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domingo, junho 03, 2012

Desemprego Jovem? Precariedade? Vejam o Rock in Rio...

A esmagadora maioria dos particiapantes no festival de música Rock in Rio Lisboa, são jovens. Sabemos que o desemprego jovem muito recentemente atingiu os 36.6% (dados de Abril de 2012). Portanto ou os jovens portugueses têm ainda assim uma condição social acima da média que lhes permita pagar 61€ por bilhete diário ou, se não beneficiarem dessas previligiadas condições pessoais e sociais, não estáo minimamente preocupados com essa condição profissional, seja por não reconhecerem essa prioridade, seja porque vivem ainda sob tecto familiar. Dito isto, pergunto porque haveria de Passos Coelho estar preocupado com o "coiso", quando os principais lesados/atingidos não estáo virados para a resolução desse famigerado problema? Assim, parece-me que o Governo faz bem em estabelecer como prioridade o reequilíbrio das contas públicas, para depois encetar projectos de orientação e estratégia económica para o país...

Desenhar com Eduardo Salavisa

Já fora de horas, mas demasiado interessante para omitir.


Uma excelenete iniciativa de cariz pedagógico e cultural.

quarta-feira, maio 30, 2012

Património Cultural e Turismo em Évora

A exumação de um naufrágio - Arqueologia Subaquática em Espanha



Para mais informações, basta aceder à página institucional do Museu de Albacete.

Contributos para a Carta Arqueológica de Alvito




Estas duas bases de coluna foram encontradas no âmbito dos trabalhos de reabilitação e conservação do monte das Loisandas, no concelho de Alvito. Ambas se encontravam adossadas à estrutura do edifício, relativamente disfarçadas sob o reboco. Apenas para salvaguarda do proprietário que gentilmente forneceu a informação e aceitou que a mesma fosse incluída na Base de Dados do IGESPAR, devo realçar que as obras em causa não tiveram qualquer acompanhamento arqueológico, porque o local em causa não obrigava a esse tipo de intervenção. Um bem haja pela coragem e pelo seu contributo para um melhor conhecimento da Arqueologia Alentejana.

terça-feira, maio 29, 2012

Apiário na Ribeira das Alcáçovas




Este pouco valorizado património cultural e etnográfico, tem  no Alentejo um lugar de considerável dimensão, sobretudo localizado entre zonas de serra, onde há zonas de denso mato, e muito caracteristicamente nas vertentes ou encostas de linhas de festo. Ultimamente tenho procurado localizar estruturas deste tipo na zoan da Ribeira das Alcáçovas. Assim, ilustro aqui um apiário, conhecido vulgarmente na zona como silha, localizado na herdade das Sesmarias, na freguesia das Alcáçovas restaurado em 2004 pelo seu proprietário. Além deste já consegui identificar outros 6, todos eles na área de influência da Ribeira das Alcáçovas, com grande predominância de esteva branca e rosmaninho. Este multiplicar de estruturas na supracitada linha de água e, todas elas situadas na freguesia das Alcáçovas, só provam da importância que a actividade apícola tinha na região, como pela tipologia das estruturas, induz à existência outrora de espécies  faunísticas extintas ou pouco comuns na zona, como o urso e o texugo.
Uma última nota para o facto de ainda não ter conseguido datar as estruturas e para a curiosidade de envolta do convento de N.ª Sra. da Esperança existerem três silhas: Monte das Sesmarias, Monte da Venda e Monte das Pedras.
Certamente será um tema a que regressarei posteriormente pelo pessoal interesse e pela surpresa da abundância numa região geográfica em que sou particularmente interessado.

sexta-feira, maio 25, 2012

Património Arqueológico como âncora turística

É precisamente este pressuposto que verifico nalguns municípios nacionais e, curiosamente ou não, entre os quais alguns alentejanos. Socorri-me de mais uma visita à Sintra do Alentejo, conhecida entre nós por Castelo de Vide para atestar desta prioridade autárquica. Julgo que o futuro do nosso Alentejo passará inquestionavelmente pelo turismo e o turismo de cariz cultural tem ainda uma enorme margem de progressão na região alentejana como complementaridade ao turismo de natureza e ao turismo gastronómico. Apesar de  muitas vezes se exigir algum esforço financeiro e logístico às autarquias para que possam pôr de pé infra-estruturas básicas para a recepção de visitantes, estes custos são rapidamente amortizados pela riqueza que os mesmos acabam por trazer à região de forma indirecta, através de alojamento, refeições, deslocações e bilheteiras entre outros. Certamente que a aposta no Património Cultural de determinada região não é um investimento com retorno imediato, mas com a devida estruturação desses custos e com uma dose bem medida de divulgação, é um investimento garantido e sem risco algum, tanto para os dirigentes autárquicos, como para os seus munícipes/contribuintes. 
Deixo em baixo um pequeno registo fotográfico dos materiais arqueológicos expostos no Centro Interpretativo do Megalistismo do Nordeste Alentejano, no antigo paiol do castelo de Catelo de Vide.









quinta-feira, maio 24, 2012

Uma estirada cultural a Vila Viçosa?

Novidades da arqueologia de Mértola

Évora - Percursos guiados

Castelo de Vide pioneiro?

Recentemente numa visita à formosa vila alentejana de Castelo de Vide deparei-me com esta toponímia:


Atentendo às actuais condições sócio-económicas do país e à incompetência que assola os nossos políticos e governantes, suponho que esta título terá muito sucesso nos tempos vindouros entre os múltiplos municípios e povoações do país...

Queima das Fitas 2012 em Évora



Um excelente cartaz que priveligia a música portuguesa. Parabéns à AAUE pelo magnífico cartaz e votos dos maiores sucessos para o evento. Por mim, tentarei não perder os Azeitonas...

segunda-feira, maio 07, 2012

500% confere algum tipo de redenção?


«Pingo Doce paga feriado a 500%


Os funcionários das lojas Pingo Doce que trabalharam no feriado do dia 1 de maio serão pagos a 500%, apurou a VISÃO junto de fonte sindical.»



E porque surge agora esta notícia no ar? Alguém se quer redimir do impacto negativo causado pelas notícias que vieram a lume sobre as práticas imorais de apelo ao consumo e não de solidariedade para com os consumidores como querem fazer passar, e as muito prováveis práticas de preços abaixo do valor de custo - dumping, espoliando mais uma vez os pobres produtores nacionais, apelando para exactamente o oposto do que se pretendia num clima de austeridade e ainda para mais e, também ao contrário do que se quer fazer crer, de aumentar as importações e também de estimular o desemprego nacional por via de arrasar com o tecido empresarial horto-frutícola nacional?
O Sr. Alexandre Soares dos Santos revelou-se para mim como uma grande desilusão nos tempos que correm. Sempre o tinha admirado pela sua resiliência, frontalidade e empenho em tudo o que fazia e dizia. Além disso via-o como um grande Português por ter montado num país ideologicamente avesso à iniciativa privada, um grande grupo empresarial que muito deu à nossa economia nacional, bem como ter tido sempre uma opinião, uma ideia para Portugal ao contrário dos seus pares que sempre se revelaram muito próximos do poder, e daí sempre muito reservados e pouco críticos com os sucessivos governos. Recentemente vi exactamente o contrário no Grupo Jerónimo Martins, vi ânsia pela liderança não olhando a meios, vi arrogância pela postura, mas vi sobretudo imoralidade por alguém que reconhece uma pecha legal no seu ramo económico e se aproveita dela para "prevaricar" sabendo que daí tirará muitas mais valias ainda que isso lhe custe alguns euros saídos do bolso( consta que são 30.000€).
Doravante e ainda que gostasse de ouvir o presidente do Grupo Jerónimo Martins falar sobre este caso em concreto, suponho que as suas ideias e designíos para Portugal tenham ido num qualquer carrinho de compras no 1º de Maio...

quarta-feira, abril 25, 2012

Portugal e a sua herança pelo Mundo



Mais um projecto académico e científico inaugurado recentemente. Fico muito orgulhoso ao verificar que investigadores e docentes do Mundo Lusófono aceitaram partilhar os seus vastissímos conhecimentos e divulgá-los num ambicioso e inédito projecto organizado pela Fundação Calouste Gulbenkian, intitulado Património de Influência Portuguesa. Não poderia também deixar de assinalar e valorizar o papel da Universidade de Évora nesta "epopeia", sinal natural e inquestionável da sua crescente importância no plano académico e da investigação científica em Portugal. Os meus mais sinceros parabéns aos principais obreiros desta participação da universidade alentejana em tão importante façanha, como também um especial voto de felicitações e satisfação aos meus antigos professores, Professor Filipe Themudo Barata e Professora Mafalda Soares da Cunha, de quem muito recebi no decurso da minha formação, pela sua generosidade, dinamismo e conhecimento e que são parte do Conselho Editorial do cito projecto.

terça-feira, abril 17, 2012

Timor, um pequeno Estado mas um grande exemplo!

Timor-Leste deu recentemente provas à Comunidade internacional de que a sua independência não foi em vão e que tem aprendido com os erros do passado. Passo a passo, vai consolidando o regime democrático e quem vai ganhando com isso é a sua população e naturalmente os políticos timorenses que honram os seus compromissos e tornam viável um país tão recente quanto pequeno. O processo eleitoral em torno das presidenciais deste ano com a vitória do candidato Taur Matan Ruak mostrou uma enorme vitalidade cívica e política deste país, decidido a crescer amparado nos valores democráticos das sociedades ocidentais. Como dizia o nosso PR, este é um importante passo na História de um país irmão e, como tal, vivo intensamente esta vitória. Parabéns Taur Matan Ruak, Francisco Guterres Lu Olo e José Ramos-Horta e demais agentes políticos e por fim, parabéns a todos os timorenses por terem sabido aproveitar esta imensa oportunidade...

Fotografando Património

Um desafio para amantes do Património, de Lisboa e de Fotografia.


Évora Romana - publicação sobre urbanismo

Nova publicação arqueológica

Concertos na capela do Paço Ducal

terça-feira, abril 10, 2012

Bem-vindo STARQ - Sindicato dos Trabalhadores de Arqueologia

Felicito pessoalmente a criação do STA - Sindicato dos Trabalhadores de Arqueologia e faço-o sobretudo pelo enaltecimento do esforço e tenacidade de alguns cidadãos mais empenhados. Cidadãos estes que não olharam a meios para defender a sua causa, mas igualmente a causa de muitos profissionais de Arqueologia que permaneceram na sombra de todo este dinâmico processo. A eles o meu pessoal muito obrigado por se entregarem a uma causa pública que visa defender muitos portugueses. Inquestionavelmente este é o tempo de nos reunirmos em torno de princípios e causas que impelem o país a crescer e a reinventar-se. Saúdo também os protagonistas do GTPS pelo momento em que decidiram firmemente tornar a obra realidade, pela conjuntura económico-social que presumivelmente agudizará a instabilidade laboral de quem trabalha no sector. Além disso, acaba por ser naturalmente mais uma evidência das fragilidades do Estado, naquilo que no meu entender deverá ser uma das suas primordiais atribuições, fiscalização e regulação. No campo da arqueologia, da regulação e fiscalização da actividade económica e, sobretudo laboral o Estado tem mostrado tremenda incapacidade para actuar em situações de excessos e abusos por parte das entidades contratantes. O ACT - Autoridade para as Condições no Trabalho ou não tem capacidade logística e humana para efectuar a sua fiscalização, ou não tem uma metodologia e praxis compatíveis com as necessidades actuais no mercado de trabalho. Eventualmente a própria lei do trabalho no que toca aos trabalhadores independentes acaba por ser muito perniciosa e dúbia quanto às suas garantias!!
Termino ainda com uma pequena palavra sobre a questão da instrumentalização deste recém criado sindicato por parte de centrais sindicais e inclusivé partidos políticos. Naturalmente que não escondo alguma preocupação com essa eventual predisposição, pelo facto de muitos dos dirigentes do sindicato serem militantes partidários, de o GTPS ter sempre sugerido a participação da sua plateia nos comícios, manifestações e greves patrocinadas exclusivamente pela CGTP-IN e ainda de este grupo ter sido ouvido desde já pelo PCP. É para mim claro que cada cidadão tem direito à sua militância e às suas actividades políticas, princípio basilar de um Estado de Direito. Já acho mais constrangedor que não um, nem dois membros de um sindicato, sejam militantes de um partido e conscientemente se deixem levar por interferências desse partido na sua actividade profissional, de forma a que este adquira gradualmente protagonismo num sector económico e profissional não legitimado.
Caso este raciocínio acabe por fazer sentido na história recente do sindicalismo em Arqueologia, preocupa-me pois poderá resvalar num decalcar de interesses político-partidários sobre os interesses da nossa corporação. Neste âmbito, parece-me útil que a comissão recentemente eleita para os órgãos sociais do sindicato, tenha a preocupação de se distanciar das lutas políticas da CGTP, de não se inscrever em nenhuma central sindical, de forma a que mantenha a sua postura de independente e ainda que proponha ser ouvida por todos os partidos representandos na AR, para que pelo menos, não se diga que apenas quis ser ouvida pelo PCP. Se mais tarde esses partidos não receberem o Sindicato, eis uma palavra de louvor e de apreço pela atenção e responsabilidade do PCP, no entanto, demos o benefício da dúvida aos restantes, pois como à mulher de César, não basta ser, há que parecer.

quarta-feira, abril 04, 2012

Colóquio Internacional : Archéologie de l´esclavage colonial


Sem dúvida um excelente colóquio internacional que aborda um dos temas mais caros e dinâmicos da História Mundial. Pena é que não tenha entre os oradores/convidados membros das universidades e instituições portuguesas. Faria todo o sentido que Portugal se fizesse representar por investigadores ou historiadores sobre História Colonial, visto Portugal ter tido um infeliz pioneirismo e protagonismo neste campo.
Esta ausência de peritos nacionais nesta temática histórica, só pode ser vista como o reconhecimento da insignificância de Portugal no campo da investigação histórica nesta dialéctica específica, ou então objectivamente significará a manifesta falta de investigadores neste domínio, o que desde já lamento!!
De qualquer forma, há bons motivos para portugueses e lusófonos se sentirem interessados e rendidos ao programa proposto pelo INRAP para este efeito. Desde logo existem muitos investigadores convidados do país irmão Brasil a dissertarem sobre o caso brasileiro, haverá um investigador do Iziko Museums da África do Sul que discursará sobre os navios negreiros e dará o exemplo do naufrágio do navio negreiro português São José (1794) e ainda uma prelecção de Christopher Evans sobre Escravos e Missionários em Cabo Verde, entre outros relevantes e interessantes temas.

terça-feira, abril 03, 2012

Agro-pecuária e gestão de explorações em debate

Festa do Forcado 2012, em Évora.

Évora misteriosa


Esta ilustração mostra duas marcas em alto-relevo encontradas num portal recentemente posto à vista num imóvel na cidade de Évora. Estas duas marcas encontravam-se no arco, imediatamente por cima das correspondentes impostas.
Os elementos encontram-se na vertical e não na horizontal como a figura pode fazer supor. O desenho do topo encontra-se do lado direito do portal e o desenho do fundo encontra-se no lado esquerdo. Foram detectados no âmbito de uma obra de aocmpa nhamento arqueológico. Agradecem-se informações sobre imagens/figuras paralelas localizadas no país!

Arqueologia Subaquática em debate