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segunda-feira, janeiro 05, 2015

Cabo Verde com novo impulso católico

 


No meio do Atlântico, a oeste do continente africano, ergue-se um arquipélago de 10 ilhas conhecido por Cabo Verde. Neste conjunto de ilhas descobertas por antigos navegadores portugueses, foi criada a primeira diocese em Santiago, em 1533 por cisão da arquidiocese do Funchal, tornando-se no mais antigo bastião da Igreja Católica em continente africano, por responsabilidade do reino de Portugal de então nas suas diligências junto de Roma.
Ontem, foi conhecido do Vaticano a nomeação do bispo de Santiago como o primeiro cardeal de Cabo Verde, D. Arlindo Furtado de 65 anos.
Antes de mais delongas, saúdo o seu cardeal católico, o país Cabo Verde e todos os irmãos e cristãos cabo-verdianos por este reconhecimento do Vaticano da importância que o país tem na implantação dos valores cristãos em África e na relevância que este cardeal poderá ter num equilíbrio mais justo entre o Norte e o Sul da geografia cristã.
Não poderia deixar de aqui citar algumas das sábias palavras deixadas por D. Arlindo Furtado após o conhecimento desta nomeação histórica.
«Eu acho que são essas duas coisas que se conjugam: o apreço pela história e pelo papel da Igreja em Cabo Verde e a integração de mais gente do Sul para a responsabilidade ao nível da Igreja Católica. A igreja em Cabo Verde tem uma história única em África e é o reconhecimento de uma história, de um trabalho e de um papel na sociedade cabo-verdiana e não só.» Citando Agência Lusa.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

terça-feira, julho 29, 2014

História de São Tomé [Roças]

Para os interessados na beleza e na história do pequeno país chamado São Tomé e Príncipe, deixo-vos aqui com uma ligação para um extraordinário inventário artístico e documental sobre as roças de São Tomé, realizado por um projecto português designado por Tanto Mar.  É bom saber que ainda há muitos portugueses que se dignam a inventariar, preservar e valorizar o nosso património espalhado por este mundo fora. E é ainda mais confortante neste caso, sabendo das imensas dificuldades que o governo são-tomense tem do ponto de vista orçamental, pelo que este projecto na sua abordagem em São Tomé é um oásis e uma preciosidade. Aos curiosos pela história são-tomense, visitem a TANTO MAR, aos promotores desta iniciativa, continuem a deliciar-nos com as vossas reportagens além-mar, bebendo sempre da cultura portuguesa.

sábado, outubro 27, 2012

Novas da Evolução Humana

A passo e passo, com novas descobertas e preciosos contributos da Arqueologia e demais ciências transdisciplinares, vai-se conhecendo um pouco mais acerca do passado remoto do Homem!

Do que me ressalta desta notícia do Público é que há ainda uma infinidade de informações para confirmámos, muitas das quais, apesar de tudo, haverá reduzidas probalidades de asseverar as desejáveis certezas. Dito isto, sublinho ainda a extrema importância da Arqueologia e de outras tantas ciências indispensáveis [Antropologia, Zoologia, PaleoBotânica, Sociologia, Biologia, História, Topografia, Geografia, etc]... para o dissipar de dúvidas e ignorâncias decorrentes do processo de evolução humana.
 

quarta-feira, abril 04, 2012

Colóquio Internacional : Archéologie de l´esclavage colonial


Sem dúvida um excelente colóquio internacional que aborda um dos temas mais caros e dinâmicos da História Mundial. Pena é que não tenha entre os oradores/convidados membros das universidades e instituições portuguesas. Faria todo o sentido que Portugal se fizesse representar por investigadores ou historiadores sobre História Colonial, visto Portugal ter tido um infeliz pioneirismo e protagonismo neste campo.
Esta ausência de peritos nacionais nesta temática histórica, só pode ser vista como o reconhecimento da insignificância de Portugal no campo da investigação histórica nesta dialéctica específica, ou então objectivamente significará a manifesta falta de investigadores neste domínio, o que desde já lamento!!
De qualquer forma, há bons motivos para portugueses e lusófonos se sentirem interessados e rendidos ao programa proposto pelo INRAP para este efeito. Desde logo existem muitos investigadores convidados do país irmão Brasil a dissertarem sobre o caso brasileiro, haverá um investigador do Iziko Museums da África do Sul que discursará sobre os navios negreiros e dará o exemplo do naufrágio do navio negreiro português São José (1794) e ainda uma prelecção de Christopher Evans sobre Escravos e Missionários em Cabo Verde, entre outros relevantes e interessantes temas.

quarta-feira, janeiro 11, 2012

Malam Bacai Sanhá - Um epitáfio

Ao homem que sempre tentou independentemente das circunstâncias do país, congregar todas as várias sensibilidades existentes na Guiné-Bissau para que se concretizasse um país, pela via da democracia, da ordem constitucional, do fuincionamento das instituições públicas e da solidariedade lusófona, apenas posso pedir a Deus que guarde a sua alma e aos homens que sigam os seu exemplo. Sabendo que na Guiné-Bissau a instabilidade política e constitucional eram uma constante, soube inverter essa tendência pelos seus auspiciosos virtuosismos pessoais tentando viabilizar um país que quase sempre foi tido pela comunidade internacional como uma simples miragem. Que Malam Bacai Sanhá sirva de elemento inspirador à classe política guineense vigente e na melhor homenagem que lhe poderiam prestar, tornem o seu sonho uma realidade.

terça-feira, maio 03, 2011

Novas de Angola: Zedu receoso

Estas últimas de Zedu, provocam-me algumas dúvidas e questões. Diz o quase monarca angolano que estas movimentações e arbitrariedade são mais facilmente ensaiadas em África porque o povo está dividido. Pergunto porquê? Porque será que África ainda vive tamanha pobreza com abundantes e ricas matérias-primas transaccionadas para todo o mundo? E porque será que existem sempre clivagens político-sociais muitos vincadas nestes estados? Terá algumas a ver com o fosso entre políticos milionários e povo a viver na miséria? Será inocente esta preocupação de Zedu ou estará meramente interessado em abafar novamente o espírito crítico que existe em Angola em torno da sua governação e autocracia? Não será irónico Zedu falar em neocolonialismo dos tais países industrializados ocidentais, para a usura das matérias-primas africanas, quando em grande medida ele próprio estimulou este modus operandis das potências ocidentais para se libertar do jugo português, através do armamento que ia recebendo em troca de favores e aumento de protagonismo e relações comerciais entre Angola e esses países? Os EUA doo há minaram o petróleo angolano por acaso? Não será o problema de Zedu ter-se apercebido que neste mundo nãamigos/aliados e que, à semelhança do outrora parceiro Kadafi que agora viu essas potências puxarem-lhe o tapete após décadas de ditadura líbia, ele está na eminência de ser descartável, assim o expresse soberanamente o povo angolano?