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domingo, fevereiro 12, 2012

Pela dignificação do trabalho em Arqueologia, faça-se o sindicato!

Os trabalhadores em Arqueologia podem finalmente manifestar a sua indignação perante as constantes condições de precariedade laboral de que sistematicamente são alvo, através de uma petição que se encontra a circular na rede subscrevendo para combater esse flagelo a criação de um sindicato no sector. Desta forma enceta-se a formalização de uma organização que visará pôr cobro à crescente degradaçãodas condições laborais em que se encontra a grande maioria dos profissionais em Arqueologia e/ou no Património Arqueológico em Portugal, sejam arqueólogos, técnicos de arqueologia e património, conservadores de restauro, professores, investigadores, antropólogos, topógrafos, etc.
Naturalmente que haverá outras necessidades no campo da Arqueologia em Portugal, nomeadamente da criação de uma Ordem Profissional, para regular a actividade, a deontologia, a formação e investigação, etc, mas feliz ou infelizmente a realidade e as suas premências ditam o presente e, nesta fatalidade parece inquestionável a urgência de elevar os padrões de qualidade ao nível do mercado laboral, deixando outras questões para mais tarde. O caminho faz-se caminhando e este é um primeiro passo para que a comunidade arqueológica em Portugal se una, lute pelos seus direitos e estabeleça doravante um discurso conjunto de credibilização do sector  para almejar não apenas os seus intentos mais latentes, como também o apoio incondicional da sociedade portuguesa no reconhecimento da sua importância para a preservação da nossa História, da valorização da Arqueologia e da produção de Conhecimento.

segunda-feira, setembro 12, 2011

Iniciativa da AAA - Alcáçovas


Enquanto alcaçovense por adopção e amigo e membro da AAA não podia deixar de aqui fazer publicidade a mais uma iniciativa desta organização associativa de índole cultural. Aqui fica o programa de um novo passeio cultural, desta vez até à bela localidade de Vila Viçosa.


quinta-feira, julho 28, 2011

Évora com Jazz


 Esta é uma excelente iniciativa local que deverá ser estimulada e ampliada no futuro. Felicito os seus mentores e organizadores. Évora carece cada vez mais deste tipo de eventos para dinamizar o seu centro- histórico, estimular os eborenses e cativar os muitos turistas que nos visitam.
A Câmara Minicipal de Évora neste evento, tal como a Associação Cultural Teatro do Imaginário estão de parabéns pela promoção e organização!

segunda-feira, julho 18, 2011

Os frescos Compadres do Fresco

Saúdo esta iniciativa encetada em conjunto pelas empresas Spira e Be Portuguese for One Day. E faço-o por variados motivos que julgo importante destacar. Em  primeiro lugar gostaria de salientar a qualidade e originalidade do conceito e do projecto. Sem qualidade não há sucesso!!
Depois, é uma iniciativa centrada geograficamente numa área economicamente deprimida. Falamos do Alentejo, região tradicionalmente votada ao abandono e com grandes dificuldades no recrutamento de tecido empresarial e de iniciativa privada. Acresce neste âmbito estarmos a falar de Alvito, concelho do distrito de Beja, com 2523 habitantes, populacionalmente o 2º mais pequeno de todo o Alentejo, apenas atrás de Barrancos, perdendo em 2011, comparativamente com o Censos de 1991, cerca de 6.13% da sua população. Por isto, já é um projecto vencedor, pejado de coragem e solidariedade territorial.
De seguida  evoco o conceito Compadres do Fresco pela área que abrange: Cultura. Este é um segmento pouco valorizado comercialmente em Portugal e ainda assim com muita margem de progressão, apenas ainda pouco conhecido. E como nós sabemos que os portugueses poucos riscos gostam de correr! A Spira e a Be Portuguese for One Day não enjeitaram a oportunidade e não recearam o risco. Parabéns! Acresce a essa condição, o acender do rastilho que esta parceria provocou com uma clara aposta na Cultura e no turismo daí decorrente. Esta é uma área que se complementa excepcionalmente com a actividade turística e hoteleira, logo é uma potencial âncora de desenvolvimento regional.
Saúdo ainda a recente iniciativa por dois outros motivos, distintos, mas muito relevantes para o que julgo importante alterar no paradigma cultural nacional: a humildade e simultaneamente a destreza de, aceitando as suas limitações no mercado, partir para a construção de parcerias no intuito de desenvolver o seu conceito, aprimorá-lo e fazê-lo chegar a mais destinos. Apenas juntos venceremos e, olhando meramente para o nosso umbigo e para um individualismo económico bacoco e inóquo, não teremos sucesso! Este gesto tem o ónus de servir de exemplo e de desbravar o inóspito caminho por que devem devem passar os agentes culturais do país. Por  último, esta iniciativa, tanto pelo que sei, é integralmente privada, pelo que lhe devo também por isso valorar qualidade. A área da Cultura é um segmento que tem vivido no nosso país sob o jugo e paternalismo estatal na pessoa do malogrado Ministério da Cultura. Assim, esta é uma viva e cabal demonstração que, trabalho, criatividade e cooperação na área da Cultura pode vingar sem necessitar impreterivelmente (como vemos ad eternum nalgumas instâncias) do caritativo selo estatal.  Faz-se e acontece Cultura desde que os seus agentes sejam criativos, empenhados, dinâmicos e cooperativos, na busca de sinergias e de nichos subvalorizados. Poderão viver da Cultura, assim desejem viver também para ela!!
Parabéns SPIRA e Be Portuguese for One Day pela ousadia, mas sobretudo pela coragem de seguir em frente quando o caminho não é absolutamente claro e recto aos nossos olhos. É preciso arriscar, predicado comum há 5 séculos atrás em Portugal, mas raro nos dias de hoje. Obrigado pelo idealismo e convicção que tanto falta fazem para superarmos a presente crise e que vocês se dispuseram a empregar. Enfim, frescos são, os Compadres do Fresco.