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quinta-feira, setembro 03, 2015

Subscrição pela restauração do Iº de Dezembro

Ocasionalmente vou reincidindo nesta temática por me ser muito especial. Como alentejano e como português patriótico e apreciador da sua história, cultura e identidade, parece-me inteiramente justa a reposição do feriado Iº de Dezembro que celebra a Restauração da nossa Independência. Este era o feriado dos feriados e como tal parece-me de todo inusitada a extinção do mesmo, ainda para mais vindo de partidos de centro-direita, tradicionalmente mais atentos aos valores históricos e morais de uma nação.
Como o feriado, findos os 4 anos da legislatura PSD-CDS se perdeu, não obstante a saída da Troika, o Movimento Iº de Dezembro, organização apartidária e cívica tenta por variadas formas repor a justiça. Assim, e como orgulhosamente faço parte deste movimento, promovemos uma petição na rede que visa arregimentar um número significativo de assinaturas de cidadãos portugueses para sensibilizamos o nosso Presidente da República e Deputados da Nação.
Quem se quiser juntar à nossa causa, pode aceder a esta página e assinar a nossa petição.
Desde já agradeço a todos quanto se solidarizaram e solidarizarão com esta nobre causa.

terça-feira, fevereiro 04, 2014

Refrescamento Partidário [Refundação do Centro-Direita]

Dos actuais 19 partidos políticos existentes pela chancela do Tribunal Constitucional, 8 deles são anteriores a 1980, ou seja 42% do nosso espectro partidário tem mais de 34 anos. E se é verdade que após 2000 fundaram-se 6 novos partidos políticos, estes ou resultaram das mais que habituais cisões da Esquerda, ou traduzem-se em movimentos políticos sectoriais ou de causas específicas, não congregando uma estratégia político-partidária necessária para corresponder  aos desígnios nacionais actuais. Asism, parece-me que o Centro-Direita está órfão de um verdadeiro partido político, visto que os dois partidos do actual Governo estão mais que vergastados pelos sucessivos escândalos e casos de incompetência, mas sobretudo por terem apostado numa deriva ultra-liberal afastando-se de prerrogativas ideológicas tão assumidas pelo Centro-Direita como é o caso, a título exemplificativo do Estado Social. Faltam valores nos dois partidos do Governo, escasseam militantes e governantes que estejam absolutamente livre dos interesse económicos e que possam decidir em consciência e pelo interesse nacional. Fazem falta neste país partidos que louvem o mérito, que tenham militantes com experiência profissional e desinteressados dos negócios de Estado. Fazem falta em Portugal partidos políticos que tenham uma verdadeira e ampla estratégia para o futuro de Portugal. Fazem falta partidos políticos que estejam conscientes que dar o exemplo para o país num momento de dificuldades, não é compatível com boys com chorudas remunerações, com negócios obscuros entre empresas do Estado, com elementos sem experiência profssional, com adjudicações directas, com falta de abnegação, com amadorismos, com falta de transparência, etc. Julgo que este poderia ser um momento crucial de se recentrar a Direita partidária em Portugal, aproveitando muitos notáveis e  personalidades descontentes do PSD, CDS-PP, MPT, PND, antigo MEP, ex. MMS para, à semelhança das pretensões da Esquerda portuguesa, congregar vontades e recursos num projcto viável e esperançoso para Portugal e avançar com uma verdadeira alternativa ao Liberalismo que neste momento deveria ter voltado para a gaveta dos conteúdos ideológicos partidários.
Para finalizar esta muito breve reflexão, deixo aqui três notas que eventualmente servirão para aguçar a curiosidade e discussão dos caros leitores:

* registo uma entrevista dada na TVI 24 aos programa Olhos nos Olhos por Judite de Sousa e Medina Carreira a Manuel Monteiro antigo presidente do CDS-PP, de onde retiro a excelente forma deste político e sentido de oportunidade sobre os temas abordados, bem como dou nota de mais um excelente recurso humano do espectro da Direita política desaproveitado pelas elites políticas do país.
*registo que no momento em que o antigo bastonário da Ordem dos Advogados Dr. Marinho e Pinto acedeu a dar o corpo ao manifesto por um partido político (MPT) para enfrentar uma difícil batalha eleitoral (Europeias 2014) muitas outras personalidades impulsionadas pela actual conjuntura política e económico-financeira e pelo chamamento da sociedade civil para participarem activamente no comando do país, poderão estar muito mais sensíveis e receptivas à participação em projectos políticos, o que saúdo.
*recordo um extinto PDC - Partido da Democracia-Cristã que em muito boa hora poderia aparecer para reocupar um espaço que já foi parcialmente seu e neste momento está õrfão de representatividade partidária.




terça-feira, setembro 11, 2012

Um partido manietado, um pais suspenso.

Hoje tivemos, nós portugueses, o privilégio de ouvir umas palavras do exmo. sr. Ministro dos Negócio Estrangeiros, dr. Paulo Portas sobre um novo pacote de medidas de austeridade. Disse exmo. senhor que é além de Ministro dos Negócios Estrangeiros, é Ministro de Estado e líder do 2º partido da coligação, vulgo CDS-PP. Disse que vai ouvir os órgãos do partido, ponto. Mas pergunto eu na minha mais santa ingenuidade, a perguntar não devia ter sido antes da tomada de posição pública do Governo para melhor garantir a estabilidade da governação? Ou sabe de antemão que os respectivos representantes da Comissão Política Nacional e Conselho Nacional são favoráveis? Admito que a uma substancial maioria dos membros da CPN e do CN do partido vivam directamente do facto do CDS estar no poder, seja como deputados, assessores, representantes de empresas públicas, etc, mas será isso suficiente, para que abdiquem das mais básicas noções de solidariedade e de coerência perante os portugueses e votem favoravelmente este pacote explosivo de ataque à sobrevivência dos cidadãos portugueses? Será que na hora de decidirem entre os portugueses amarfalhados por entre dívidas, impostos e incertezas, optarão por um simples gesto de atenção para com eles, ou resignarão ao óbvio pela manutenção das suas mordomias, luxos e ordenados? Quero crer que decidirão em consciência pelo respeito da dignidade humana, pois é precisamente o que está aqui em causa e que demonstrarão a Portas que este terá de ser mais criterioso nas relações da coligação, terá de ser mais presente perante os portugueses, terá de ser mais cúmplice de quem o elegeu, no partido e no país. O país está suspenso e um partido manietado, mas para o bem da causa pública, deve o CDS saber tomar o seu verdadeiro lugar nesta governação e ser fiel aos seus principíos ideológicos e ainda mais ao programa eleitoral que o levou ao poder. Tenho fé, muita fé, porque cada vez mais a política e o destino do país,  já não passam de profissões de fé.
 

terça-feira, agosto 28, 2012

Notícia antiga, mas verdadeira?

 
Desconhecia em absoluto o teor desta notícia. Não posso sequer conceber a ideia do Governo para adoptar esta medida. Enquanto a tendência geral nos países desenvolvidos é de criar meios de proximidade para os seus cidadãos/utentes, nomeadamente na implementação de logisticas mais avançadas para o tratamento in situ dos pacientes, no estrito cumprimento do dever de um Estado que é o de dar assistência aos seus cidadãos e zelar pela Vida Humana, o governo português envereda pelo oposto, na tentativa de poupar uns euros. Não acredito que a política deste Governo possa ser meramente orçamental e financeira em áreas tão sensíveis e respeitantes da dignidade humana como é a Saúde. Faço votos que esta notícia não tenha tido consequências práticas e que o Governo tenha devidamente ponderado os prós e contras desta atitude. Caso contrário, apelo veementemente aos dirigentes locais dos partidos do Governo que defendam antes dos seus partidos o interesse das suas populações e façam sim este saudável e avisado lóbi perante os máximos responsáveis políticos e governativos sobre tamanho erro político. Apelo assim às estruturas concelhias e distritais do CDS e PSD para que com a sua tenacidade e dialéctica argumentativa convençam os decisores a voltarem atrás!!
 

sábado, setembro 03, 2011

Dinheiros públicos vs. gestores públicos vs. crise pública

Assim numa primeira impressão tomada pelo título da mensagem, parece sensato sugerir ao actual Governo a devida ponderação acerca dos vencimentos anuais dos gestores públicos (com e sem prémios). Neste sentido, parece-me justo admitir que muitos dos chorudos vencimentos dos respectivos gestores públicos não estão compatibilizados com a realidade económica do país. Vai daí que entendo que muitos deles devam aceder à consequente avaliação e redução das suas remunerações, fazendo por isso parte da solução e não do problema do endividamento público. É fundamental que um Estado que tenha contas deficitárias, que tenha sido socorrido por ajuda externa e aumentado as contribuições dos contribuintes, se sinta no dever moral e não só, de dar o exemplo no rigor e na moderação da gestão do erário público. O acto de alienar as suas participações em empresas privadas ou simplesmente privatizar outras, não encerra o problema da moralidade dos salários excessivamente altos que ainda financia despudoradamente...até porque muitos dos gestores públicos ainda no seu cargo, contribuiram para o aumento do défice e não para o desejável oposto.

terça-feira, abril 26, 2011

Há uma 3ª via.

«O eleitorado percebe que o PS é um prodígio de incompetência. O eleitorado gostaria de perceber que o PSD é outra coisa. Não se vê como (...) O PSD decidiu empenhar-se numa série de acções suicidas destinadas a provar que talvez não valha a pena arriscar a mudança.» Alberto Gonçalves in "Diário de Notícias".

quarta-feira, março 23, 2011

Desrespeito e mau perder

«O último sinal do ponto a que chegámos aconteceu hoje.
O primeiro-ministro saiu mal o debate começou, apesar do país estar à beira de uma situação gravíssima.
O primeiro.ministro às  8h.00 da noite estará na televisão. Ou seja, o primeiro-ministro com o país como está, continua a preferir a propaganda às instituições». Paulo Portas, na AR - 23-03-2011.

Por mais que que o indessejasse, tenho que anuir no raciocínio de Jorge Miranda que diz que o estado do país reflecte a mediocridade dos seus políticos.
Sem dúvida, uma caricatura de primeiro-ministro, num país de faz de conta.

quinta-feira, janeiro 20, 2011

CDS contra novo Código Contributivo

O CDS-PP, através da presente petição intitulada «Petição Código Contributivo, nem obrigado», solicita à Assembleia da República que seja revisto o gravoso aumento das prestações para a Segurança Social previsto no novo código.
Quem será mais penalizado com estes escandalosos aumentos, ainda para mais na conjuntura em que vivemos, são os jovens a recibo verde, as pequenas e médias empresas, os agricultores, prestadores de serviços, os comerciantes e os empresários em nome individual.
Quem concorda com esta tentativa de impedir a viabilização deste choque contributivo, poderá assinar a petição supracitada, clicando sobre o seu título.

sábado, novembro 06, 2010

Resumindo um país.

«No Portugal de Sócrates o soberano deixou de ser o povo, passou a ser o credor». 
Paulo Portas, na AR, dia 2 de Novembro de 2010

sábado, setembro 25, 2010

Qual PEC, qual redução da despesa...

Foi necessário que a deputada centrista Cecília Meireles denunciasse este escandaloso caso para que ontem o ministro das Finanças em conjunto com a ministra do ambiente criassem uma portaria especial conjunta para suspender esta decisão!! Então mas pergunto muito candidamente, o que é que este Governo faz para combater o défice público, além de ameaçar com novo aumento de impostos?  Repetidamente aqui pergunto não deviam os exemplos vir de cima? Não devia este governo dar um sinal claro às empresas públicas ou com particpações públicas de contenção de despesas? Não vai Sócrates dizer certamente que estas eram medidas excepcionais que gerariam retorno no futuro próximo, que ninguém acreditará. Aliás, acho que muito pouca boa gente ainda acreditará neste Primeiro-Ministro. Sinceramente como podemos ter confiança e esperança num Governo que se apressa a corrigir os devaneios das suas empresas, apenas e só por denúncia de um partido da oposição, insinuando uma série de irresponsabilidades e incompetências daí decorrentes?

terça-feira, agosto 31, 2010

DECO dá razão ao CDS-PP

Visto que o Governo nunca reconheceu a inépcia de ex-governador do Banco de Portugal, o socialista Vítor Constâncio e, a restante oposição andou sempre a reboque do CDS-PP sem que nunca lhe fosse dado o devido valor pelo trabalho político efectuado pelos democrata-cristãos nesta matéria, vimos agora, a posteriori um reconhecimento implícito da razão que o CDS-PP tinha na questão da supervisão da área fianceira em Portugal, com uma recente entrevista ao presidente da DECO, Jorge Morgado, onde o mesmo diz claramente que o Banco de Portugal é muito pouco proactivo na supervisão. Será apenas uma coincidência e uma conjugação de opiniões ou haverá ainda quem teime em reconhecer a vanguarda do CDS-PP neste assunto, levantando nomeadamente pertinentes questões associadas aos casos BPP e BPN à discussão na AR?
Numa coisa agradeço a Sócrates: contribuiu decisivamente para a saída de um incompetente de um alto cargo do funcionalismo público. Mas a questão é: e quantos coloca diariamente ao dispor do aparelho administrativo nacional?

quinta-feira, julho 22, 2010

Agricultura - Sugestão ao CDS-PP

EStava a pensar que o CDS-PP podia dar mais uma pequena ajuda aos agricultores nacionais e, à semelhança do que o Estado faz com os contribuintes que se atrasam nas suas prestações mensais da Segurança Social, exigindo juros de mora por cada mês em atraso, podia exigir ao Estado Português equidade no tratamento e, dessa forma cobrando-lhe juros de mora por cada mês que este se atrasa na entrega dos subsídios comunitários destinados aos agricultores para o desenvolvimento rural. A essência desta medida não é aumentar a remuneração aos agricultores, mas sim dar-lhes a possibilidade de uma vez por todas receberem a horas o dinheiro que lhe é devido e, que muitas vezes por chegar atrasado hipoteca a viabilidade de muitas micro e pequenas empresas do sector. Seria esta mais uma forma de auto-disciplina moral do Estado perante o cidadão, neste caso com claras vantagens económicas para o país.

domingo, abril 04, 2010

Passos Coelho assusta Associações de Famílias Portuguesas

Para o PS não podia haver pior notícia que a recente DECLARAÇÃO DO CONSELHO DIRECTIVO
DA UNIÃO DAS FAMÍLIAS PORTUGUESAS, onde é realçado o posicionamento da nova direcção do PSD. Não bastaria o PS ser o mais pioneiro(ou radical) e vanguardista no que toca a valores sociais e de família, agora arranjou um siamês, pronto a fazer-lhe sombra e, neste registo a presumir-se um feroz acto canibalista entre estas duas forças partidárias. Afinal, lutam ambas para o mesmo espaço político-partidário. Se todos nós sabíamos de antemão que nesta Europa Ocidental onde há Social Democracia, não há Socialistas e vice-versa(basta ver o exemplo alemão onde a oposição de Esquerda da CDU, democrata-cristã é o SPD, social-democrata), ficamos a saber agora que os objectivos de Passos Coelho são bastante ambiciosos, ou seja, o esvaziamento do PS, tornando o PSD no grande partido de centro-esquerda de Portugal. Admito que apesar de ser um patamar audaz, pressupõe uma leitura correcta do enquadramento político-ideológico do eleitorado português, com cerca de 60% do capital absoluto de votantes. Sim, Passos Coelho, sabe que caminhando nesta época pelos trilhos da Direita, poucos dividendos traria à causa, acrescida  de dificuldades, após as suas derrotas aquando do referendo para a despenalização do aborto e da votação na AR sobre os casamentos entre casais do mesmo sexo. Como consequência, Passos Coelho irá dar gratuitamente algum eleitorado mais conservador ao CDS-PP e irá tentar recuperar essa perda com uma forte aposta no eleitorado PS, e quiçá até mesmo BE. A luta entre estas três forças partidárias doravante irá trazer amargos de boca a alguma delas, mas a qual delas, isso só o tempo o dirá!! Uma coisa parece indiscutível, a estratégia de PSD, PS e BE vai passar a ter um crivo bem mais depurado, pois qualquer erro, por mais pequeno que ele seja, dará votos aos adversários directos, pondo, no limite a sobrevivência de uma delas em causa...