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domingo, janeiro 29, 2012

Esta classe política confunde-me...

Há uns tempos o nosso 1º-Ministro exortou ( já antes o Secretário de Estado do Desporto deste Governo o tinha feito) os jovens professores portugueses a emigrarem, aproveitando um mar de oportunidades junto de países lusófonos. Pensei que a sua primordial função era criar condições para os portugeses fazerem a sua vida por cá e, quiçá até mesmo criar condições de retorno de outros que por dificuldades económicas se viram obrigados a sair do país. Agora Passos Coelho pede aos portugueses ideias para Portugal quando esperava que ele, o principal responsável pelo rumo do país tivesse uma ideia para o país. Fico com algumas dúvidas sobre a consistência dessa presunção!!
Como se não bastassem as afirmações do nosso 1º-Ministro, o nosso Presidente da República,  com uma reforma de 10.000€ diz que as suas remunerações quase não chegam para suprir as suas despesas. Ora se um Presidente da República não consegue gerir a sua casa (e digamos que até tem um orçamento bastente generoso), como poderia saber gerir um país. E foi este senhor nosso 1º-Ministro 10 anos.

sábado, setembro 03, 2011

Dinheiros públicos vs. gestores públicos vs. crise pública

Assim numa primeira impressão tomada pelo título da mensagem, parece sensato sugerir ao actual Governo a devida ponderação acerca dos vencimentos anuais dos gestores públicos (com e sem prémios). Neste sentido, parece-me justo admitir que muitos dos chorudos vencimentos dos respectivos gestores públicos não estão compatibilizados com a realidade económica do país. Vai daí que entendo que muitos deles devam aceder à consequente avaliação e redução das suas remunerações, fazendo por isso parte da solução e não do problema do endividamento público. É fundamental que um Estado que tenha contas deficitárias, que tenha sido socorrido por ajuda externa e aumentado as contribuições dos contribuintes, se sinta no dever moral e não só, de dar o exemplo no rigor e na moderação da gestão do erário público. O acto de alienar as suas participações em empresas privadas ou simplesmente privatizar outras, não encerra o problema da moralidade dos salários excessivamente altos que ainda financia despudoradamente...até porque muitos dos gestores públicos ainda no seu cargo, contribuiram para o aumento do défice e não para o desejável oposto.