Portuguesas nos alvores de 2014,

terça-feira, março 13, 2012

Uma má notícia para a Cultura, para Évora e para o país

«Transferência do Museu da Música para Évora «bloqueada» por falta de verbas».

Esta notícia é triste e desoladora  para a cidade de Évora porque se adia o reforço da oferta cultural museológica para o turismo da cidade e porque se adia uma solução para um histórico e grandioso edifício como é o Convento de São Bento de Castris, no presente momento absolutamente ao abandono, após índevida apropriação para fins pouco claros e também de ter sido pilhado de quase todo o seu recheio. Seria uma boa oportunidade de valorizar um espaço votado ao maior ostracismo possível.
É igualmente uma má notícia para a Cultura Nacional, pois não se consegue dar a nobreza merecida a um museu que tem uma belissíma colecção temática associada à actividade musical e, por vias de estar sediado num espaço bastante limitado do ponto de vista físico e numa cidade com uma variada e rica oferta museológica, fica sempre deveras subvalorizado e com um conhecimento do público em geral muito abaixo do que seria expectável.
Por fim é uma lastimosa notícia para o país e, consequentemente para o actual Governo, porque se adia na coragem e na respectiva inversão dos pressupostos actuais das políticas de ordenamento do território e da divisão administrativa. Este seria sem dúvida alguma, um exemplo da coragem e do combate à centralização dos serviços públicos e à sua tendencial litoralização. Se formos sempre ao sabor da corrente, torna-se irreversível a desertificação do interior, pois os serviços públicos, muitas vezes trazem emprego, estimulam as economias locais e fixam empresas. O contrário provoca uma sangria de empregos, de vitalidade e, sobretudo de esperança pelas populações interiores.
Hoje fiquei triste por esta notícia, tal como fique desiludido pela argumentação do costume empregue por quem é responsável pela decisão.