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terça-feira, maio 03, 2011

Novas de Angola: Zedu receoso

Estas últimas de Zedu, provocam-me algumas dúvidas e questões. Diz o quase monarca angolano que estas movimentações e arbitrariedade são mais facilmente ensaiadas em África porque o povo está dividido. Pergunto porquê? Porque será que África ainda vive tamanha pobreza com abundantes e ricas matérias-primas transaccionadas para todo o mundo? E porque será que existem sempre clivagens político-sociais muitos vincadas nestes estados? Terá algumas a ver com o fosso entre políticos milionários e povo a viver na miséria? Será inocente esta preocupação de Zedu ou estará meramente interessado em abafar novamente o espírito crítico que existe em Angola em torno da sua governação e autocracia? Não será irónico Zedu falar em neocolonialismo dos tais países industrializados ocidentais, para a usura das matérias-primas africanas, quando em grande medida ele próprio estimulou este modus operandis das potências ocidentais para se libertar do jugo português, através do armamento que ia recebendo em troca de favores e aumento de protagonismo e relações comerciais entre Angola e esses países? Os EUA doo há minaram o petróleo angolano por acaso? Não será o problema de Zedu ter-se apercebido que neste mundo nãamigos/aliados e que, à semelhança do outrora parceiro Kadafi que agora viu essas potências puxarem-lhe o tapete após décadas de ditadura líbia, ele está na eminência de ser descartável, assim o expresse soberanamente o povo angolano? 

Feiras que o PSD tb dispensaria...?




Para todos aqueles que sentem necessária, imprescindível até, a aposta no desenvolvimento rural do nosso país, no incremento da nossa capacidade produtiva na área agrícola e, consequentemente na existência de um Ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas em Portugal, por tudo isso, e por essa ser uma condição sine qua non para uma melhor defesa dos interesses nacionais em sede da UE, convido-vos a visitarem esta belissíma montra do mundo rural, não apenas alentejano, mas mesmo português.

segunda-feira, maio 02, 2011

Évora valoriza arqueologia

Esta valorização é aqui assinalada fundamentalmente pelo mérito da Universidade de Évora em duas recentes iniciativas no sector. Uma delas foi a criação da biblioteca de Arqueologia Victor Guerra, do Laboratório de Arqueologia da Universidade de Évora, possível graças à doação do espólio particular do arqueólogo António Victor Guerra, pelos seus descendentes. Naturalmente que esta meritória iniciativa reforça o acervo historiográfico da BGUÉ e consequentemente permitirá uma maior oferta de bibliografia a estudantes e investigadores de Arqueologia na universidade e cidade. A outra novidade é a inauguração do Laboratório Hércules - Herança Cultural, Estudos e Salvaguarda, uma unidade de investigação pertencente à academia universitária eborense que muito vai reforçar os estudos e trabalhos no campo da Arqueologia em particular e do Património Cultural em geral. Este laboratório criado tem como missão fulcral estudar e preservar o Património Cultural, encetando para isso parcerias com entidades nacionais e locais que permitam agilizar processos na demanda do seu propósito inicial. A realização deste projecto só foi possível com o integral envolvimento da fundação EEA Grants - Norway Grants.
Parabéns à Universidade de Évora!
Parabéns à cidade de Évora!
Parabéns à Arqueologia Nacional!

Muros apiários em Portugal

sábado, abril 30, 2011

Porto vs. Estatística

Enquanto sportinguistsa lamento este números, mas são a realidade nua e crua!!
Por isto e pelo mais recente título nacional do FCP, felicito a sua equipa técnica e jogadores. Além do êxito alcançado no Campeonato Nacional, jogam ainda a final da Taça de Portugal e as meias finais da Liga Europa.
Dito isto, faço votos que com nova liderança , SCP saiba honrar os seus pergaminhos de equipa vencedora e retome a senda das vitórias, de forma a alterar estes resultados estatísticos.

sexta-feira, abril 29, 2011

Livraria Municipal em Évora

Os meus mais sinceros parabéns aos responsáveis camarários de Évora que tornaram possível esta iniciativa, pouco frequente no nosso panorama nacional, mas muito útil e geradora de novos públicos. Esta é mais uma iniciativa municipal que merece créditos pela oportunidade e interesse com que é criada. São realizações que com relativa facilidade e modesta dotação orçamental se realizam, permitindo dar um claro sinal do município das suas privilegiadas áreas de acção, mas acima de tudo oferecer ao eborense, ao morador, ao turista uma maior qualidade de serviços, neste caso, de índole cultural, uma das principais âncoras do desenvolvimento económico da cidade de Évora. Por natureza e convicção, sou apologista de que este tipo de empreendimentos deverá ser dado à iniciativa privada, mas posso atender à excepção, no caso de a Câmara Municipal não carecer de onerar mais o seu orçamento para o projecto em causa e de a oferta livreira se considerar específica por visar exclusivamente edições municipais. Desta forma, parece-me que as virtudes da obra superam grandemente os seus defeitos, pelo que a aposta parece-me correcta. Venham outras mais!!
Aqui deixo uma ligação da Alentejo Press, com notícias mais detalhadas:

http://www.alentejopress.com/modulos/mod_periodico/pub/mostrar_noticia.php?id=988





quarta-feira, abril 27, 2011

terça-feira, abril 26, 2011

Eles comem tudo...mas nem se apercebem

«Este presidente é mesmo foleiro. Nem sequer convidou os deputados para a cerimónia do 25 de Abril.» Palavras desgostosas de José Lello, deputado e político profissional que acha que tem tido poucas festas onde participar, queixando-se nesta circunstância do presidente da República pela sua insensibilidade política ao restringir os free-pass 25 de Abril forever. Talvez ficasse bem ao senhor presidente, mas ele é vítíma das circunstâncias e das subsequentes limitações orçamentais criadas pelo Partido Socialista e pelos milhares de festas, adjudicações, inaugurações, convites, etc que promoveu e que agora obrigam algumas elites do partido a ter uma abrupta dieta social. É difícil para quem está mal habituado, mas pelo menos reconheço que afinal já não pagam sempre os mesmos!! A única diferença é que para muitos deixa de haver pão na mesa, quando para outros apenas se reduziu o número anual de festas para que se é convidado...
Mas fica registada a elevada seriedade e ética do deputado cessante José Lello, bem como o seu patriotismo, patente na mais firme, convicta e imprescindível necessidade de estar presente nas comemorações da Presidência da República do 25 de Abril.

Há uma 3ª via.

«O eleitorado percebe que o PS é um prodígio de incompetência. O eleitorado gostaria de perceber que o PSD é outra coisa. Não se vê como (...) O PSD decidiu empenhar-se numa série de acções suicidas destinadas a provar que talvez não valha a pena arriscar a mudança.» Alberto Gonçalves in "Diário de Notícias".

Palavras tão simples e tão difíceis de absorver!!

«A questão central do país não é o défice, mas sim a economia. O défice não é mais do que a consequência de não haver um plano de desenvolvimento económico.» Murteira Nabo, in "Público" 25 de Abril de 2011.

segunda-feira, abril 25, 2011

Matando o moribundo, por Boaventura Sousa Santos

«Não se experimentou até agora uma coligação de esquerda, envolvendo o PS, o PCP e o BE». In "Público" 25 de Abril de 2011.

Espaço Lusófono - Oportunidades de Negócio

Se em momentos económico-financeiros mais pacíficos este seria um apetecível mercado para expandir negócios, hoje, mais do que nunca esta plataforma liguística com mais de 200 mihões de cidadãos, goza de um estatuto e de uma importância inegável para empresas e países que queiram internacionalizar-se no mercado das exportações, por exemplo. Nesta entrevista patrocinada pelo Diário Económico a Joanna Kuenssberg O’Sullivan, encarregada de negócios do Reino Unido em Portugal, está patente uma frontalidade quase chocante desta responsável de terras de sua majestade, face à inércia com que Portugal e o seu corpo diplomático têm tratado a questão económica além fronteiras, na demanda de novos mercados e, neste caso especificamente, do aprofundamento das relações económicas bilaterais entre Portugal e os Estados da Lusofonia. Admito e reconheço o esforço do Primeiro-Ministro cessante em aumentar a capacidade exportadora nacional e em diversificar simultaneamente o destino das mesmas exportações( ainda que Venezuela, China, Líbia, Argélia, Emirados Árabes Unidos, entre outros, sejam parceiros de dúbia honorabilidade e com pouca relação histórico-económica) no entanto não poderia deixar de fazer um reparo a quem entendo que competiria essa função, ao corpo diplomático nacional (vidé este exemplo britânico) e concretamente ao Ministério dos Negócios Estrangeiros(será tão confusa a interpretação da designação e atribuições deste ministério?). Assim, ao Primeiro-Ministro foram incumbidas delegações que eventualmente o terão desconcentrado ou desgastado para outras lutas e desafios mais apropriados. Ao invés, enquanto outros países se preparavam para "assaltar" esta oportunidade de negócio e encetar parcerias (vidé o caso da China, presente vigorosamente  em toda a Lusofonia) com estados lusófonos, Portugal e seu Ministério de Negócios Estrangeiros, entretinha-se com os périplos europeus/comunitários, muito assertivos, liderantes e visionários sobre a Economia Mundial e Solidariedade no aprofundamento do espirito e construção europeias que tão bons resultados obteve.

Para Angola e em força?

Posted by Picasa 

O professor universitário, Manuel Ennes Ferreira, não dando essa máxima como inusitada, lembra uma série de imbróglios que devem ser solucionados para este fado se concretizar, na firme ideia de criar sinergias em ambos os lados destes lusófonos países. 
Eu é que enquanto leigo em matéria económica, julgava que a expressão seguida era  inversa: «Para Portugal e em força». Não é que tenha alguma coisa contra os capitais angolanos, desde que sejam oriundos de toda a legalidade, julgo nem terem nada a opôr o Benfica, o Belenenses, a EDP, a Zon, a GALP, o BCP, o BPI...
 O caricato é que qualquer dia, ainda que em parte o para Angola e em força querer tornar-se uma realidade a curto prazo, no sentido de querer resgatar a economia nacional do buraco (sem fundo?) em que caiu, alavancando as exportações portuguesas, notamos sim que essas exportações são essencialmente realizadas por empresas nacionais qb, ou seja, onde os capitais estrangeiros e, nomeadamente angolanos são maioritários. Não que veja necessariamente mal nesta ironia, mas sempre ouvi dizer que quem vive bem, está de saúde e se recomenda é quem está comprador, ora as empresas nacionais estão cada vez mais vendedoras...Mas enfim, volto ao início, palavras de leigo!!!

sábado, abril 23, 2011

Como melhor tratar livros antigos.

By FEA - Fundação Eugénio de Almeida


A Cultura engrandece um país.

Neste sentido poderá igualmente valorizar a sua economia.
Luís Campos e Cunha, antigo ministro do executivo de Sócrates, projecta um exemplo-chave de estímulo cultural valorizado pela nação espanhola, exactamente nos antípodas do preceito nacional. Um exemplo a considerar seriamente e, sobretudo rapidamente, para o bem do nosso Destino!


sexta-feira, abril 22, 2011

Crua verdade!

«Há uma espécie de fiasco. Nos últimos anos Portugal foi colocado numa alhada. Portugal fracassou». António Barreto, sociólogo e presidente do Conselho de Administração da Fundação Francisco Manuel dos Santos, in "Correio da Manhã".

domingo, abril 03, 2011

Sócrates preparava-se para a crise política!!

«Segundo João Tiago Silveira, as nomeações publicadas em Diário da República após 23 de Março "foram todas" alvo de despachos assinados antes dessa data e, "como é hábito", foram publicadas semanas depois.»


Então podemos constatar que esta anormal incidência de promoções e nomeações dias antes de estalar a crise política de 23 de Março, estava a ser realizada antevendo qualquer circunstância excepcional que pudesse barrar esses hábitos pouco sérios. Podemos também deduzir e até concluir que Sócrates com estas premeditadas nomeações e promoções pré 23 de Março, estava ciente do que estava a provocar e nada fez para contrariar essa conjuntura, antes pelo contrário, acentuou-a até chegar à reprovação do PEC IV na AR. Este é um cabal exemplo do gabarito dos nossos políticos e pior, governantes, do seu calculismo político e desprendimento patriótico.
Obrigado João Tiago Silveira, com estas palavras, acabaste por revelar um pouco mais do verdadeiro PS. Certamente que os históricos do partido, aqueles arautos da Liberdade e Democracia que lutaram para implantar o 25 de Abril estão deveras orgulhosos pela actual plêiade de governantes...

sábado, abril 02, 2011

quinta-feira, março 31, 2011

Reviver o Passado


Publicito e louvo desde já esta iniciativa da autarquia eborense que, salvo erro, é inédita. Suponho que seja um evento que dispensa volumptuosos encargos, tem uma marca histórico-cultural associada ao passado de Évora e ao seu título de cidade Património da Humanidade e incentiva e estimula a economia local através de um sector que deverá ser potenciado para tal: a Cultura.
O caminho faz-se caminhando...de qualquer forma, seria mais seguro e prometedor para a cidade e seu futuro, ter um projecto, um desígnio neste âmbito para dinamizar e desenvolver o concelho!

sexta-feira, março 25, 2011

Obrigado Futre, mas piorou

Futre, tu és uma pessoa fantástica, mas fantástica mesmo. Depois de ver um circo ontem na AR que em vez de rir, apenas me deu vontade de chorar, tu quiseste-me presentear com um mimo, um episódio jocoso e hilariante que brilhantemente protagonizaste, numa sincera tentativa de aliviar o meu estado de alma em momento deveras pesaroso. Acontece que, ao  fazê-lo, estavas simultaneamente a representar uma candidatura ao Sporting. Eu sou Sportinguista, bolas!!! Assim, temo dizer que o tiro saiu pela culatra! Inadvertidamente, eu sei, mas  o que fica é que não só vejo palhaços na polítca, como já os vejo no meu clube de futebol. Sei que tens bom coração e até és sportinguista desde miúdo Futre, mas custa-me jogar semanalmente no totobola e ter que colocar o Sporting a perder para poder almejar um qualquer prémio!!
Acredita que não é auto-comiseração, mas admite que se a vida não está fácil para os portugueses, ainda mais dramática está para os portugueses sportinguistas...

quinta-feira, março 24, 2011

Concerto na Arena


É um evento cultural de saudar na cidade de Évora, acrescido do facto de incluir um grupo musical de quem sou especialmente fã. Não podia deixar por isso, de publicitar aos caros leitores do Frescos Campos esta iniciativa autárquica, inserida no Mês da Juventude.

Escultura em terracota - conferências

quarta-feira, março 23, 2011

Elaboração de Projectos Culturais

Desrespeito e mau perder

«O último sinal do ponto a que chegámos aconteceu hoje.
O primeiro-ministro saiu mal o debate começou, apesar do país estar à beira de uma situação gravíssima.
O primeiro.ministro às  8h.00 da noite estará na televisão. Ou seja, o primeiro-ministro com o país como está, continua a preferir a propaganda às instituições». Paulo Portas, na AR - 23-03-2011.

Por mais que que o indessejasse, tenho que anuir no raciocínio de Jorge Miranda que diz que o estado do país reflecte a mediocridade dos seus políticos.
Sem dúvida, uma caricatura de primeiro-ministro, num país de faz de conta.

Agora já podem ir falando verdade.

Governo admite que dívida do SNS supera mil milhões de euros.


Arqueologia ao Sul - Palinologia

terça-feira, março 22, 2011

Aproxima-se o desespero, fala-se um pouco de verdade.

Novidades de Pré e Proto-História

Enologia - Le Loup Noir


Para conhecer um pouco melhor este projecto, clique em Solar dos Lobos.
Finalizo louvando esta familiar, enérgica e inovadora equipa pela sua obra e respectivo reconhecimento!!

quarta-feira, março 16, 2011

Dinossauros da Lourinhã em Évora


Não, não são os dinossauros do Governo!! Estes estão em exposição, são inofensivos e parecem fazer-nos sentir alguma simpatia por si. Poderão ir ao seu encontro, em Évora, entre os próximo dias de 14 de Março e 3 de Abril. Vale a pena a sugestão.

Escrita do Sudoeste Peninsular

segunda-feira, março 14, 2011

Conjunturas musicais



Vá lá senhora, interpretada pela banda Os Golpes, com presença do saudoso Rui Pregal da Cunha.

«Vá lá senhora [A Portuguesa], chegou a hora.

Vá lá senhora, chegou a hora de escolher o seu par[ o Destino].

De escolher o seu par. Alguém[ Arautos da mudança] para amar. Alguém para a amar.

Vá lá senhora, a hora é pouca[o aperto é grande].

Vá lá senhora, que o tempo esgota[brotam PEC´s]. Vá escolher o seu par.

Vá escolher o seu par. Alguém para amar. Alguém para a amar.

O sofrimento agonizante[desemprego, pobreza, desesperança], sob o pavimento da escuridão[Sócrates & c.ª].

Raparigas e rapazes[Geração à Rasca], monumentos tão audazes[confiantes na vitória].

Há azul na tua mão[redigindo as premissas de uma nova sociedade]. Sangue inocente[candura e ingenuidade políticas], palpitação.

Alegria, tradição, euforia, excitação[exaltados com tamanha responsabilidade], para escolher o seu par.

Para escolher o seu par. Alguém para amar. Alguém para a amar.»


Visto que a Geração à Rasca tinha o hino Que parva que sou dos Deolinda, parece-me que o novo movimento, designado de Movimento 12 de Março também pode incorporar um grito de revolta, um toque a rebate, desta vez com menos autocomiseração e mais auto-estima! Dada a actualidade, lembrei-me de outro autor nacional que, pese embora não tenha elaborado a música para a causa vigente, traz certamente uma mensagem subliminar nas suas entrelinhas, como se pode ver, aliás pelos parentesis. O Vá lá Senhora de Os Golpes encarna perfeitamente no símbolo da nossa República, A Portuguesa, ávida de mudança e de novas e certeiras escolhas para o Futuro.
O momento actual, não me dissocia da mesma temática, independentemente do que oiça, veja ou leia...ainda assim, aproveitem o som, que  vale apena.

domingo, março 13, 2011

Um sobressalto cívico ou o renascimento de uma geração?

Cavaco Silva após um diagnóstico avassalador do país, como que reconhecendo a legitimidade dos portugueses, exortou a geração mais jovem, aquela que tem sido mais permeável às vicissitudes do  mercado de trabalho em Portugal, de ter um sobressalto cívico. Parece-me justo dizer que algo se passou hoje por todo o país e, nada mais ficará igual doravante. Cerca de 300 mil  indignados, entre jovens e menos jovens, manifestaram-se nas ruas das cidades portuguesas, lutando por um futuro melhor, mais esperança, mais dignidade dos politicos e mais segurança na sua vida profissional. Infelizmente essas condições tem-nos sido negadas em gande parte consequência da incompetente liderança dos sucessivos governos de Portugal nas últimas décadas. E isto deverá ser feito incontáveis vezes, até que a opinião pública o propale em uníssono. Os nossos governantes tem sido um fracasso absoluto e essa condição trouxe-nos mais pobreza, mais desigualdade, mais precaridade, mais esforços e, simultaneamente menos progresso, menos reconhecimento e, em geral menos optimismo e esperança no futuro. A uma geração jovem se lhe coarctam o futuro, o que sobra nas suas vidas??
Se a incapacidade latente na classe política portuguesa provinda do 25 de Abril é assim tão evidente e escandalosamente penalizadora para os portugueses, porque estes prosseguem impunes? Este Governo e alguns partidos falaram em flexibilidade laboral. Nós nem disso careceríamos para ver a expressão despedimento por justa causa proferida por qualquer trabalho menos competente. E porque aos mais altos dignatários de Portugal incompetência é virtude?
Hoje a  juventude portuguesa demonstrou que quer participar mais activamente na vida política nacional e ser a protagonista dos ventos de mudança que ecoam por cada esquina de Portugal. A geração rasca ficou para trás. A geração anestesiada pelos confortos e amparos familiares resolveu emancipar-se e partir para a luta contrariando o que muitos vinham dizendo da sua tenacidade, combatividade, resiliência e organização. Esta geração que teve de aprender a lutar, não só não soçombrou perante os ditactes e desmandos da classe política, como reencontrou o espírito de luta que, tendo sido relatado por seus progenitores, nunca tivera de fazer uso tal não era o mundo ilusório em que crescera. O dia 12 de Março será um marco na viragem do Portugal democrático pós 25 de Abril.
Obrigado Sócrates, pois deste-nos sem saber o que de melhor tinhamos escondido entre nós. O espiríto combatente para enfrentarmos uma classe política avessa à dialéctica democrática e participação popular, a arrasadora economia, um novo arquétipo de  emprego, a ausência de justiça e, em suma,  a esperança perdida. A tua posição tem-nos juntado, feito fortes. Pessoas de todos os níveis, crenças, simpatias partidárias  hoje estiveram juntas porque  sentiram que aquilo que necessitam de fazer para construir um Portugal mais justo, harmonioso e salubre, depende de si, pondo para isso diferenças em segundo plano. Evocámos a solidariedade entre diferentes sensibilidades e gerações para te pôr a ti a à restante classe política fora deste jogo que achavam ter ganho há muito tempo pela inércia e  desgaste a que sujeitavam a população portuguesa. Sentimos que a almofada das gerações mais velhas vem agarrada ao nosso colo, não para termos um sono mais tanquilo, mas sobretudo para a estender a novos públicos, a novos elementos que se queiram juntar a esta militância activa chamada CIDADANIA. Provaste-nos com toda a tua arrogância, desfaçatez, sectarismo, incompetência e manha que independentemente das clívagens que possam existir na nossa sociedade, estas são uma gota de água no oceano de queixumes e injustiças que potenciaste. Assim, saberemos construir uma sociedade  sólida e coesa para combater os fracassos e muitos dos estéreis e oportunistas Direitos adquiridos do 25 de Abril. Tentaram ofuscar a parte da Revolução que falava em Deveres e nós agora inteirámo-nos disso!!  Hoje viste presença nas ruas, amanhã assistirás a liderança!!
Por fim e, sabendo de antemão que o fizeste inconscientemente, Obrigado por vires a acelerar, passo a passo, dia após dia, uma verdadeira revolução para reerguer um país com mais de 800 anos de História. Acreditando piamente neste desfecho, parece-me razoável julgar que as eleições antecipadas no quadro que antevejo seriam um mal bem pequeno de entre o veredicto que se aproxima para a tua pessoa!! Assim,  teremos também a nossa luta, ainda que nos teimassem em fazer crer que essas preocupações já não deveriam fazer parte do nosso cardápio político. Sócrates, estás assim, DEMITIDO por toda uma geração.
Após tantas considerações e deambulações, parece-me óbvia a resposta à questão colocada no título do texto...não queremos persistir em delegar nos outros as nossas responsabilidades.

terça-feira, março 08, 2011

Acima da média nacional

cortesia Record

Como o momento no nosso recanto à beira-mar plantado não tem sido muito bafejado por boas notícias, julguei importante dar um pequeno contributo para puxar Portugal para cima, realçando bons exemplos e notícias positivas. Assim e, por mais de uma vez, o desporto nacional volta a dar cartas no estrangeiro e o nosso atletismo foi o protagonista do momento trazendo para Portugal uma medalha de ouro e outra de prata nos europeus de pista coberta de atletismo, realizados em Paris. O mérito neste caso coube a Francis Obikwelu a vencer os 60m e a prata para Naide Gomes no salto em comprimento. A toda a comitiva em geral e a estes últimos dois em especial, os mais sinceros parabéns pelo resultado objectivo, mas também pelo que representa animicamente a um povo de fraca auto-estima, embrutecido pela sua condição económica e socialmente espartilhado. Foram Grandes Portugueses e estes devem ser as nossas estrelas-guia para gizarmos um futuro mais auspicioso para Portugal

Ferramenta para Historiadores.

Tive oportunidade de conhecer um novo projecto designado por FUNDIS - Fundos Documentais de Instituições do Sul que é uma quase inesgotável fonte de recursos bibliográficos para historiadores e/ou investigadores que queiram incidir as suas pesquisas em instituições de biblioteconomia e arquivística do sul de Portugal. Para além de fazer a devida publicidade a este oportuníssimo e enriquecedor projecto, tenho que felicitar todos os investigadores e colaboradores do CIDEHUS da Universidade de Évora, que tornaram possível a concretização desta iniciativa.