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segunda-feira, janeiro 05, 2015

Cabo Verde com novo impulso católico

 


No meio do Atlântico, a oeste do continente africano, ergue-se um arquipélago de 10 ilhas conhecido por Cabo Verde. Neste conjunto de ilhas descobertas por antigos navegadores portugueses, foi criada a primeira diocese em Santiago, em 1533 por cisão da arquidiocese do Funchal, tornando-se no mais antigo bastião da Igreja Católica em continente africano, por responsabilidade do reino de Portugal de então nas suas diligências junto de Roma.
Ontem, foi conhecido do Vaticano a nomeação do bispo de Santiago como o primeiro cardeal de Cabo Verde, D. Arlindo Furtado de 65 anos.
Antes de mais delongas, saúdo o seu cardeal católico, o país Cabo Verde e todos os irmãos e cristãos cabo-verdianos por este reconhecimento do Vaticano da importância que o país tem na implantação dos valores cristãos em África e na relevância que este cardeal poderá ter num equilíbrio mais justo entre o Norte e o Sul da geografia cristã.
Não poderia deixar de aqui citar algumas das sábias palavras deixadas por D. Arlindo Furtado após o conhecimento desta nomeação histórica.
«Eu acho que são essas duas coisas que se conjugam: o apreço pela história e pelo papel da Igreja em Cabo Verde e a integração de mais gente do Sul para a responsabilidade ao nível da Igreja Católica. A igreja em Cabo Verde tem uma história única em África e é o reconhecimento de uma história, de um trabalho e de um papel na sociedade cabo-verdiana e não só.» Citando Agência Lusa.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

segunda-feira, dezembro 17, 2012

O intolerável Passos Coelho

Disse o nosso 1º Ministro que pensionistas «estão a receber mais do que descontaram». Não questionando as fraudes sucessivas e massivas que têm assolado o Instituto da Segurança Social de onde muitos contribuintes retiraram chorudas reformas injustamente, mas concedidas pela inépcia e lascismo da classe política deste regime, como pela constante ausência de regulação e fiscalização (problema endémico na nossa economia, ou seja, incapacidade do Estado para regular e fiscalizar os sectores da nossa Economia) pergunto onde está mais uma vez o moralismo do nosso pater familias, do nosso farol governativo, da nossa estrela-guia para a refundação do Estado, quando permite que os nossos mais altos dignatários da Nação não descontem para a Segurança Social e possam aferir da sua reforma por inteiro, cumprindo apenas dois mandatos consecutivos num total de 8 anos? É séria e coerente esta afirmação de Passos Coelho quando o erro a existir esteve do lado da incompetência do Estado e seus serviços demasiadamente incompetentes e infinitivamente desinteressados pelo cumprimento da justiça social, querendo agora cobrar esta barbaridade com efeitos rectroactivos e, paralelamente protelando uma decisão sobre a imoralidade da acumulação de reformas da classe política? Lamento esta exteriorização do meu estado de alma, mas efectivamente este Governo defraudou por inteiro as minhas expectativas e, certamente as de muitos outros portugueses que viam nesta conjuntura de crise económica mas também crise de valores e de credibilidade da nossa classe política uma oportunidade de ouro para alterar o modus operandis do aparelho político do Estado e encetar profundas reformas na valorização da classe política, da sua credibilização e salvaguarda e ainda de melhor alcance da justiça. Foi afinal tudo um vazio de oportunidades e uma mão cheia de incumprimentos eleitorais que não mais nos podem instigar do que a revoltarmo-nos com quem nos governa. Se Passos Coelho tiver o azar de passar perto de mim e eu tiver a sorte de estar próximo de uma mercearia, cumprirei um dos seus desígnios e comprarei produto nacional, só não estarei minimamente preocupado se a fruta e os legumes entretanto adquiridos estiverem bem maduros!!!
 

sábado, dezembro 24, 2011

Reflexão no Natal sobre a Vida (Humana)


Há imagens que marcam e há momentos que nos inspiram. Este Natal lembrei- me de também homenagear causas e pessoas com as quais me solidarizo há já muito tempo. Recentemente de uma mãe que já fez muito pela vida e inclusivamente abdicou de muito da sua adolescência e juventude para poder dar à luz um filho,  recebi uma mensagem electrónica que trazia esta marcante fotografia. Ao ler passo a passo a informação que estava contida nesta simples imagem, fui-.me tocando pela sua mensagem. 
A escultura tentou reproduzir a ideia do arrependimento de uma mãe que aborta e do seu filho perdoando-a ainda assim pela sua atitude. A ideia destas jovens mães era a de alertar a sociedade eslovaca para o valor´inquestionável e inviolável da Vida Humana e, simultaneamente das graves consequências que este acto pode ter nas sua vida física e psicológica futura.
Quando assisto na televisão e em restantes órgãos de comunicação social a algumas campanhas cívicas em prol da defesa dos animais, arrepio-me, não por as achar irrelevantes, mas por sentir que a ordem de prioridades da nossa sociedade poderá estar um pouco distorcida. Noto que hoje em dia os jovens facilmente aderem a causas pró animais, anti-touradas, mas com muitas reservas se sentem impelidos a tomar partido pela causa da Vida Humana. Chocam-se facilmente por farpas espetadas no dorço de um animal de 600kgs, mas permanecem indiferentes ao terminar de uma vida intra-uterina de algumas gramas...Sinto-me até um pouco envergonhado por viver numa sociedade que hoje em dia, por exemplo já gasta mais em animais do que em bébés, como tão bem ironiza o cronista e jornalista João Miguel Tavares em «Cães como nós»

Ilustração de José Carlos Fernandes

Sei que o o pedido que faço pode parece inusitado ou até utópico numa sociedade embriagada pelo consumismo, exalando uma certa  plasticidade dos valores que nos deveriam valer para encararmos o futuro com mais objectividade, optimismo, mas sobretudo com dignidade, no entanto ainda acredito que há portugueses que em períodos festivos, também sabem deles fazer bons momentos de reflexão e ponderação, avivando o essencial do dia que celebramos e dos valores e sentimentos que nos deveriam guiar. Por isso, e por entender que não devemos ter todos uma vida de cão e que nem sempre os caminhos mais fáceis são aqueles mais recompensadores e dignificantes, podemos aproveitar para elevarmos este momento natalício a algo mais espirítual!!
Boas Festas.