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terça-feira, janeiro 08, 2013

Aqui [Coimbra] há uma estratégia e uma cultura


O resto do país, independentemente das reformas que nos obrigaram a fazer[que concordo que eram essenciais] passa ao lado do conceito de estratégia, da mercado comum, de lusofonia, mas sobretudo de cultura e respeito pela identidade nacional. 
Se este governo quer efectivamente reformar o país, a sua mentalidade e a economia, deveria começar por assentar os tijolos dessa construção em cima da nossa cultura e não, mais uma vez em cima daquilo que não nos pertence e, cada vez mais perturba a coesão europeia. Se não respeitarmos a nossa cultura e as idiossincrasias de cada país, mais facilmente em momentos de crise se denotam sobressaltos nacionalistas. Estes apenas surgem por um evidente acumular de desrespeitos pela memórias e culturas dos seus povos. Em Portugal vive-se igualmente esse desrespeito ao ignorar quase escandalosamente a nossa Língua Portuguesa e as suas enormes potencialidades, já comprovadamente experimentadas pelo nosso povo irmão, Brasil. Cada vez mais surgem nas academias do saber, estas que deveriam ser os últimos bastiões de defesa da língua, ataques ferozes por parte dos deslumbramentos anglo-saxónicos, muitas vezes impostos por responsáveis académicos que nada mais têm que vaidade e paradoxalmente alguma fraca auto-estima e/ou dificuldade argumentativa em defender aquilo que mais deveríamos amar em Portugal, a sua bela Língua!! Num mundo lusófono em crescendo, onde as relações económicas têm vindo a galopar entre os seus pares, onde o reconhecimento internacional perante a Língua Portuguesa tem sido inquestionável, não faz algum sentido o berço dessa mesma língua perpetuar ataques contra a sua génese. Deveria sim ser também uma estratégia do actual Governo a dinamização do valor que é o Português no Mundo, através do seu reconhecimento oficial em fóruns e organismos internacionais e pela adopção de uma estratégia no seio da CPLP do ensino do português de forma sustentada e eficiente. 
Se este Governo quer efectivamente implementar reformas, que as faça inclusivamente no Ensino Superior e regule e fiscalize o sector convenientemente (duas atribuições em que também aqui o Estado tem falhado), terminando com o rega-bofe do CRUP e das autonomias que têm obrigado a resvalar tanto a importância da língua portuguesa, como do interesse estratégico de licenciaturas e demais cursos superiores tão  necessários no nosso mercado de trabalho (com os resultados no desemprego e emigração  a que diariamente assistimos) para a valeta das nossas prioridades.
Por tudo isto e por se manter fiel às suas origens, à sua cultura e ao seu desígnio, felicito vivamente a Universidade de Coimbra que prefere ensinar estrangeiros a aprender português que toldar portugueses para falarem em inglês!!

terça-feira, junho 19, 2012

Investigação em Arqueologia - Divulgação


Com a famigerada crise, Portugal cada vez mais assiste a uma substancial diminuição de trabalhos arqueológicos de âmbito de investigação.  Aliás assiste grosso modo a uma substancial quebra da actividade arqueológica em geral, pelo que grande parte da classe profissional do sector ou emigrou ou mudou de ramo. Outros há ainda, pelo seu afecto e dedicação à Arqueologia, dão muitas horas das suas pretensas férias para trabalhos de voluntariado ou projectos de investigação a título gratuito, tornando esta actividade novamente um ensejo gracioso e amador. Exactamente por isto, enalteço os raros exemplos que ainda conseguem perdurar num país que abandona a Cultura e ilude igualmente os seus jovens, no seu percurso académico, dando-lhes no final do seu trajecto apenas  o Desemprego ou um convite para a Emigração.

Curso de Verão em Pré-História - Espanha

domingo, novembro 20, 2011

Adriano Moreira, uma homenagem dos Trópicos

E que justa homenagem!! Pese embora tenha sido ministro do Ultramar no regime do Estado Novo, já então este visionário Homem tentou criar condições para a existência de um ensino regular nas antigas colónias portuguesas em África, tentando que o ensino aí se democratizasse e fosse um factor de inclusão social. Foi Adriano Moreira o dinamizador/fundador do ensino universitário nas ex-colónias africanas de Portugal e foi alguém que sentia verdadeiramente a política como uma causa pública e que valorizou sempre a pessoa em detrimento das circunstâncias políticas.

domingo, julho 31, 2011

Pergunta ao professor

Senhor Professor Nuno Crato, bem sei que se encontra aos comandos da nossa Educação há muito pouco tempo, mas tenho uma dúvida que ainda não consegui ver dissipada nos últimos tempos. Prende-se com os graus académicos do nosso sistema de educação. Então o Ensino Secundário e Ensino Universitário, são graus distintos no universo da Educação? Se são e, se por ventura representam patamares diferentes no desenvolvimento cognitivo, social  e de competências do aluno, porque é possível no actual sistema a equiparação dos mesmos graus!! Sim. Em Portugal, é possível um aluno que tenha reprovado nos exames do 12.º ano, ou seja que ainda não tenha concluído o ensino secundário, matricular-se e frequentar o ensino univesitário? Parece-lhe um procedimento natural, justo e rigoroso para a correcta adequação e formação dos nossos estudantes, futuros profissionais? É esta uma cultura de rigor e exigência que queremos para os nossos govenrantes do futuro?