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É quase caso para dizer que o melhor é fugir de Évora, tal não é o grau de desnorte, endividamento, inércia, conflitualidade, etc., entr...
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Pintura de José Malhôa Manuel Maria Carrilho, embaixador de Portugal na UNESCO queria que o país apresentasse uma candidatura por inícios ...
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sexta-feira, novembro 22, 2013
terça-feira, outubro 15, 2013
quarta-feira, novembro 21, 2012
Ainda sobre Isabel Jonet
Tomo a liberdade de repassar um artigo de Pedro Lomba sobre todo o folclore que envolveu as suas polémicas afirmações sobre a Pobreza.
sábado, setembro 22, 2012
No amanhã mandamos nós.
No meio de todo este caldo social
que parece prestes a transbordar, só há algo que merece uma pequena
discordância minha. Concordo naturalmente e compreendo mesmo todas as manifestações
que se têm seguido às sucessivas ripadas fiscais e salariais de que os
portugueses têm sido alvo pelo presente Governo. Compreendo e concordo que quem
falhou rotundamente nos seus compromissos ao não conseguir reduzir o défice
como estava previsto e ter falhado todas as suas previsões económicas foi o
actual Governo. Concordo que os portugueses tiveram não apenas agora, mas
sobretudo agora uma paciência de santo para as tais investidas de austeridade
ordenadas por Passos Coelho em função do que o seu Governo fez para alterar a
actual conjuntura. Mas não concordo que se censure apenas o actual Governo ou
que se coloque a tónica do problema nele. Falharam sim, sem dúvida, mas como
antes falhou cabalmente Sócrates, como antes fez trapalhadas Santana, e como
antes fugiram Barroso e Guterres. Defendo sim neste contexto a reprovação de
toda a nossa classe política, pela sua mediocridade, pelo seu lascismo, pela
sua avareza, pela sua soberba e demais pecados mortais. Tivemos uns políticos
que se deixaram iludir pelo poder e suas benesses, outros que nada dele
entendiam mas que foram à boleia por pagamento de fretes, e outros ainda que
estando por “convicção ideológica” em nada contribuíram para elevar o grau de
exigência na governação, fazendo o jogo político que deu azo a esta ebulição
social e descontentamento generalizado. Mas não tivemos políticos com
sensibilidade para aferir do estado da Nação e que soubessem antecipar os
problemas para lhes dar melhor solução. Chamaria a isso visionarismo e estadismo,
algo que temos em grande défice, há muito tempo! E se, confesso, nunca esperei grande
coisa de um garoto recém-formado na “escola do crime” da política, ainda
depositei algumas esperanças no seu parceiro Portas pelo seu passado político.
Mas enganei-me cabalmente. Portas não compreendeu que depois de ter reprovado
conjuntamente com Passos Coelho o PEC 4 de Sócrates e de os eleitores e portugueses
lhes terem dado alguma tolerância para imporem novas medidas de austeridade em
função das periódicas visitas da Troika e do evoluir do quadro económico do
país, a sua (de Portas e Passos) margem de manobra para governarem o país era
nula. Não havia como ou porque falhar. Os portugueses com o 12 de Março de 2011
fizeram um claro aviso à navegação que Coelho e Portas negaram ler nas
entrelinhas. Convenhamos que doravante em ano e meio de governação da coligação
houve demasiados erros, muitos de falta de comunicação, outros de falta de
sensibilidade, outros mesmo de falta de capacidade, que fizeram transbordar o
copo da paciência lusa. Quando Passos Coelho faz a comunicação ao país no
malogrado dia 7, deitou para trás das costas tudo aquilo que tivera corrido mal
com o seu Governo como se os portugueses tivessem de carregar novo fardo sem
barafustar um mínimo de desagrado. Enganou-se e Portas viu a bombar explodir
dentro de casa sem que tivesse ouvido o tilintar do seu relógio. Esqueceram-se
ambos dos casos Relvas, da polémica EDP, do problema das Secretas, do reavivar caso
dos submarinos de Portas, das nomeações políticas, das afirmações mais insensíveis
como aquelas da emigração ou do português piegas, do problema crescente do desemprego,
etc… Ou seja, Portas e Coelho tinham em mãos um já longo historial a juntar aos
constrangimentos sócio-económicos provenientes do mandato de Sócrates para que
de ânimo leve, após se ter tido conhecimento que as previsões do défice
orçamental apontavam para o incumprimento do estabelecido inicialmente, a
anteceder um jogo da selecção nacional pudessem arriscar lançar uma bomba
social como aquela proferida por Passos coelho no fatídico dia com nova dose proferida
por Vítor Gaspar três dias depois. Toda esta retrospectiva marcaria a explosão contestatária
marcada para os dias seguintes.
Compreendo,
dito tudo isto a revolta de todos os compatriotas e mesmo a sinto na mesma de
igual modo. Apenas discuto a alternativa política no momento (não vejo que os
portugueses queiram novamente o PS e nem coloco a questão do PCP ou BE), a
inusitada instabilidade governativa de que temos sido pródigos nos últimos anos
onde os governos não terminam os seus mandatos, ou o risco de partirmos para convulsões
político-partidárias da República velha (Iª República) pelo aprofundar das
tensões entre os partidos e dos consequentes aproveitamentos políticos
retirados dos movimentos populares recentes.
Além de tudo isto,
gostaria que tudo aquilo que temos para exigir a um Governo o façamos agora
obrigando-o a entender o desígnio e a vontade popular. Esperar pela eterna
solução da alternância do poder com os mesmos partidos a repetirem soluções
antigas não nos fará bem algum. Está na hora de os obrigarmos a terminarem os
seus mandatos mas absolutamente escrutinados por nós. Assim se negamos a subida
da TSU, se nos parece inabitável Relvas neste Governo, se achamos que o combate
contra o Desemprego deverá ser mais vincado, se entendemos que Passos Coelho
deve dar um murro na mesa da Troika, deveremos encetar uma cidadania mais
activa e co-responsável com os governos que colocamos no poder. Isto é um
imenso aligeirar das nossas responsabilidades e, ao invés, ao tomarmos o pulso
do país, obrigando, coagindo mesmo o Governo a marcar o seu discurso em absoluto
interesse dos seus cidadãos, obrigamo-lo a ser responsável, patriótico, dinâmico
e criativo. O contrário é um cheque em branco para que possam governar sem rumo
sabendo que o que lhes pode suceder é saírem um pouco mais cedo do que inicialmente
previram. O que quero é sobretudo moralizar a classe política, para que o seu modus operandis se vá toldando para uma
melhor governação no futuro. Sacudir a água do capote, ou melhor, empurrar a
poeira para debaixo do tapete não resolve nada! Por tudo isto é que arrisco
dizer que estas manifestações podem não ser tão inocentes e espontâneas quanto
seria desejável. Mas mesmo assim, no amanhã mandamos nós…
segunda-feira, setembro 17, 2012
Pela participação e cidadania jovem
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terça-feira, abril 17, 2012
terça-feira, fevereiro 28, 2012
Em Évora ou centro comercial ou fórum!
Numa cidade onde sempre pontificou a cultura nacional e a assunção dos valores nacionais, onde a nossa língua é um dos seus expoentes máximos, não faria sentido encetarmos agora um novo ciclo invertendo esta tendência e iniciarmos um modelo de aculturação anglófila muito presente em muitos outros locais do país. Tudo isto, sem prejuízo do respeito pela diferença, pela diversidade e pela riqueza cultural.
Apelo aos leitores do Frescos Campos que não deixem que alguns pontos de diferença não acabem por determinar o todo e dessa forma inviabilizar uma posição que, parece-me em geral consensual! Quem não deseja que não sua terra se fale a língua de origem?
Para se juntar a esta causa, por favor clique aqui e assine.
segunda-feira, fevereiro 20, 2012
Petição sobre o novo centro comercial de Évora
Meus amigos, criei uma petição para sensibilizar a autarquia eborense e a empresa EVRET para que o futuro centro comercial em Évora não tenha mais uma das milhares terminologias estrangeiras empregues pelo nosso país fora. Em vez de Évora Shopping, sugeria a inicial proposta de Évora Fórum. Mais que um capricho pessoal, julgo ser esta uma forma de defender a nossa Cultura, a nossa Identidade Cultural e, sobretudo o uso e valorização da nossa riquissíma língua. Conto convosco, caso se revejam nesta questão, para subscreverem esta petição e simultaneamente a publicitarem. OBRIGADO.
Para quem quiser lêr a petição e, eventualmente subscrevê-la, deixo aqui a ligação.
Para quem quiser lêr a petição e, eventualmente subscrevê-la, deixo aqui a ligação.
sábado, janeiro 28, 2012
sábado, janeiro 21, 2012
Pela Livraria Camões, no Rio de Janeiro
E contra a decisão de encerrá-la para breve, podemos sempre exercer um singular acto de cidadania e subscrevermos uma petição que, pelos seus proponentes solicita à Imprensa Nacional-Casa da Moeda a devida ponderação sobre esta decisão, deveras penosa para o estreitamento cultural entre dois países irmãos como Portugal e Brasil. Esta singela mas histórica e reconhecida livraria, funcionou sempre como uma ponte cultural entres os dois países, um esteio e um refúgio para os portugueses mais nostálgicos da sua pátria-mãe e inclusivé de exemplo nas relações lusófonas.
Não custa nada tentarmos inverter o que os políticos muitas vezes decidem sem o beneplácito dos seus eleitores e obrigá-los a reconsiderarem a sua decisão na perspectiva deles próprios se redimirem de um erro colossal.
Viva Portugal
Viva o Brasil
Viva a Livraria Camões
domingo, outubro 02, 2011
quinta-feira, maio 26, 2011
domingo, março 13, 2011
Um sobressalto cívico ou o renascimento de uma geração?
Cavaco Silva após um diagnóstico avassalador do país, como que reconhecendo a legitimidade dos portugueses, exortou a geração mais jovem, aquela que tem sido mais permeável às vicissitudes do mercado de trabalho em Portugal, de ter um sobressalto cívico. Parece-me justo dizer que algo se passou hoje por todo o país e, nada mais ficará igual doravante. Cerca de 300 mil indignados, entre jovens e menos jovens, manifestaram-se nas ruas das cidades portuguesas, lutando por um futuro melhor, mais esperança, mais dignidade dos politicos e mais segurança na sua vida profissional. Infelizmente essas condições tem-nos sido negadas em gande parte consequência da incompetente liderança dos sucessivos governos de Portugal nas últimas décadas. E isto deverá ser feito incontáveis vezes, até que a opinião pública o propale em uníssono. Os nossos governantes tem sido um fracasso absoluto e essa condição trouxe-nos mais pobreza, mais desigualdade, mais precaridade, mais esforços e, simultaneamente menos progresso, menos reconhecimento e, em geral menos optimismo e esperança no futuro. A uma geração jovem se lhe coarctam o futuro, o que sobra nas suas vidas??
Se a incapacidade latente na classe política portuguesa provinda do 25 de Abril é assim tão evidente e escandalosamente penalizadora para os portugueses, porque estes prosseguem impunes? Este Governo e alguns partidos falaram em flexibilidade laboral. Nós nem disso careceríamos para ver a expressão despedimento por justa causa proferida por qualquer trabalho menos competente. E porque aos mais altos dignatários de Portugal incompetência é virtude?
Hoje a juventude portuguesa demonstrou que quer participar mais activamente na vida política nacional e ser a protagonista dos ventos de mudança que ecoam por cada esquina de Portugal. A geração rasca ficou para trás. A geração anestesiada pelos confortos e amparos familiares resolveu emancipar-se e partir para a luta contrariando o que muitos vinham dizendo da sua tenacidade, combatividade, resiliência e organização. Esta geração que teve de aprender a lutar, não só não soçombrou perante os ditactes e desmandos da classe política, como reencontrou o espírito de luta que, tendo sido relatado por seus progenitores, nunca tivera de fazer uso tal não era o mundo ilusório em que crescera. O dia 12 de Março será um marco na viragem do Portugal democrático pós 25 de Abril.
Obrigado Sócrates, pois deste-nos sem saber o que de melhor tinhamos escondido entre nós. O espiríto combatente para enfrentarmos uma classe política avessa à dialéctica democrática e participação popular, a arrasadora economia, um novo arquétipo de emprego, a ausência de justiça e, em suma, a esperança perdida. A tua posição tem-nos juntado, feito fortes. Pessoas de todos os níveis, crenças, simpatias partidárias hoje estiveram juntas porque sentiram que aquilo que necessitam de fazer para construir um Portugal mais justo, harmonioso e salubre, depende de si, pondo para isso diferenças em segundo plano. Evocámos a solidariedade entre diferentes sensibilidades e gerações para te pôr a ti a à restante classe política fora deste jogo que achavam ter ganho há muito tempo pela inércia e desgaste a que sujeitavam a população portuguesa. Sentimos que a almofada das gerações mais velhas vem agarrada ao nosso colo, não para termos um sono mais tanquilo, mas sobretudo para a estender a novos públicos, a novos elementos que se queiram juntar a esta militância activa chamada CIDADANIA. Provaste-nos com toda a tua arrogância, desfaçatez, sectarismo, incompetência e manha que independentemente das clívagens que possam existir na nossa sociedade, estas são uma gota de água no oceano de queixumes e injustiças que potenciaste. Assim, saberemos construir uma sociedade sólida e coesa para combater os fracassos e muitos dos estéreis e oportunistas Direitos adquiridos do 25 de Abril. Tentaram ofuscar a parte da Revolução que falava em Deveres e nós agora inteirámo-nos disso!! Hoje viste presença nas ruas, amanhã assistirás a liderança!!
Por fim e, sabendo de antemão que o fizeste inconscientemente, Obrigado por vires a acelerar, passo a passo, dia após dia, uma verdadeira revolução para reerguer um país com mais de 800 anos de História. Acreditando piamente neste desfecho, parece-me razoável julgar que as eleições antecipadas no quadro que antevejo seriam um mal bem pequeno de entre o veredicto que se aproxima para a tua pessoa!! Assim, teremos também a nossa luta, ainda que nos teimassem em fazer crer que essas preocupações já não deveriam fazer parte do nosso cardápio político. Sócrates, estás assim, DEMITIDO por toda uma geração.
Após tantas considerações e deambulações, parece-me óbvia a resposta à questão colocada no título do texto...não queremos persistir em delegar nos outros as nossas responsabilidades.
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sexta-feira, fevereiro 25, 2011
Justiça Contributiva - Isençao de IMI em Évora
Como esta estória já é velha, mas os seus autores persistem em não lhe dar um fim digno, faço minhas as reinvidicações, em boa hora expostas numa petição a circular na rede, intitulada: «Petição Isenção do IMI nos Centros Históricos classificados como Património da Humanidade: PELO CUMPRIMENTO DA LEI EM ÉVORA».
Eu assinei e faço votos que, além do sucesso esperado, a petição possa sensibilizar quem de direito para repôr a legalidade dos factos.
Faço um apelo para uma cidadania activa dos eborenses e todos os cidadãos que se manifestem descontentes e indignados com a permanência desta situação no centro histórico de Évora.
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