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quinta-feira, agosto 02, 2012

Mais Ricciardi

Se há uns tempos questionava se José Maria Ricciardi quando falava, o fazia enquanto banqueiro ou como português, no momento, pelas mais recentes afirmações estou mais inclinado para a versão Ricciardi, o português. Disse este homem de negócios o seguinte:
«Está na altura de pôr o crescimento na agenda.» e « sou banqueiro e sinto-me envergonhado pelas coisas que continuam a acontecer com determinados bancos.» in Expresso de 14-07-2012.

 Afirmações que darão, sem dúvida alguma,  que pensar aos actuais governantes nacionais.

domingo, setembro 19, 2010

Progressos ou Equívocos na Propaganda?


Quando vi pela primeira vez estes cartazes de propaganda do PCP, a ideia que me assolou inicialmente foi: "Ena, que progressos, já verbalizam a palavra patriótica"! Sim, porque os apologistas da pátria, eram vistos como fascistas, não se podia sequer pensar em tal vocábulo que, logo aparecia o lápiz azul a tirá-lo da nossa mente. Mas depois interroguei-me do porquê do e entre patriótica e esquerda! Afinal de contas, o patriotismo de um indivíduo não deve estar subjugado perante dictames ideológicos. Mas talvez para o PCP esteja sim, caso contrário não insinuava a existência de duas linha patrióticas: uma de direita, outra de esquerda. Agora volto a questionar se o PCP teve no seu passado recente, nomeadamente no processo do 25 de Abril, descolonizações, PREC e reforma agrária, uma visão patriótica de Portugal? Aliás, pergunto se nesse período, o facto de existir uma URSS e da mesma auxiliar no financiamento do PCP e de formar quadros políticos e, dessa forma de existir uma estreita colaboração entre o regime soviético e o PCP, não era sinónimo de uma eventual subjugação do partido comunista português ao partido comunista soviético e às directrizes emanadas pela IV Internacional (Comunista)?
Aliás o PCP persiste no Internacionalismo, segundo o seu próprio Programa:
«1.Partido político [PCP] e vanguarda da classe operária e de todos os trabalhadores, o Partido Comunista Português é um partido patriótico e internacionalista...
Internacionalista, porque partido dos trabalhadores portugueses cujos interesses se identificam com os interesses dos trabalhadores dos outros países na sua luta contra a exploração capitalista e pela emancipação da humanidade; solidário para com as forças revolucionárias; partido que intervém com inteira autonomia e independência no diversificado quadro das forças revolucionárias e progressistas mundiais, nomeadamente do movimento comunista internacional que se modifica com as mudançasda situação mundial e nos diversos países e regiões -inspira as suas posições e relações internacionais no internacionalismo proletário e se assume como um partido da causa universal da libertação do Homem.»
Bem sei que se apagou a chama da Guerra Fria, do Bloco de Leste, que o Muro de Berlim caiu, etc. e que a realidade mudou substancialmente desde 1990 para cá, no entanto pergunto se o PCP não persiste no Internacionalismo (Comunista) como sua  praxis política, questionando a autenticidade do emprego da expressão patriotismo entre as suas hostes? Afinal de contas nada me aconselha enquanto patriótico a promover, ou pelo menos a anuir Estados autoritários como são casos da Venezuela, Cuba, Bolívia, Coreia do Norte...
Ao menos fiquei com dúvidas da sinceridade da sua campanha, apesar de ver, em abstracto, com satisfação o emprego (ainda que mais dialéctico) da palavra patriótica.

terça-feira, agosto 31, 2010

DECO dá razão ao CDS-PP

Visto que o Governo nunca reconheceu a inépcia de ex-governador do Banco de Portugal, o socialista Vítor Constâncio e, a restante oposição andou sempre a reboque do CDS-PP sem que nunca lhe fosse dado o devido valor pelo trabalho político efectuado pelos democrata-cristãos nesta matéria, vimos agora, a posteriori um reconhecimento implícito da razão que o CDS-PP tinha na questão da supervisão da área fianceira em Portugal, com uma recente entrevista ao presidente da DECO, Jorge Morgado, onde o mesmo diz claramente que o Banco de Portugal é muito pouco proactivo na supervisão. Será apenas uma coincidência e uma conjugação de opiniões ou haverá ainda quem teime em reconhecer a vanguarda do CDS-PP neste assunto, levantando nomeadamente pertinentes questões associadas aos casos BPP e BPN à discussão na AR?
Numa coisa agradeço a Sócrates: contribuiu decisivamente para a saída de um incompetente de um alto cargo do funcionalismo público. Mas a questão é: e quantos coloca diariamente ao dispor do aparelho administrativo nacional?

sexta-feira, fevereiro 05, 2010

Quero o divórcio já.

Depois das recentes declarações do comissário europeu para os assuntos económicos, o espanhol Joaquín Almunia, está tácito e irrevogável o divórcio entre Portugal e Espanha. Nada como socorrermo-nos da velha e sábia gíria popular: de Espanha nem bom vento, nem bom casamento. É caso para dizer que com amigos destes, quem necessita de inimigos?