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segunda-feira, janeiro 06, 2014

Eusébio, simplesmente Eusébio!!







Aqui deixo uma singela homenagem a um homem dum Portugal maior (citando Carlos Queróz). Esta figura máxima do século XX português, foi um maestro dentro de campo capaz de driblar todas as dificuldades por que passavam as suas equipas. Eusébio foi rei e senhor em seu tempo de jogador e pela sua excepcional capacidade futebolística e humildade e simplicidade de carácter foi sempre um dignissímo embaixador português no Mundo e apreciado e respeitado por todos os seus pares no desporto-rei. Obrigado Eusébio pelo que fizeste pelo nosso país e pelo futebol mundial. És uma figura ímpar do nosso cantinho e incontornável no mundo do futebol pela forma genuína como sempre o encaraste. Esta noite uma estrela nova e maior brilha no céu e está por tua conta.

quarta-feira, fevereiro 27, 2013

Passos largos pela Lusofonia [A Bola]

Cortesia jornal A Bola


Não é facto inédito, nem será a derradeira oportunidade de acentuar as relações lusófonas entre países com tanto em comum. Aliás, o mundo global do século XXI tem o ensejo de reaproximar blocos linguísticos que se tornarão inevitavelmente blocos económicos de relevância internacional. Felicito o jornal A Bola por esta epopeia e desafio empresarial que certamente vingará pela qualidade do seu trabalho e pelo interesse que o povo moçambicano tem tanto no desporto, como pela sua linha editorial e até pelo próprio interesse e conhecimento do desporto luso. Já com a experiência angolana parece ter frutificado esta aposta!!
Agora fica ainda mais uma vez o alerta para os responsáveis governativos para a defesa intransigente da nossa Língua Portuguesa, tanto pela sua correcta aplicação no nosso país e sua valorização entre portas, bem como pela sua conveniente projecção internacional, seja por via de maior dinâmica da CPLP, seja por uma política concertada com congéneres lusófonos junto das organizações internacionais (UE, OMC, ONU, OCDE, OTAN, UNESCO, etc) para acelerar a oficialização do português enquanto língua de trabalho nesses respectivos órgãos.

quarta-feira, agosto 01, 2012

Gorongosa, por Cândida Pinto



Assim vale a pena ver televisão!!! Excelente documentário versando sobre a vida selvagem no Parque Natural da Gorongosa, em Moçambique, evidenciando as vicissitudes e privações por que passou em plena guerra civil, como as actuais políticas governamentais que visam recuperar este valioso ecossistema africano.
Recomendo!!

segunda-feira, novembro 07, 2011

Um passo de gigante entre Portugal e Angola

Recentemente o Ministro dos Negócios Estrangeiros esteve em Angola para celebrar 2 acordos com o seu hómologo angolano. Assim, o Dr. Paulo Portas celebrou com o ministro angolano Georges Chicoti um acordo para vistos de curta duração e outro para vistos de trabalho.
Tomando posse o presente Governo a 21 de Junho, teve o seu Ministro dos Negócios Estrangeiros a primeira visita oficial a Angola no mês seguinte à sua tomada de posse (juntamente com outros dois lusófonos, Brasil e Moçambique), sinal clarissímo da importância que este país irmão  tem nas relações internacionais de Portugal.
Desta curta mas produtiva viagem, resultou a agilização do processo de vistos entre Portugal e Angola, há demasiado tempo por resolver. Assim, relativamente aos vistos de curta duração, os mesmos terão uma duração de 90 dias por semestre, logo até 180 dias por ano e entradas múltiplas (ou seja, cada cidadão poderá sair e voltar a entrar no mesmo país com o memso visto desde que esteja dentro da validade). Rápidas e aparentemente simples medidas que terão uma forte repercussão na internacionalização da economia portuguesa, na prospecção de mercados, no desenvolvimento das relações das empresas e ainda na condução de negociações de projectos de investimento. Este acordo tem um prazo de 8 dias para a concessão dos vistos.
O 2º acordo, sobre os vistos de trabalho,  contemplou o aumento da sua duração, de 1 para 3 anos e a possibilidade de múltiplas entradas. ESte acordo tem um praqzo máximo de 30 dias para a concessão dos citos vistos.
Estes dois acordos terão uma validade de 5 anos, automaticamente renovável.

Importa ainda aduzir a esta pequena nota alguns dados que são relevantes para o tema em questão:

Portugal exportou 870 milhões de euros para Angola[2010]
Angola exportou 325 milhões de euros para Portugal[2010]
Existem cerca de 7 mil empresas portuguesas que trabalham directamente com Angola
Residem em Angola cerca de 120 mil portugueses
Residem em Portugal cerca de 30 mil angolanos

Dito isto, parece justo dizer que temos finalmente um MNE que faz juz ao seu nome e previligia as relações económicas entre Portugal e os seus parceiros e que pertence a um Governo para ouvir e auscultar os seus cidadãos e resolver dessa forma os seus problemas e apoiá-los no seu empreendedorismo e no seu esforço para contribuir para o futuro do país.




sexta-feira, janeiro 07, 2011

Malangatana, reunião do Homem com a Obra.

Foto Carlos Lopes

Sendo este meu "cantinho" um espaço onde se fala em Cultura e também em Lusofonia, não podia deixar de prestar uma singela homenagem ao pintor e artista moçambicano Malangatana, falecido anteontem em Matosinhos. Este moçambicano, nascido em Matalana, foi até à sua morada final enquanto artista, pastor, aprendiz de curandeiro e ainda empregado doméstico. Após a descoberta da sua verdadeira vocação, Malangatana foi um artista de mão cheia, tendo sido também actor, poeta, dançarino, músico, filantropo, animador cultural, organizador de festivais e até deputado. O ministro da Cultura moçambicano, Armando Artur não se escusou a comentários: «Estamos profundamente consternados com o desaparecimento físico do mestre Malangatana, um dos precursores das artes e cultura em Moçambique». Cavaco Silva referiu que Malangatana foi um «artista de excepção e um dos mais expressivos símbolos da união entre a arte moçambicana e portuguesa.»
Entre os seus amigos, deixa saudades também o Homem, como bem descreve Mia Couto «No seu comportamento como artista e como pessoa, era um homem de afectos, de grande sensibilidade e, e, portanto, um homem de todas as linguagens.»
Finalizo dizendo que pode o céu ter ganho uma estrela cintilante mas a terra com Malangatana teve também sempre outro brilho, outra dimensão, outra percepção da própria dor humana, que esta, tal como ele dizia, não tinha fronteiras e, finalmente da elevação da arte popular africana a horizontes mais dignos, nunca desprezando as suas premissas originais, em tons garridos, quentes, selvagens... Até Sempre, Malangatana Valente!!

segunda-feira, setembro 13, 2010

Se houver pão, chegará a paz e o progresso em Moçambique.


Uma palavra de solidariedade e esperança para o povo irmão de Moçambique, fazendo votos que a tranquilidade regresse ao país, acompanhada da melhoria das condições de vida dos moçambicanos.

quarta-feira, junho 09, 2010

Portugal vs Moçambique



Parece que a nossa selecção, ainda que a espaços, já consegue jogar minimamente entrosada. E sem grandes fogachos indivíduais, nem uma sólida colectividade, mostra alguma garra e ânsia por marcar!! Julgo que podemos ir no bom caminho, ainda que lamente a lesão do luso-caboverdiano Nani e igualmente a sua substituição por Rúben Amorim. Oxalá me engane nessa última desilusão!!
Agora fundamental é entrar com o pé direito, com muita confiança e optimismo, e vencer desde logo o 1º encontro com a Costa do Marfim...será meio caminho para os oitavos de final...Força Portugal!


sexta-feira, janeiro 22, 2010

Moçambique na génese da Agricultura

Recentemente uma equipa conjunta de arqueólogos da Universidade de Calgary (Canadá) com investigadores locais da Universidade Eduardo Mondlane, descobriu numa escavação efectuada a uma gruta na zona de Ngalue, no noroeste de Moçambique diversas ferramentas de osso e pedra, depositadas em camadas cronologicamente datadas entre os 42.000 a 105.000 anos. Nas camadas mais antigas, sensivelmente com mais de 100 mil anos, o coordenador da equipa de escavação, o canadiano Julio Mercader, encontrou vestígios de amido em muitas das ferramentas recolhidas, oriundos esmagadoramente de sorgo. Mercader estabeleceu a ligação directa entre esta descoberta e o início do consumo de cereais pelo homem moderno, ou seja, há cerca de 200 mil anos.
A questão da da domesticação da paisagem e, nomeadamente das plantas e culturas, sofreu alguns reveses desde que é estudada. Por foi consensual durante muitos anos, senão décadas mesmo que a prática agrícola sistematizada e a consequente ingestão massiva de cereais teria acontecido há cerca de 9.000 a 11.000 anos. Em 2004, uns cientistas descobriram em Israel um lítico com vestígios de cevada e trigo, datado de há 23.000 anos. Com a recente descoberta de Mercader, antecipa-se alegadamente o uso de cereais na dieta humana em cerca de 80.000 anos.
Apesar da descoberta e da então criada tese de Mercader, parecem ainda existir dúvidas entre alguns dos seus colegas de profissão. Alguns criticam as associações directas entre os vestígios de cereais encontrados em líticos e o uso desses mesmos cereais na dieta do homem moderno. De qualquer forma, é irrefutável a importância da descoberta, não esquecendo que a Arqueologia é uma ciência humana, não exacta, que vive e cresce com processos evolutivos, muitos deles inerentes a novas técnicas, novos meios, novos sítios escavados, novas teses aventadas,.... um pouco como a medicina no avanço ao diagnóstico e tratamento de algumas patologias. Não se criou um dogma com esta recente descoberta em Moçambique, no entanto estimulou-se a discussão e antecipou-se pelo menos o uso de cereais em 80.000 anos, seja para consumo humano ou para outra finalidade qualquer.
É uma boa notícia para a Arqueologia Pré-Histórica, para a História em geral e, logo para o Futuro, pois não se pode imaginá-lo e determiná-lo sem que a História seja reconstruída.