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terça-feira, janeiro 29, 2013

Agricultura Biológica Europeia - Participação Cívica

Para os interessados no tema da Agricultura Biológica que decorre um pouco por todo o espaço europeu, sinal do fervoroso desejo dos europeus de garantirem o equilíbrio ambiental do seu território e, simultaneamante de assegurarem a qualidade da sua alimentação, deixo aqui a ligação para um inquérito aberto ao público em geral (cidadão comum, empresas do sector, cooperativas, entidades públicas, etc) que trata de forma abrangente a questão dos produtos biológicos e suas apostas futuras, quer ao nível da fiscalização/controlo, investimento e estratégias extra-europeias. Julgo ser do mais elementar interesse que nós portugueses, participemos nos anunciados fóruns de debate e de desenvolvimento de temas europeus, de forma a evidenciarmos, por um lado o interesse na construção europeia, por outro a realçarmos o nosso conhecimento sobre os temas que assistem as necessidades económicas da União Europeia. Era bom que de uma vez por todas, não queiramos ser meros espectadores sentados e passivos deste modelo de construção europeia e de temas subjancentes ao nosso dia-a-dia tal como a agricultura e tudo o que ela envolve.

sábado, janeiro 26, 2013

Isabel dos Santos, a bilionária [cleptocrata] angolana

Soubemos muito recentemente que a filha de José Eduardo dos Santos, aquela que compra tudo o que mexe em Portugal, é a mulher mais rica de toda a África. Os portugueses em geral adoram os angolanos e neste caso de crise aguda que vivemos agradecemos toda a solidariedade fraterna que possamos ter ainda para mais de um povo irmão que consideramos o angolano. No entanto, e aqui falo por mim, já não agradeço tanto a "solidariedade" de alguém que enriqueceu sem sabermos como, pois o seu único CV é ser filha de Zédu, o perpétuo presidente de Angola e que parece que num tique de ressabiamento colonialista, quer agora comprar Portugal a todo o custo. Aliás, mais seriamente todos sabemos que toda a diversificação dos seus investimentos em Portugal, além de pretender diversificar e dificultar os conhecimentos sobre o seu património e de ampliar os seus bens fora de Angola caso o clâ Dos Santos caia em desgraça, pretende igualmente calar a pouca oposição e informação que vai havendo do regime autoritário de Zédu que acontece precisamente pela mão dos meios de comunicação social portugueses. Comprando todos, espera Isabel dos Santos e toda a elite angolana que gira em torno do Governo, calar as ténues denúncias que vão surgindo na imprensa internacional sobre o regime autoritário e cleptocrata de Angola. Ao povo angolano sobra a mais profunda solidariedade portuguesa por viveram sob um regime ditatorial que cala quem a si se opõe e submete quem se indigna e contesta a sua legitimidade governativa. Certamente que o povo angolano em mais uma prova de grande maturidade cívica não ficará indiferente a mais esta notícia que apenas e só vem confirmar a magnitude da fortuna ilegítma de uma filha da ditadura angolana. Ninguém discute a evolução económico-social que o país vem vivendo nestes últimos tempos, mas outra coisa não seria de esperar de um território quase infinitivamente rico e com créditos provenientes do petróleo abissais que ninguém consegue escrutinar seriamente com respectivas contas!! 

terça-feira, janeiro 15, 2013

Sobre o Zico e as nossas crianças vira-latas

Correndo o risco de ser mal interpretado o que me parece injusto nesta recente controvérsia é os defensores dos animais quererem por no mesmo patamar o ser humano e o animal. Muitos dos maiores defensores dos animais, sendo mulheres ( um elogio à sua sensibilidade), tiveram por circunstâncias várias do seu quotidiano ou até mesmo por um ideal de vida, a opção de adoptarem animais em detrimento de terem filhos (também há quem tenha filhos e simultanemaente animais e se dedique a esta causa, mas com uma maior clarividência sobre as diferentes realidades em causa) e, muitas vezes foram induzidos por esse Amor que têm pelos animais a tomarem-nos quase como seus filhos querendo para eles aquilo que muitas vezes choca com a condição humana e sobretudo com a nossa convivência entre espécies. Certamente que no meio deste sentimento há muito de positivo a retirar nomeadamente quanto ao crescente bem estar animal que vamos observando na nossa sociedade. Agora já me parece mal que em alguns casos se caia no radicalismo de exceder as atribuições que nós humanos devamos dar aos animais, sejam de companhia ou não. Há animais que podem representar perigos vários para nós, seja por via da sua violência, seja por via da transmissão de doenças e que por isso não podemos permitir que coabitem connosco. O Amor pelos animais ao contrário do Amor pelas crianças não pode ser incondicional. É isto precisamente que muitos dos defensores hoje do Zico querem, que coloquemos condições para amar as crianças, pelos estados económico, social, psiquico da sua mãe (refiro-me essencialmente aos defensores do Zico que também foram no passado defensores do Aborto) mas simultaneamente que amemos sem reservas os animais. Gostaria que muitos dos defensores dos animais tivessem podido ser pais, ou tivessem tido a corajosa tarefa de adoptarem uma criança para verem quão diferente é esse Amor e nessa condição, atrevo-me a dizer que  certamente hesitariam em colocar no mesmo patamar coisas colossalmente distintas.

Por fim compreendo hoje cada vez melhor a afirmação de Teixeira de Pascoaes que dizia que «os animais são pessoas, como nós somos animais.»

quinta-feira, janeiro 10, 2013

Viva o borrego alentejano

«...O primeiro prato que me surpreendeu realmente foi o ensopado de borrego, no Alentejo, não imaginava que existissem pratos assim. Adorei...» Chakall in "Notícias Magazine" 2013.

Uma dos meus maiores desejos para os próximos tempos é conseguir demonstrar aos alentejanos mais jovens e aos portugueses em geral da qualidade da carne de borrego alentejano, bem como da imensa panóplia culinária que deste maravilhoso produto se pode tirar. Se é verdade que nos tempos idos no receituário alentejano nem sequer constavam pratos de vaca, hoje em dia esta carne tem conquistado e bem, diga-se de passagem o seu espaço no mercado. Apenas sinto que o borrego alentejano tem muitas potencialidade e um espaço na nossa riquissíma cozinha muito particular. Juntamente com mais criadores de carne de borrego e necessariamente com as associações de produtores sinto que este precioso produto deverá doravante ser muito mais valorizado e consequentemente mais acarinhado pelos consumidores portugueses. Aliás, as associações de produtores são precisamente criadas para se valorizarem os seus produtores e natural e consequentemente aumentarem e valorizarem as suas produções. Não faz sentido existirem as mesmas associações com as mesmas estruturas para menos de metade dos efectivos de ovinos no Alentejo e, sobretudo para cada vez menos interesse dos consumidores por esta carne. Nas actuais estruturas deveremos então adoptar novas estratégias e, sobretudo partir para uma nova política associativa, com maior cooperação entre os associados, maior intervenção e participação no seio das suas representadas, maior profissionalização e, sobretudo certificação e valorização dos seus produtos e ainda  da criação de uma plataforma comum de escoamento tanto para o mercado interno, como para o mercado externo das suas produções.

Viva o borrego alentejano!!

terça-feira, janeiro 08, 2013

Aqui [Coimbra] há uma estratégia e uma cultura


O resto do país, independentemente das reformas que nos obrigaram a fazer[que concordo que eram essenciais] passa ao lado do conceito de estratégia, da mercado comum, de lusofonia, mas sobretudo de cultura e respeito pela identidade nacional. 
Se este governo quer efectivamente reformar o país, a sua mentalidade e a economia, deveria começar por assentar os tijolos dessa construção em cima da nossa cultura e não, mais uma vez em cima daquilo que não nos pertence e, cada vez mais perturba a coesão europeia. Se não respeitarmos a nossa cultura e as idiossincrasias de cada país, mais facilmente em momentos de crise se denotam sobressaltos nacionalistas. Estes apenas surgem por um evidente acumular de desrespeitos pela memórias e culturas dos seus povos. Em Portugal vive-se igualmente esse desrespeito ao ignorar quase escandalosamente a nossa Língua Portuguesa e as suas enormes potencialidades, já comprovadamente experimentadas pelo nosso povo irmão, Brasil. Cada vez mais surgem nas academias do saber, estas que deveriam ser os últimos bastiões de defesa da língua, ataques ferozes por parte dos deslumbramentos anglo-saxónicos, muitas vezes impostos por responsáveis académicos que nada mais têm que vaidade e paradoxalmente alguma fraca auto-estima e/ou dificuldade argumentativa em defender aquilo que mais deveríamos amar em Portugal, a sua bela Língua!! Num mundo lusófono em crescendo, onde as relações económicas têm vindo a galopar entre os seus pares, onde o reconhecimento internacional perante a Língua Portuguesa tem sido inquestionável, não faz algum sentido o berço dessa mesma língua perpetuar ataques contra a sua génese. Deveria sim ser também uma estratégia do actual Governo a dinamização do valor que é o Português no Mundo, através do seu reconhecimento oficial em fóruns e organismos internacionais e pela adopção de uma estratégia no seio da CPLP do ensino do português de forma sustentada e eficiente. 
Se este Governo quer efectivamente implementar reformas, que as faça inclusivamente no Ensino Superior e regule e fiscalize o sector convenientemente (duas atribuições em que também aqui o Estado tem falhado), terminando com o rega-bofe do CRUP e das autonomias que têm obrigado a resvalar tanto a importância da língua portuguesa, como do interesse estratégico de licenciaturas e demais cursos superiores tão  necessários no nosso mercado de trabalho (com os resultados no desemprego e emigração  a que diariamente assistimos) para a valeta das nossas prioridades.
Por tudo isto e por se manter fiel às suas origens, à sua cultura e ao seu desígnio, felicito vivamente a Universidade de Coimbra que prefere ensinar estrangeiros a aprender português que toldar portugueses para falarem em inglês!!

Sai um Coelho rosa, entrará um coelho laranja?


«Jorge Coelho sai da Mota-Engil por razões pessoais»


 Este desfecho seria absolutamente natural dado o actual elenco governativo e as especificidades das elites políticas e económicas do ps e suas respectivas promiscuidades. Agora resta apenas saber qual é o herdeiro da cadeira do poder da Mota-Engil, pois certamente que a sua filiação partidária é algo antecipadamente garantido!!



 

segunda-feira, janeiro 07, 2013

Grandes Portugueses - Mónica Bettencourt-Dias



Para começarmos bem o ano nada melhor que falarmos de portugueses que se destacam pelo mundo fora no meritório e reconhecido cumprimento das suas actividades. No meio de tantas incertezas e de um certo pessimismo que abunda nas nossas perspectivas futuras, é um bom tónico olharmos para portugueses que não obstante os tempos presentes olham para o futuro com confiança e dão mostras de enorme capacidade produtiva. Este sendo um magazine que já aqui tem tido bastantes referências terá certamente este ano maior actividade, não apenas como incentivo para vislumbrarmos o presente e o futuro com maior confiança, como também pelo precioso contributo que o recém-criado Conselho da Diáspora porá ao serviço de todos os portugueses. Esta excelente iniciativa que só peca por tardia mas que tem o mérito de partir da sociedade civil, deverá ser um farol de ideias e de contributos de portugueses ímpares que são vistos pelo mundo fora com grande prestígio para melhor adequarmos Portugal a estes tempos de grande dificuldade e incessante competividade.
Parabéns entretanto a Mónica Bettencourt-dias pelo reconhecimento no seu país de acolhimento pelo trabalho aí desenvolvido.



sábado, janeiro 05, 2013

Autarquias e o seu papel no Património Cultural

Julgo ser oportuno e interessante o artigo publicado recentemente pela Dra. Maria João Macedo, da Câmara Municipal de Beja no portal do Património [Património.PT] que discorre sobre esta temática. Se há ainda autarquias que actuam neste domínio sem terem uma estratégia pensada e técnicos adequados, torna-se imperioso inverter este status quo e dar um novo elán ao valor que o Património Cultural tem no nosso quotidiano, memória e até na nossa economia. As atribuições inerentes ao Património Cultural que uma autarquia tem são crescentes e emergentes e sobem de tom quando falamos de municípios do interior onde escasseiam associações ou entidade privadas que possam emprestar valências e meios para socorrer as autarquias nesta árdua tarefa e onde simultaneamente por vezes aumenta o abandono e a destruição deste património. Mas chega de prosa. O melhor mesmo é ler o cito artigo, disponível aqui.

sexta-feira, janeiro 04, 2013

Juventude, Inovação e Empenho na Agricultura

Conseguem dar bons resultados entre jovens portugueses apostados em investir na agricultura nacional.

Recentemente um jovem agricultor português, José Barroso de Carvalho, almejou conquistar um Prémio "Projecto mais Inovador na Europa" com a sua produção de morangos em estufas de aeroponia.

Para ler mais sobre este português destemido e empenhado no seu labor, por favor, clique aqui.

segunda-feira, dezembro 17, 2012

O intolerável Passos Coelho

Disse o nosso 1º Ministro que pensionistas «estão a receber mais do que descontaram». Não questionando as fraudes sucessivas e massivas que têm assolado o Instituto da Segurança Social de onde muitos contribuintes retiraram chorudas reformas injustamente, mas concedidas pela inépcia e lascismo da classe política deste regime, como pela constante ausência de regulação e fiscalização (problema endémico na nossa economia, ou seja, incapacidade do Estado para regular e fiscalizar os sectores da nossa Economia) pergunto onde está mais uma vez o moralismo do nosso pater familias, do nosso farol governativo, da nossa estrela-guia para a refundação do Estado, quando permite que os nossos mais altos dignatários da Nação não descontem para a Segurança Social e possam aferir da sua reforma por inteiro, cumprindo apenas dois mandatos consecutivos num total de 8 anos? É séria e coerente esta afirmação de Passos Coelho quando o erro a existir esteve do lado da incompetência do Estado e seus serviços demasiadamente incompetentes e infinitivamente desinteressados pelo cumprimento da justiça social, querendo agora cobrar esta barbaridade com efeitos rectroactivos e, paralelamente protelando uma decisão sobre a imoralidade da acumulação de reformas da classe política? Lamento esta exteriorização do meu estado de alma, mas efectivamente este Governo defraudou por inteiro as minhas expectativas e, certamente as de muitos outros portugueses que viam nesta conjuntura de crise económica mas também crise de valores e de credibilidade da nossa classe política uma oportunidade de ouro para alterar o modus operandis do aparelho político do Estado e encetar profundas reformas na valorização da classe política, da sua credibilização e salvaguarda e ainda de melhor alcance da justiça. Foi afinal tudo um vazio de oportunidades e uma mão cheia de incumprimentos eleitorais que não mais nos podem instigar do que a revoltarmo-nos com quem nos governa. Se Passos Coelho tiver o azar de passar perto de mim e eu tiver a sorte de estar próximo de uma mercearia, cumprirei um dos seus desígnios e comprarei produto nacional, só não estarei minimamente preocupado se a fruta e os legumes entretanto adquiridos estiverem bem maduros!!!
 

quarta-feira, dezembro 05, 2012

Estivadores: a lança em África do PCP...

para estimular o clima de agitação económico-social por que o partido comunista tanto anseia para retirar os seus dividendos políticos e fazer a ladainha de sempre junto do eleitorado. No presente momento, o acentuar do clima generalizado de descrédito pela classe política, de intolerância perante austeridade, de exasperação perante o Governo e a Troika é aproveitado indecentemente pelo  PCP numa política de terra queimada (expressão tão querida por aqueles verdadeiros patriotas) para cavar ainda mais o fosso entre a sociedade portuguesa e a sua eleite política, sendo que o PCP se arroga no direito de ser diferente e de pretender ter a equidistância suficiente para poder ser alternativa ao governo do país. Mas encobertamente ou não, faz o jogo sujo do boicote ao país e à sua retoma económica, apertando o cerco ao único item da nossa balança económica que ainda funcionava, as exportações. Pretende o PCP delapidar completamente o tecido económico e a nossa capacidade de resiliência face às adversidades económico-financeiras para surgir como o salvador da Pátria e, quiçá numa jogada arriscada, tentar subverter o actual regime democrático vigente??

domingo, dezembro 02, 2012

Iº de Dezembro de 2012 - o dia da Refundação de Portugal












 
 
O Iº Ministro de Portugal, dr. Pedro Passos Coelho pediu recentemente uma refundação para Portugal. Admitindo que não é todos os dias que se celebra tão efusivamente e pomposamente um feriado e, mais ainda se estuda e clama pela sua reposição, poderemos pois estar perante a satisfação do "capricho" do nosso Iº Ministro. Mas estaríamos sobretudo perante a  necessidade histórica do país romper com as suas mentalidades anquilosadas e encetar um novo empenho e patriotismo assentes numa cidadania activa, responsável e escrutinadora de quem nos governa. Parece adquirido que é necessário, urgente até que os portugueses deixem para trás o alheamento, a inércia, a desresponsabilização dos actos de quem  nos governa e queiram assumir as suas responsabilidades nos actos eleitorais, no escrutínio dos seus governos, na reposição de determinadas injustiças. A questão da extinção do feriado do Iº de Dezembro parece, inevitavelmente uma dessas injustiças decorrentes dum processo sem diálogo, sem sensibilidade e sem argumentação válida para o efeito, mas mais grave ainda, evidenciando acentuada impreparação do elenco governamental para o lugar que ocupa. 
A demonstração de vitalidade e de insurgência do povo português perante decisões feitas à sua revelia, sem sensibilidade nem fundamentos, é um cabal aviso aos governantes de quem têm de governar para os portugueses, cumprindo as suas promessas, satisfazendo as sua necessidades mas também respeitando a sua memória histórica. O erro será inevitavelmente corrigido em governos futuros que saberão repor a dignidade que o dia nos merece. Aos participantes no evento em Lisboa, sobra-lhes a resiliência e a demonstração de força e vontade quem têm em se assumirem como portugueses, livres e independentes, assim como o desejaram os nossos antepassados há 372 anos atrás.
O dia foi efectivamente marcante e histórico. Se vai obedecer ao processo de refundação do país tão profusamente ambicionado pelo executivo governamental? Suponho que sabe-lo-emos no próximo dia 1 de Dezembro de 2013!!