Mensagens populares

quarta-feira, fevereiro 27, 2013

Passos largos pela Lusofonia [A Bola]

Cortesia jornal A Bola


Não é facto inédito, nem será a derradeira oportunidade de acentuar as relações lusófonas entre países com tanto em comum. Aliás, o mundo global do século XXI tem o ensejo de reaproximar blocos linguísticos que se tornarão inevitavelmente blocos económicos de relevância internacional. Felicito o jornal A Bola por esta epopeia e desafio empresarial que certamente vingará pela qualidade do seu trabalho e pelo interesse que o povo moçambicano tem tanto no desporto, como pela sua linha editorial e até pelo próprio interesse e conhecimento do desporto luso. Já com a experiência angolana parece ter frutificado esta aposta!!
Agora fica ainda mais uma vez o alerta para os responsáveis governativos para a defesa intransigente da nossa Língua Portuguesa, tanto pela sua correcta aplicação no nosso país e sua valorização entre portas, bem como pela sua conveniente projecção internacional, seja por via de maior dinâmica da CPLP, seja por uma política concertada com congéneres lusófonos junto das organizações internacionais (UE, OMC, ONU, OCDE, OTAN, UNESCO, etc) para acelerar a oficialização do português enquanto língua de trabalho nesses respectivos órgãos.

Um marco antigo!! [Monte das Sesmarias, Alvito]



quarta-feira, fevereiro 20, 2013

Projecto de Florestação [Alcáçovas]






Concretizado um projecto junto da ribeira das Alcáçovas de floresta nova e adensamento de outra já existente de espécies autóctones de sobreiro e pinheiro manso, que irá valorizar não apenas o montado alentejano, como também proceder à revitalização da bacia dessa ribeira, riquissíma paisagem natural em flora e em fauna. Ficou mais uma vez bem visível o papel que a agricultura tem entre a sociedade alentejana, cada vez mais estruturante e com um peso significativo nas actividades sazonais desempenhadas pelas suas populações.






Sobre o desenho arqueológico [TerraFirme]


domingo, fevereiro 17, 2013

A triste abundância do Alandroal


É claro que o Alandroal é tudo mais que isto, mas não pude deixar de me espantar com a enormidade de acusações que recaem sobre o antigo dirigente camarário do concelho, João Nabais, conhecido militante socialista. Que dizem as elites socialistas locais deste caso, além de terem excluido naturalmente a cita figura de nova candidatura pela sua égide?


terça-feira, janeiro 29, 2013

Agricultura Biológica Europeia - Participação Cívica

Para os interessados no tema da Agricultura Biológica que decorre um pouco por todo o espaço europeu, sinal do fervoroso desejo dos europeus de garantirem o equilíbrio ambiental do seu território e, simultaneamante de assegurarem a qualidade da sua alimentação, deixo aqui a ligação para um inquérito aberto ao público em geral (cidadão comum, empresas do sector, cooperativas, entidades públicas, etc) que trata de forma abrangente a questão dos produtos biológicos e suas apostas futuras, quer ao nível da fiscalização/controlo, investimento e estratégias extra-europeias. Julgo ser do mais elementar interesse que nós portugueses, participemos nos anunciados fóruns de debate e de desenvolvimento de temas europeus, de forma a evidenciarmos, por um lado o interesse na construção europeia, por outro a realçarmos o nosso conhecimento sobre os temas que assistem as necessidades económicas da União Europeia. Era bom que de uma vez por todas, não queiramos ser meros espectadores sentados e passivos deste modelo de construção europeia e de temas subjancentes ao nosso dia-a-dia tal como a agricultura e tudo o que ela envolve.

sábado, janeiro 26, 2013

Isabel dos Santos, a bilionária [cleptocrata] angolana

Soubemos muito recentemente que a filha de José Eduardo dos Santos, aquela que compra tudo o que mexe em Portugal, é a mulher mais rica de toda a África. Os portugueses em geral adoram os angolanos e neste caso de crise aguda que vivemos agradecemos toda a solidariedade fraterna que possamos ter ainda para mais de um povo irmão que consideramos o angolano. No entanto, e aqui falo por mim, já não agradeço tanto a "solidariedade" de alguém que enriqueceu sem sabermos como, pois o seu único CV é ser filha de Zédu, o perpétuo presidente de Angola e que parece que num tique de ressabiamento colonialista, quer agora comprar Portugal a todo o custo. Aliás, mais seriamente todos sabemos que toda a diversificação dos seus investimentos em Portugal, além de pretender diversificar e dificultar os conhecimentos sobre o seu património e de ampliar os seus bens fora de Angola caso o clâ Dos Santos caia em desgraça, pretende igualmente calar a pouca oposição e informação que vai havendo do regime autoritário de Zédu que acontece precisamente pela mão dos meios de comunicação social portugueses. Comprando todos, espera Isabel dos Santos e toda a elite angolana que gira em torno do Governo, calar as ténues denúncias que vão surgindo na imprensa internacional sobre o regime autoritário e cleptocrata de Angola. Ao povo angolano sobra a mais profunda solidariedade portuguesa por viveram sob um regime ditatorial que cala quem a si se opõe e submete quem se indigna e contesta a sua legitimidade governativa. Certamente que o povo angolano em mais uma prova de grande maturidade cívica não ficará indiferente a mais esta notícia que apenas e só vem confirmar a magnitude da fortuna ilegítma de uma filha da ditadura angolana. Ninguém discute a evolução económico-social que o país vem vivendo nestes últimos tempos, mas outra coisa não seria de esperar de um território quase infinitivamente rico e com créditos provenientes do petróleo abissais que ninguém consegue escrutinar seriamente com respectivas contas!! 

terça-feira, janeiro 15, 2013

Sobre o Zico e as nossas crianças vira-latas

Correndo o risco de ser mal interpretado o que me parece injusto nesta recente controvérsia é os defensores dos animais quererem por no mesmo patamar o ser humano e o animal. Muitos dos maiores defensores dos animais, sendo mulheres ( um elogio à sua sensibilidade), tiveram por circunstâncias várias do seu quotidiano ou até mesmo por um ideal de vida, a opção de adoptarem animais em detrimento de terem filhos (também há quem tenha filhos e simultanemaente animais e se dedique a esta causa, mas com uma maior clarividência sobre as diferentes realidades em causa) e, muitas vezes foram induzidos por esse Amor que têm pelos animais a tomarem-nos quase como seus filhos querendo para eles aquilo que muitas vezes choca com a condição humana e sobretudo com a nossa convivência entre espécies. Certamente que no meio deste sentimento há muito de positivo a retirar nomeadamente quanto ao crescente bem estar animal que vamos observando na nossa sociedade. Agora já me parece mal que em alguns casos se caia no radicalismo de exceder as atribuições que nós humanos devamos dar aos animais, sejam de companhia ou não. Há animais que podem representar perigos vários para nós, seja por via da sua violência, seja por via da transmissão de doenças e que por isso não podemos permitir que coabitem connosco. O Amor pelos animais ao contrário do Amor pelas crianças não pode ser incondicional. É isto precisamente que muitos dos defensores hoje do Zico querem, que coloquemos condições para amar as crianças, pelos estados económico, social, psiquico da sua mãe (refiro-me essencialmente aos defensores do Zico que também foram no passado defensores do Aborto) mas simultaneamente que amemos sem reservas os animais. Gostaria que muitos dos defensores dos animais tivessem podido ser pais, ou tivessem tido a corajosa tarefa de adoptarem uma criança para verem quão diferente é esse Amor e nessa condição, atrevo-me a dizer que  certamente hesitariam em colocar no mesmo patamar coisas colossalmente distintas.

Por fim compreendo hoje cada vez melhor a afirmação de Teixeira de Pascoaes que dizia que «os animais são pessoas, como nós somos animais.»

quinta-feira, janeiro 10, 2013

Viva o borrego alentejano

«...O primeiro prato que me surpreendeu realmente foi o ensopado de borrego, no Alentejo, não imaginava que existissem pratos assim. Adorei...» Chakall in "Notícias Magazine" 2013.

Uma dos meus maiores desejos para os próximos tempos é conseguir demonstrar aos alentejanos mais jovens e aos portugueses em geral da qualidade da carne de borrego alentejano, bem como da imensa panóplia culinária que deste maravilhoso produto se pode tirar. Se é verdade que nos tempos idos no receituário alentejano nem sequer constavam pratos de vaca, hoje em dia esta carne tem conquistado e bem, diga-se de passagem o seu espaço no mercado. Apenas sinto que o borrego alentejano tem muitas potencialidade e um espaço na nossa riquissíma cozinha muito particular. Juntamente com mais criadores de carne de borrego e necessariamente com as associações de produtores sinto que este precioso produto deverá doravante ser muito mais valorizado e consequentemente mais acarinhado pelos consumidores portugueses. Aliás, as associações de produtores são precisamente criadas para se valorizarem os seus produtores e natural e consequentemente aumentarem e valorizarem as suas produções. Não faz sentido existirem as mesmas associações com as mesmas estruturas para menos de metade dos efectivos de ovinos no Alentejo e, sobretudo para cada vez menos interesse dos consumidores por esta carne. Nas actuais estruturas deveremos então adoptar novas estratégias e, sobretudo partir para uma nova política associativa, com maior cooperação entre os associados, maior intervenção e participação no seio das suas representadas, maior profissionalização e, sobretudo certificação e valorização dos seus produtos e ainda  da criação de uma plataforma comum de escoamento tanto para o mercado interno, como para o mercado externo das suas produções.

Viva o borrego alentejano!!