A Inglaterra esgotou todo o seu argumentário, seja ele histórico, económico, mediático e até sentimental para assegurar a continuidade da Escócia no Reino Unido. Fala em coesão, união e em direitos já conquistados pela nação escocesa e até nas pensões de reforma. O antigo primeiro-ministro do Reino Unido e escocês, Gordon Brown dizia «Vamos construir o futuro juntos...não deixemos que o nacionalismo acabe com aquilo que construimos juntos, pelo sacrifício e pela partilha». Agora pergunto o que é que esta afirmação de Gordon Brown difere da continuidade do Reino Unido na União Europeia? Não tem o Reino Unido tudo aquilo por que clama, até uma moeda própria? O que faz falta a esta nação para que se sinta de corpo e alma integrado na UE e dessa forma trilhe o caminho da coesão, da solidariedade e da estabilidade europeias?
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sexta-feira, setembro 19, 2014
sexta-feira, dezembro 03, 2010
De Espanha nem bom vento, nem Mundial, nem água...
A expressão original dita «De Espanha nem bom vento, nem bom casamento». Adulterei essa expressão popular portuguesa pela perda da atribuição do Mundial de 2018, que depressa fez deluir a paz podre reinante entre os dois países ibéricos unidos para a realização deste evento. Aliás, essa paz podre, permitiu inclusivamente cobrir uma vasta amnésia sobre o porquê da comemoração do feriado de 1 de Dezembro, depressa posta a nu, com essa fatalidade da perda para a Rússia na gala da FIFA da organização do Mundial de 2018. Nem 24 horas passaram desde essa derrota diplomática ibérica no campo desportivo (apesar de pessoalmente achar que era a candidatura mais consistente), que imediatamente passámos a saber que nuestros hermanos nos desean quitar el agua del Tajo y Guadiana. Terminada mais uma parceria ibérica, voltámos a sentir pruridos e urticária quando ouvimos hablar castellano y de expressiones como iberia. Há coisas que nunca mudam!!!
quinta-feira, julho 15, 2010
Nacionalismos vs. Federalismo
Não pude resistir a transcrever um artigo de opinião de Henrique Raposo publicado no semanário Expresso, intitulado "A Espanha e a Catalunha", onde num texto sucinto, direto e abrangente coloca o dedo na ferida sobre uma das questões mais incendiárias da Europa de hoje, enaltecendo uma certa contradição nos ditames de Bruxelas relativamente ao caminho que deseja para o federalismo e o despotismo como trata estes "regionalismos".
Acrescento eu que os casos da ex-Checoslováquia e da ex-Jugoslávia nos poderiam servir de exemplo para escolher o tipo de Europa que pretendemos para o futuro.
Eis então o artigo de Henrique Raposo:
IV. Soluções para este problema? Provavelmente não existem soluções. Mas o problema talvez começasse a parecer mais simples se o debate europeu saísse da esfera da Democracia Europeia (que nunca ninguém viu) e se os europeus começassem a debater as formas de renovar as suas democracias nacionais (as únicas que existem) . Como salienta Pierre Manent, o Montesquieu possível do nosso tempo de "especialistas", os europeus têm de revitalizar as democracias nacionais e devem esquecer essa coisa da Democracia Europeia.
PS: nem por acaso, Xavi chegou a Madrid com uma bandeira da Catalunha .»
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