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segunda-feira, janeiro 05, 2015

Olivenza e agora Olivença

Surgiu muito recentemente a notícia dos dois lados da fronteira na respectiva comunicação social que cerca de 80 cidadãos oliventinos receberam do Estado Português a nacionalidade portuguesa pelo reconhecimento da parte de Portugal da cultura e identidade lusas existentes neste território. Existe mais de uma centena de processos de obtenção da nacionalidade a somar a estes iniciais 80 cidadãos. Muito do mérito desta iniciativa do Estado Português resulta do esforço incansável da associação local Além-Guadiana e da estreita colaboração do deputado centrista Dr. Ribeiro e Castro para que a iniciativa pudesse ter substância parlamentar.
Fico pessoalmente agradado por esta novidade que beneficia muitos oliventinos que assim desejaram ser também portugueses e, espero que esta medida se alargue  a muitos mais juntamente com a continuidade do excelente trabalho desenvolvido por genuínos oliventinos em prol da difusão da cultura nacional em terras usurpadas por Madrid em 1801.
Junto deixo a ligação para uma notícia divulgada pelo jornal espanhol El Diario Extremadura.

domingo, dezembro 02, 2012

Iº de Dezembro de 2012 - o dia da Refundação de Portugal












 
 
O Iº Ministro de Portugal, dr. Pedro Passos Coelho pediu recentemente uma refundação para Portugal. Admitindo que não é todos os dias que se celebra tão efusivamente e pomposamente um feriado e, mais ainda se estuda e clama pela sua reposição, poderemos pois estar perante a satisfação do "capricho" do nosso Iº Ministro. Mas estaríamos sobretudo perante a  necessidade histórica do país romper com as suas mentalidades anquilosadas e encetar um novo empenho e patriotismo assentes numa cidadania activa, responsável e escrutinadora de quem nos governa. Parece adquirido que é necessário, urgente até que os portugueses deixem para trás o alheamento, a inércia, a desresponsabilização dos actos de quem  nos governa e queiram assumir as suas responsabilidades nos actos eleitorais, no escrutínio dos seus governos, na reposição de determinadas injustiças. A questão da extinção do feriado do Iº de Dezembro parece, inevitavelmente uma dessas injustiças decorrentes dum processo sem diálogo, sem sensibilidade e sem argumentação válida para o efeito, mas mais grave ainda, evidenciando acentuada impreparação do elenco governamental para o lugar que ocupa. 
A demonstração de vitalidade e de insurgência do povo português perante decisões feitas à sua revelia, sem sensibilidade nem fundamentos, é um cabal aviso aos governantes de quem têm de governar para os portugueses, cumprindo as suas promessas, satisfazendo as sua necessidades mas também respeitando a sua memória histórica. O erro será inevitavelmente corrigido em governos futuros que saberão repor a dignidade que o dia nos merece. Aos participantes no evento em Lisboa, sobra-lhes a resiliência e a demonstração de força e vontade quem têm em se assumirem como portugueses, livres e independentes, assim como o desejaram os nossos antepassados há 372 anos atrás.
O dia foi efectivamente marcante e histórico. Se vai obedecer ao processo de refundação do país tão profusamente ambicionado pelo executivo governamental? Suponho que sabe-lo-emos no próximo dia 1 de Dezembro de 2013!!