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sábado, janeiro 04, 2014

Triste Josefa [d ´Óbidos]

Cortesia blogue Palmilheiro





Soubemos ontem que um valiosa obra [Sagrada Família] da autoria da autora seiscentista Josefa d´Óbidos, ficou irreparavelmente destruída  na passada noite de 24 de Dezembro em resultado de um incêndio. A Fundação Mata do Bussaco, entidade pública que gere o local onde se insere o convento de Santa Cruz do Buçaco lamenta o sucedido e compromete-se a recuperar o espaço e a respectiva memória. De qualquer forma a unicidade da tela perdida não se recupera mais e este incidente revela uma vez mais o quão frágil é o domínio do nosso Património Cultural, ainda mais aquele que está às mãos de quem mais por si deveria fazer, o Estado. Quando verificamos que o orçamento para a Cultura desce ano após ano, quando assistimos a uma despromoção desta área de ministério para secretaria de estado e notamos que faltam claramente estratégias e meios logísticos e humanos para encetar uma verdadeira política de salvaguarda e valorização cultural, ainda nos supreendemos como não são noticiados muitos mais casos como este. Seja como for esta é uma má notícia para a Pintura e Cultura Portuguesas nos alvores de 2014,

terça-feira, novembro 06, 2012

Subscrevo Nicolau Santos

Subscrevo inteiramente o artigo de Nicolau Santos no Expresso acerca da votação agendada e realizada sobre o Orçamento de Estado para 2013. Há muita cobardia dos deputados (não todos), sobretudo no assumir das suas responsabilidades perante tão doloroso e famigerado instrumento das finanças públicas. Fala coragem a estes aprendizes de políticos e seguidores de interesses.

terça-feira, agosto 28, 2012

Notícia antiga, mas verdadeira?

 
Desconhecia em absoluto o teor desta notícia. Não posso sequer conceber a ideia do Governo para adoptar esta medida. Enquanto a tendência geral nos países desenvolvidos é de criar meios de proximidade para os seus cidadãos/utentes, nomeadamente na implementação de logisticas mais avançadas para o tratamento in situ dos pacientes, no estrito cumprimento do dever de um Estado que é o de dar assistência aos seus cidadãos e zelar pela Vida Humana, o governo português envereda pelo oposto, na tentativa de poupar uns euros. Não acredito que a política deste Governo possa ser meramente orçamental e financeira em áreas tão sensíveis e respeitantes da dignidade humana como é a Saúde. Faço votos que esta notícia não tenha tido consequências práticas e que o Governo tenha devidamente ponderado os prós e contras desta atitude. Caso contrário, apelo veementemente aos dirigentes locais dos partidos do Governo que defendam antes dos seus partidos o interesse das suas populações e façam sim este saudável e avisado lóbi perante os máximos responsáveis políticos e governativos sobre tamanho erro político. Apelo assim às estruturas concelhias e distritais do CDS e PSD para que com a sua tenacidade e dialéctica argumentativa convençam os decisores a voltarem atrás!!
 

sábado, outubro 22, 2011

Em tempos de crise, recordai Évora.

O presente momento em Portugal é de crise económica, recheada de muita descrença e muita revolta pela ilusão que nos venderam nas últimas décadas e também de reduzido optimismo no futuro.
Lembrei-me por isso de sugerir aos compatriotas que se recordassem da história de Évora e das suas inúmeras batalhas e insurreições promovidas pela independência de Portugal. A cidade de Évora foi sempre um recanto de Portugalidade, de intrínsecos valores nacionais, da vivência da alma lusitana, mas sobretudo do saber ultrapassar grandes dificuldades pelo estoicismo, combatividade e solidariedade do seu povo.
Apesar de muito vetusto feriado e quase ignorado, o 1º de Dezembro é um dia de glória e repleto de história na cidade, pela galhardia com que, em 1638 se deu início às movimentações independistas face ao domínio filipino presente desde 1580. Conhecida como a Revolta do Manuelino, essa convulsão social que eclodiu na praça de Évora, acabaria por ter repercussões nacionais na luta pela restauração pela independência de Portugal.
Menos conhecido é o triste e pesaroso episódio do Saque de Évora, no contexto da Guerra Peninsular. Este trágico acontecimento datado de 29 a 31 de Julho de 1808, onde  o exército napoleónico sitiando a cidade, avançou depois violentamente sobre a escassa resistência militar e popular de que Évora dispunha, arrasando tudo e todos sem misericórdia.
Além da inarrável violência acometida sobre os habitantes da cidade, foram constantes os seus roubos/pilhagens de praticamente todos os edifícios religiosos e públicos. Muitas casas particulares também não escaparam à ira francesa, contando-se inúmeras destruições ao património artístico-arquitectónico eborense, bem como atentados e sacrilégios contra o Santissímo Sacramento, já não para falar nas violações às mulheres, algumas de hábito e outros tantos atropelos à vida e direitos humanos.
No final deste fatal e ensombrado cenário, pouco restaria, não fora a coragem e o altruísmo de um clérigo eborense chamado Frei Manuel do Cenáculo. Este religioso, confrontado por um oficial francês, após esse tremendo morticínio na cidade, que lhe pergunta às portas da Sé em júbilo «Quem vive?», responde convictamente e despudoradamente, «A Força!».
Contado o episódio, parece natural assumir que, não obstante a grandeza das dificuldades e o número de obstáculos, os alentejanos com coragem, resiliência e solidariedade entre si, têm sabido debelar os problemas com que se têm deparado. Aos portugueses fica a mensagem, mas sobretudo o exemplo histórico de convicção e bravura, úteis para podermos projectar o futuro com outra perspectiva e optimismo.
Sabemos através da Memória Histórica que os nossos antepassados desde os mais longínquos tempos aos mais chegados, viveram em constante sobressalto pelas dificuldades inerentes à sua época, mas permeio essas vicissitudes souberam sempre sair juntos vencedores...
Após o novo orçamento para 2012, fica aqui a Dica da Semana.

domingo, outubro 16, 2011

Auto-estima Nacional

Bem sei que o momento parece redutor para a presente mensagem, mas não obstante o momento crítico que o país atravessa e a comunicação de Pedro Passos Coelho sobre novas medidas restritivas no Orçamento de Estado para 2012, há sempre exemplos que devemos assinalar. Neste sentido e, como muitos dizem e bem, a crise deve ser uma janela de oportunidade, fico agradavelmente surpreendido por notar que dois órgãos de comunicação social quiseram alterar os velhos hábitos portugueses e inovaram por alimentar a nossa auto-estima. São eles a Antena 1 e o DN. A rádio Antena 1 por ter iniciado há já algum tempo um magazine chamado Nós vencedores, e dá exemplos de pessoas que independentemente das suas dificuldades na vida, souberam sempre olhar para ela com um sorriso e com determinação, tornando-se autênticos vencedores num Mundo extraordinariamente competitivo e demasiadas vezes cruel. Por seu turno o jornal DN tem um espaço relativamente recente designado por Made in Portugal onde se publicitam casos de sucesso do nosso tecido empresarial, muitos dos quais com enorme capacidades tecnológica e inovadores processos. Esta iniciativa é quase como "uma lança em África", tendo em consideração o estigma que o povo português tem em se valorizar. É que atrás desta valorização, vem maior capacidade e vontade de surpreender e de fazer mais e melhor. Bem hajam Antena 1 e DN. Fico satisfeito por notar que há quem queira valorizar o mérito, o trabalho e a resiliência(apesar do Governo cortar nas bolsas de mérito para os melhores alunos do ensino secundário). Conto com a replicação desta ideia por outros mais meios de comunicação social, mas sobretudo no desígnio nacional de querer ultrapassar as presentes dificuldades.
Força Portugal!!

terça-feira, março 22, 2011

Aproxima-se o desespero, fala-se um pouco de verdade.

segunda-feira, novembro 15, 2010

Bloco Central - Um mal necessário?

Se há uma coisa que o PSD no período de consulado de José Sócrates tem subestimado desde sempre é a capacidade de combate, a resiliência e a astúcia do actual primeiro-ministro. Este já é o 4º presidente do PSD no período de governaçãode José Sócrates. Após as famigeradas eleições legislativas para Santana Lopes de 2005, o PSD já tentou salvar a sua face com Marques Mendes, Luís Filipe Menezes e Manuela Ferreira Leite até  vir o benjamim Passos Coelho com peito inchado clamar aos quatro ventos, aqui d´el rei.
Eu partilhava da mesma desvalorização política quanto à figura de Sócrates até assistir às suas inimagináveis e repetitivas ressurreições políticas, caso após caso da sua pessoa. Comecei a ver na sua figura uma grande empatia com o poder e, daí relutância,diria mesmo resistência em afastar-se desse rumo ou a deixar que lhe abrissem sequer esse caminho. Quando vem agora Luís Amado falar em coligação, em pacto para uma governação exigente, estável e vigorosa, naturalmente que, em primeiro lugar está concertado com José Sócrates, depois tem noção do desgaste que o Governo actual tem vindo a registar desde o anúncio do 1ºPEC. Sabe, obviamente e, consubstanciado pelas últimas sondagens que o seu governo está em queda livre e nada fará inverter essa tendência a não ser que se lançem uns pozinhos mágicos sobre o país!! Ora esta entrevista ao Expresso, marca o início desse registo, no afâ de esbater as recentes assimetrias percentuais entre PS e  PSD
Se se começar a granjear perante a opinião pública e, seguidamente do eleitorado a necessidade, mais, a obrigatoriedade de um Governo de coligação, esbate-se o interesse maior de votar no PSD. Esta discussão pode parecer desfasada, mas o PS está mais que convicto de que após, as presidenciais, Cavaco Silva dissolverá a AR, pelo que está a minimizar os estragos feitos pela bomba fiscal que lançou recentemente sobre os portugueses e, num último fogacho de esperança tenta equilibrar as expectativas, pois sabe que se perder e permitir ao PSD a maioria absoluta sozinho ou em coligação com o CDS-PP, não terá quaisquer hipóteses de  apagar da memória dos portugueses o rasto de destruição, de abandono e irresponsabilidade que deixou para os vindouros. Noutros países, este processo desencadiaria o fim do partido com imputadas responsabilidades no supracitado processo governativo  e quiçá o aparecimento de uma "Nouvelle Vague" Socialista, como forma de dissociar o histórico, republicano, maçónico e ancilosado PS das suas futuras ambições de poder. 
Na minha opinião este PS ainda tem hipóteses de governação sozinho? Sim. Tem uma derradeira hipótese,  se conseguir executar na perfeição o ambicioso orçamento que estipulou para 2011. Obviamente que este processo será interrompido a meio, após a reeleição de Cavaco e se as contas públicas estiverem a derrapar novamente.  De qualquer forma, em seis meses já dará para se sentir o pulso ao rigor de Teixeira do Santos( que a teimosia/preserverança de Sócrates não deixará sair)!! Já agora,em jeito de conclusão deixo uma sugestão aos socialistas, para o bem do país: maior transparência, maior rigor, humildade e sinceridade aos portugueses e, tudo isso somado com a execução devida do orçamento de 2011, dará aos socialistas uma revigorante a imagem. Coligações de Bloco Central?? Apenas o reconhecimento da inércia e incapacidade do governo finado...