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terça-feira, novembro 04, 2014

A Europa e a fábula dos três porquinhos [Tribuna do Alentejo]

Caros leitores e amigos, deixo-vos com a ligação para o meu segundo artigo que aborda novamente o tema da Europa, mas incidindo agora num plano de futuro com vista a ultrapassar as actuais divergências comunitárias e, sobretudo políticas. E aproveitando a fábula dos três porquinhos, esperemos que doravante a casa europeia seja bem robustecida e ofereça maior resistência a muitos lobos maus que a vão pairando pelas imediações.
 
Aqui fica a ligação para o TRIBUNA DO ALENTEJO com o texto na íntegra. Opinem, critiquem e ajudem esta opinião a ser aprimorada!

terça-feira, outubro 21, 2014

Europa Anquilosada [Tribuna do Alentejo]

Aproveito para publicitar neste blogue o meu primeiro artigo escrito para o jornal alentejano Tribuna do Alentejo. Este texto disserta um pouco sobre alguns males de que padece esta UE e de que necessita de retornar à fonte de forma a que possa assegurar a continuidade do interesse deste bloco político-económico. Há diferenças entre a actual Europa e aquela que em 1993 subscreveu o Tratado de Maastricht e, parece-me que desde então aos nossos dias falta solidariedade, falta coerência e vontade de assumir os objectivos comuns de outrora e sobretudo da ausência do respeito pelas diferenças de cada Estado. Tudo isto e um pouco mais de actualidade no artigo publicado no Tribuna do Alentejo, no passado dia 19. Espero que gostem!!

sexta-feira, setembro 19, 2014

Escócia vs. Inglaterra vs. UE [Curtas]

A Inglaterra esgotou todo o seu argumentário, seja ele histórico, económico, mediático e até sentimental para assegurar a continuidade da Escócia no Reino Unido. Fala em coesão, união e em direitos já conquistados pela nação escocesa e até nas pensões de reforma. O antigo primeiro-ministro do Reino Unido e escocês, Gordon Brown dizia «Vamos construir o futuro juntos...não deixemos que o nacionalismo acabe com aquilo que construimos juntos, pelo sacrifício e pela partilha». Agora pergunto o que é que esta afirmação de Gordon Brown difere da continuidade do Reino Unido na União Europeia? Não tem o Reino Unido tudo aquilo por que clama, até uma moeda própria? O que faz falta a esta nação para que se sinta de corpo e alma integrado na UE e dessa forma trilhe o caminho da coesão, da solidariedade e da estabilidade europeias?

domingo, abril 21, 2013

Propostas para período de transição - PAC

Deixo aqui a ligação ao PDF que reporta às novas regras a serem ultimadas para o período de transição entre quadros comunitários. O cito está em inglês, mas penso ser de toda a importância para os agricultores e demais agentes ligados a esta actividade, a sua leitura atenta.
Deixo também aqui uma breve mas elucidativa síntese da autoria da AJASUL sobre o documento elaborado pela União Europeia.

terça-feira, janeiro 29, 2013

Agricultura Biológica Europeia - Participação Cívica

Para os interessados no tema da Agricultura Biológica que decorre um pouco por todo o espaço europeu, sinal do fervoroso desejo dos europeus de garantirem o equilíbrio ambiental do seu território e, simultaneamante de assegurarem a qualidade da sua alimentação, deixo aqui a ligação para um inquérito aberto ao público em geral (cidadão comum, empresas do sector, cooperativas, entidades públicas, etc) que trata de forma abrangente a questão dos produtos biológicos e suas apostas futuras, quer ao nível da fiscalização/controlo, investimento e estratégias extra-europeias. Julgo ser do mais elementar interesse que nós portugueses, participemos nos anunciados fóruns de debate e de desenvolvimento de temas europeus, de forma a evidenciarmos, por um lado o interesse na construção europeia, por outro a realçarmos o nosso conhecimento sobre os temas que assistem as necessidades económicas da União Europeia. Era bom que de uma vez por todas, não queiramos ser meros espectadores sentados e passivos deste modelo de construção europeia e de temas subjancentes ao nosso dia-a-dia tal como a agricultura e tudo o que ela envolve.

terça-feira, janeiro 31, 2012

O cerco do neo-colonialismo alemão


Sei que a Grécia não deixará que esta tentação autoritária e neo-colonialista alemã passará, já mais dúvidas tenho de Portugal, sobretudo pela sua tácita postura de yes man e de subserviência bacoca e despiciente.

domingo, dezembro 18, 2011

Uma (1ª) vitória para Cristas

Ao saber que Portugal viu aumentada a sua quota pesqueira para 2012 em 6% do valor total, fiquei agradavelmente surpreendido por ver que afinal ainda temos políticos que não se vergam aos interesses europeus e que também têm os seus trunfos negociais.  Ao contrário de outros executivos, que se limitavam a conter estragos e a evitar descidas tão abruptas nas nossas quotas, alegando a ladaínha do costume e não colocados numa posição de fraqueza e de dependência económica como está este Governo da Troika, a ministra Assunção Cristas almejou parece-me a mim (e ao presidente da Associação de Amadores de Pesca Industrial, Miguel Cunha) um justo valor para a nossa realidade pesqueira e sobretudo para os anseios da nossa frota.
Mas este sinal positivo não poderá ficar isolado e, por isso deixo a nota que deverá o seu gabinete persistir neste caminho de defesa indefectível dos interesses nacionais. Com isto quero dizer que a aposta deverá ser sempre no reforço das nossas capacidades de produção e, para tal assegurar as melhores condições de laboração à indústria pesqueira pois, caso contrário, podemos ter até muitas quotas e depois deixamo-las de atingir sequer por falta e meios para tal. Logo deixando de produzir,  passaremosa importar e aí entre logo a lógica da descompensação da balança comercial. Acresce a tudo isto segundo pareceres ambientais que temos conseguido reequilibrar muitos dos stocks de espécies piscícolas e termos uma das maiores ZEE  -Zona Económica Exclusiva. Exorto o ministério a preparar bem este dossiê e a reforçar as capacidades futuras de produção do nosso país neste âmbito para em sede da UE termos justos argumentos para ombrear com os nossos colegas quotas de produção. Se tem faltado ainda hoje um Plano Nacional Agrícola  para sustentar o correcto dsenvolvimento agrícola no país, o mesmo se passa com o sector das Pescas. Devemos e podemos fazer melhor para estimular um sector do mar de que tanto se grangeia agora. É um imperativo dos nossos governantes incentivarem a produção nacional e, neste caso a indústria do mar para mais rapidamente ultrapassarmos esta crise e sermos um país de referência empresarial. Mas como se diz em gíria popular, o caminho faz-se caminhando e, este apenas agora se inicou...

sábado, outubro 29, 2011

O pós do Pós-Troika

Como será o pós-Troika a que Portugal está neste momento acorrentado? Será que nos conseguiremos safar de mais esta ingerência externa, depois de novamente reveladas da pior forma, as fragilidades e incompetências dos nossos órgãos de administração central? Será que sairemos deste colossal atoleiro económico-financeiro com graves repercussões sociais para as próximas gerações? Conseguiremos sair vencedores e ser retratados como um case-study da resolução da crise financeira mundial? Teremos que sair da Zona Euro? Seremos ainda e sempre um país por concretizar? São muitas interrogações às quais não tenho resposta e, muitas delas também levantadas após o visionamento de um excelente vídeo designado por Pós Troika.


Esta surpreendente criação, feita por juventude, criada de forma simples, revelando pesquisa documental e histórica, com um sentido crítico apurado, com excelente grafismo e com um pura demonstração de espiríto de iniciativa traduziu-se num discurso apelativo, capaz de catapultar a sociedade portuguesa para reflectir e ajuizar sobre o futuro de Portugal. Este trabalho tendo também um toque de sátira e ironia, relembra um pouco a velha escola teatral de Gil Vicente, onde a máxima das suas criações era «Ridendo Castigat Mores», ou seja a rir se corrigem os costumes. Se serão corrigidos não sei, mas que foram assinalados os maus costumes, disso não teremos dúvidas.
Por fim deixo um desafio aos autores deste valioso trabalho. Que ao contrário da Geração à Rasca e das Manifestações dos Indignados, não se resuma a fazer o diagnóstico, mas queira ir mais além e participe dessa forma num compromisso de superação dos problemas tão bem elencados, com um acrescido esforço de criatividade, solidariedade e empenho colectivos.

sábado, julho 30, 2011

De pepino em punho...

nem todos fazem salada!!
Como sempre, uns ganham realmente e outros virtualmente. Culpa da Europa, que se diz solidária, integradora, séria e isenta  e, no recato doméstico, da inércia e indiferença e, por vezes da incompetência dos nossos governantes.
Segundo notícias de jornais (que nem sei se são as mais actualizadas quanto ao prejuízo dos empresários portugueses) Portugal tinha ficado lesado na sua agricultura com a problemática da bactéria E-coli num valor que atingiria os 5 milhões de euros. Segundo também notícias de jornais, a nossa vizinha Espanha teria ficado lesada num valor que ascendia aos 54 milhões de euros. Ora se Portugal viu esse valor coberto pelos montantes determinados recentemente pela UE, a Espanha viu o valor do seu prejuízo integralmente coberto e mais um bónus de 29.5% sobre esse valor reclamado.
Resumindo, quero negociadores destes no nosso Ministério da Agricultura. Fica a sugestão para a Ministra Assunção Cristas.

segunda-feira, abril 25, 2011

Espaço Lusófono - Oportunidades de Negócio

Se em momentos económico-financeiros mais pacíficos este seria um apetecível mercado para expandir negócios, hoje, mais do que nunca esta plataforma liguística com mais de 200 mihões de cidadãos, goza de um estatuto e de uma importância inegável para empresas e países que queiram internacionalizar-se no mercado das exportações, por exemplo. Nesta entrevista patrocinada pelo Diário Económico a Joanna Kuenssberg O’Sullivan, encarregada de negócios do Reino Unido em Portugal, está patente uma frontalidade quase chocante desta responsável de terras de sua majestade, face à inércia com que Portugal e o seu corpo diplomático têm tratado a questão económica além fronteiras, na demanda de novos mercados e, neste caso especificamente, do aprofundamento das relações económicas bilaterais entre Portugal e os Estados da Lusofonia. Admito e reconheço o esforço do Primeiro-Ministro cessante em aumentar a capacidade exportadora nacional e em diversificar simultaneamente o destino das mesmas exportações( ainda que Venezuela, China, Líbia, Argélia, Emirados Árabes Unidos, entre outros, sejam parceiros de dúbia honorabilidade e com pouca relação histórico-económica) no entanto não poderia deixar de fazer um reparo a quem entendo que competiria essa função, ao corpo diplomático nacional (vidé este exemplo britânico) e concretamente ao Ministério dos Negócios Estrangeiros(será tão confusa a interpretação da designação e atribuições deste ministério?). Assim, ao Primeiro-Ministro foram incumbidas delegações que eventualmente o terão desconcentrado ou desgastado para outras lutas e desafios mais apropriados. Ao invés, enquanto outros países se preparavam para "assaltar" esta oportunidade de negócio e encetar parcerias (vidé o caso da China, presente vigorosamente  em toda a Lusofonia) com estados lusófonos, Portugal e seu Ministério de Negócios Estrangeiros, entretinha-se com os périplos europeus/comunitários, muito assertivos, liderantes e visionários sobre a Economia Mundial e Solidariedade no aprofundamento do espirito e construção europeias que tão bons resultados obteve.

segunda-feira, outubro 25, 2010

FMI em Portugal - uma solução adiada

Tivemos em Portugal a intervenção do Fundo Monetário Internacional em duas ocasiões. Uma em 1977 e outra em 1983. Em ambos os casos este organismo interveio no país por este não conseguir obter crédito e empréstimos externos para executar as suas dívidas correntes, caindo dessa forma na bancarrota. Simplificando o discurso, o FMI interveio nestas duas ocasiões em Portugal por este país se encontrar no estado a que agora chegámos. Ou seja, mais cedo ou mais tarde ele voltará a dirigir-nos as finanças e a obrigar os portugueses a novas medidas restritivas social e economicamente. Mas a questão principal que deverá ser colocada é se esta vinda será decisiva e definitiva para salvar as contas públicas portuguesas??
Decisivamente não. E porquê? Porque Portugal aquando da 1ª intervenção do FMI, através dos seus generosos, dotados e empreendedores políticos/governantes fez um trabalho tão brilhante que este organismo, passados 6 anos estava cá novamente. E, suponho que no meio disto, haverá a argumentação que desde a última vez que o FMI cá esteve a a actualidade, já decorreram 27 anos. Pois é!! Mas não nos podemos esquecer que tínhamos entrado para a então CEE em 1986 e vinha dinheiro a rodos que serviu para tapar esses buracos. Além disso, não é qualquer país que se pode orgulhar de já ter tido o FMI por 2 vezes no seu caminho, com fortes probalidades de vir aí uma terceira incursão.
E agora nem temos políticos melhores, nem mais dinheiro para tapar esses "pequenos buracos" que quem nos governa teima em abrir nas finanças públicas, ou seja, mudamos por nossa iniciativa, portugueses, ou teremos indefinidamente um futuro adiado!!! Podemos até ter que nos acostumar a gerir a despesa de forma mais eficaz e rigorosa à boa maneira germânica, no entanto para tal é fundamental mesmo ter quem execute sabiamente essa obrigatoriadade, esse desígnio nacional. Para isso, a opção a tomar parte pela dignificação da classe política portuguesa e, pela formação de uma elite intelectual activa e com força na opinião pública nacional. Julgo que com estas premissas o futuro deste país inacabado, ficaria mais perto do horizonte.

domingo, outubro 17, 2010

IV República

Já não é com militares que vamos lá. Teremos que ser nós a lutar!!
O país so terá futuro com as gerações mais velhas a deixarem de acreditar que a geração das proprinas e das pga´s não era a geração rasca. Pois, na verdade, é essa a amorfa classe que vai vivendo alienada, como que incólume a esta convulsão social e degradação política, quando ao invés, era quem teria de rasgar o actual fado de que temos padecido.Não são os lutadores de Abril que terão que fazer a nova República. Esses já tiveram as suas conquistas. Nós, apesar de educados numa sociedade da oferta, do consumo e do facilitismo, temos que saber dar valor à vida, às dificuldades e ultrapassá-las com sabedoria e empenho. Temos que ser nós a mostrar que não somos as ovelhas obedientes e estupidificantes que os vários governos nos quiseram formar e que temos capacidade, tenacidade e sobretudo desejo de tomar o rumo deste país chamado Portugal. Quando Homem sonha, a obra nasce, já dizia o poeta...pois então sonhemos poder mudar o destino desta nossa pátria, não fiquemos sentados no sofá a ver na TV o que se passa lá fora...já chega de conformismo!!! Estou optimista porque sei que este caduco regime irá cair de podre... mas a maioria dos portugueses não poderá ficar à espera que ele cai, quando sabe que está preso por um fio na árvore!! A IV República é cada vez mais uma realidade e os portugueses começarão a querer fazer parte dessa mudança e a desejar ser protagonistas dessa mesma obra. Deixarão de se limitar às críticas na imprensa, no café, nos blogues, nas redes sociais, e passarão a outra fase, da acção, da reposição da liberdade e da democracia em Portugal. Já constatámos que, não obstante décadas de denúncias de corrupção, de escândalos, de promiscuidades entre o poder político e o poder económico, esses sectores não alteraram o seu comportamento, passando um atestado de incompetência aos portugueses que se alienaram à indignação perante tais actos. Como se não bastasse, ainda nos pretendem mais ordeiros e menos expeditos, dando-nos o rebuçado da educação, formação e habilitação com programas a la carte tipo Novas Oportunidades. Mas enganam-se aqueles que confiaram que a geração que designaram de rasca e individualista, à semelhança das gerações mais novas da sociedade ocidental, ficaria impávida a aguardar pela delapidação do país. 800 anos de história e muito sofrimento permeio, dão um enorme poder de encaixe, mas simultaneamente capacidade de intervenção in extremis, para resgatar o país das trevas em que episodicamente algumas elites o teimam colocar.
Não haverá um revolução de Esquerda ou de Direita, haverá sim uma Unidade Nacional na contestação pela Dignidade de Portugal e pela Esperança no seu Futuro. Esse argumento é muito mais forte do que tudo aquilo que separa activistas políticos e todas as corporações/associações/instituições que se vêm agora, mais que nunca ameaçadas pelo sufoco financeiro e institucional em que este Governo nos colocou.
Terminando e, repetindo-me novamente, teremos de ser nós a empreender esta façanha, pois não é, obviamente o FMI e a UE que trarão novos ventos de mudança para Portugal. Aquilo que eles nos têm para oferecer são medidas avulsas e pontuais, nunca a panaceia dos nossos males. A mentalidade entranhada na nossa sociedade, que nos esmaga, nos agrilha, só poderá ser alterada se vier de dentro, da vontade expressa e inequívoca do povo português. Se este está saturado, e bem sei o paciente que sabe ser, deste status quo, é a ele que caberá esse ónus de protagonizar a mudança. A UE e o FMI dar-nos-ão o remédio habitual e temporário, divisa, nunca nos darão uma mentalidade diferente da que temos tido até à data. Tivemos as matérias-primas da costa ocidental africana, tivemos as especiarias da Índia, o ouro do Brasil, o petróleo e os diamentes de Angola, os QREN´s e agora não temos mais nada onde nos encostarmos. Só cresceremos quando deixarmos de pedir o peixe e quisermos aprender a pescar e é esse o desafio que faço aos portugueses ávidos de mudança. Não deixem mais que a classe política portuguesa brinque com a nossa dignidade e ponha em causa a nossa inteligência.


«O lugar que ocupamos é menos importante do que aquele para o qual nos dirigimos .»
Léon Tolstoi