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quinta-feira, dezembro 30, 2004
CULTURA EM ÉVORA.
segunda-feira, dezembro 20, 2004
IMPRENSA! PARA QUE TE QUERO?
Voltando à minha bela terra, após um fim de semana, noutra não menos idílica povoação, vulgo, Ponte de Lima, qual é o meu espanto quando, atento aos jornais e televisões, deparei-me com alguma celeuma em volta do candidato a Primeiro-Ministro, surgida no transacto fim de semana!!
E que celeuma?
A questão da co-inceneração!! Pois é!! Parece que se avizinha novo nevoeiro na conjuntura política actual!! Em primeira instância tenho que admitir que o homem, apesar não reconhecer grandes virtudes na pessoa, teve coragem de evocar um tema polémico!! Não ponho em causa se esta hipótese aventada, é melhor ou pior para o país!! Nem que, possívelmente o Eng.º José Sócrates mostrou pouca inteligência ao puxar deste tema, mas lá coragem teve o homem!! Coragem ou teimosia...whatever!! O que me custa é esta verocidade da imprensa para atacar quem quer que seja, pelo que defenda!! A imprensa nacional, limita-se a demandar pela polémica!! Quando não a há, tem que se criar!! É certo que esta serve para pôr em público situações menos dignas, relatos de quem se sente injustiçado, mas também devia ser seu propósito criar um elán especial em torno do nosso país!! Não posso dizer, com pena minha, que esta tenha contribuido para a pacificação do país, para a credibilização da classe política dirigente e das instituições públicas, que promova a nossa língua pelo Mundo fora, que fale com substância, de valores sociais e culturais que nos valem!! Tão somente expressa e promove a desagregação do país...Esta poderia ser um motor de aprendizagem e de formação de uma metalidade mesquinha, individualista e ignorante, presente em Portugal....Em vez disso.... sábado, dezembro 04, 2004
Um só país, duas realidades!!
Tenho a leve sensação de que as pessoas acham muito idílíca a ideia de um novo Parque Mayer projectado pelo celebérrimo arquitecto Frank Gehry, orçada, por baixo, em 130 milhões de €. Interessante, é saber que, por exemplo, o PIDACC previsto para Évora, distrito, em 2004, foi de 99milhões de €. Uma obra de requalificação urbanística e patrimonial de um edifício histórico( ninguém põe em causa o seu valor arquitectónico), custa mais para o bolso dos cidadãos, do que o orçamento previsto para todos os concelhos do distrito de Évora!! Não pude deixar de reflectir sobre o peso dos valores e do que representam na perspectiva do país!! Um país pobre, parece ser um denominador comum, no entanto uns podem projectar obras desta envergadura e de prioridade discutível, outros têm os hospitais que têm, quartéis de bombeiros sem condições de habitabilidade, sem meios para socorrer doentes e acudir a fogos, escolas degradadas, cidades sem policamento necessário, ligações rodoviárias e ferroviárias, indiscritivelmente deterioradas, sem valências minímas para as práticas cultural e desportiva... Realmente poderíamos ainda acrescentar que esta desigualdade está latente num país que parece viver da aparência!! Onde Lisboa é apresentada como uma cidade metropolitana, viva, moderna e adaptada aos novos desafios do século XXI, mas onde tudo o resto é paisagem. Não deveriam os governantes do nosso país combater estas referidas assimetrias, resolver problemas de primeira necessidade, em detrimento de assuntos sumptuários, perdoem-me o desabafo? Temo que muitos lisboetas e restantes cidadãos litorâneos desconheçam a realidade que vigora no Alentejo, Trás-os-Montes e Beira Interior, por exemplo. Fala-se muito na nossa histórica unidade territorial, da univocidade linguística, das similitudes antropológicas, no entanto, ao invés do que a Espanha faz, dá mais a quem precisa de mais, tratando de forma diferente quem é diferente( julgo ser isto a tão propalada equidade), neste caso quem é mais pobre, mais deve receber, Portugal enveredou por outro caminho.
Ocasinalmente, ou não, a Espanha, tem tentando insistir na sua tese de criar uma só unidade, apostando, nomeadamente nas regiões da raia, tanto com Portugal como com a França. Em relação à França, julgo não existirem problemas, dado que é um país que pode ombrear de igual para igual com a Espanha, no entanto, em relação a Portugal a panorâmica é, indesmetivelmente outra. Quando os espanhóis criaram o aeroporto de Badajoz, quando estabeleceram na penúltima cimeira luso-espanhola, as prioridades em termos de traçados de TGV, quando modernizaram as suas vias rodoviárias junto à fronteira, quando proporcionam mais oferta económica, estão, além de desenvolver regiões mais atrasadas, de apostarem numa maior coesão nacional, pois investem no combate às assimetrias regionais, estão igualmente a piscar o olho ao vizinho português, pobre e de mão estendida. Quantas e quantas vezes ouvimos falar em amigos e familiares que foram apanhar o avião em Badajoz, que foram passear a Sevilha, que foram às compras a Mérida, assistir a uma corrida de toiros a Olivença, estudar medicina, para Badajoz ou Cádiz, ter uma consulta médica de especialidade, comprar uma casa, etc... são tantos e tantos os pretextos para termos que nos juntar a nuestros hermanos que, quase apetece dizer que a capital do outrora reino, nos empurra ferozmente com uma espada contra a parede. Ao contrário dos espanhóis que tentam resolver um problema de séculos, nós abrimos uma brecha numa solidez ancestral. Estamos a criar desigualdes tal maneira significativas, que não há coesão nacional que resista!
Não posso arranjar caso mais paradigmático do que o de Barrancos!! não eram as corridas de toiros que eles pretendiam ver resolvidas, era o ostracismo a que são votados continuamente!! Clamavam por um naco do pão do centralismo e este deu-lhe uma migalha. Cada vez mais as pessoas no interior olham para um país triste, anafado e descomprometido com o "Portugal profundo"!! No entanto, por vezes, ainda num último fôlego, pedimos a compreensão e o auxílio de quem, cada vez mais nega assumir responsabilidades!
Deveríamos equilibrar Portugal!!
Há coragem, rigor e seriedade para o fazer?
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