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quarta-feira, novembro 28, 2012
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Seminário sobre Cidades e Cidadania, em Reguengos de monsaraz
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terça-feira, novembro 27, 2012
Feira do Montado - Portel
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segunda-feira, novembro 26, 2012
Iº de Dezembro - Programa das Festas
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domingo, novembro 25, 2012
Dia 1 de Dezembro lá estarei.
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sábado, novembro 24, 2012
Iº de Dezembro, feriado de Portugal apresentado em Évora
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quarta-feira, novembro 21, 2012
Ainda sobre Isabel Jonet
Tomo a liberdade de repassar um artigo de Pedro Lomba sobre todo o folclore que envolveu as suas polémicas afirmações sobre a Pobreza.
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terça-feira, novembro 20, 2012
Elvas premeia investigação histórica
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domingo, novembro 18, 2012
Para amantes de culinária.
Basta acederem ao sítio na rede do programa televisivo Ingrediente Secreto da autoria do chef Henrique Sá Pessoa. Vi este programa muito recentemente e, pessoalmente enquanto crescente fâ de gastronomia, deliciei-me com as propostas apresentadas pelo chef. Recomendo vivamente este programa a apreciadores de boa cozinha!! Mais uma vez, tenho que dizer que na RTP 2 há Serviço Público, efectivamente.
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sábado, novembro 17, 2012
Seminário de Arqueologia e Comunicação
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sexta-feira, novembro 16, 2012
quinta-feira, novembro 15, 2012
Carlos Pinto Sá, o fim de um ciclo ou...
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quarta-feira, novembro 14, 2012
Debate sobre o Pós-PAC
terça-feira, novembro 13, 2012
E mais sobre o Montado, versão Ecoturismo
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segunda-feira, novembro 12, 2012
Finalmente, boas notícias para o Montado
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terça-feira, novembro 06, 2012
Subscrevo Nicolau Santos
Subscrevo inteiramente o artigo de Nicolau Santos no Expresso acerca da votação agendada e realizada sobre o Orçamento de Estado para 2013. Há muita cobardia dos deputados (não todos), sobretudo no assumir das suas responsabilidades perante tão doloroso e famigerado instrumento das finanças públicas. Fala coragem a estes aprendizes de políticos e seguidores de interesses.
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Evocando memórias da Guerra Peninsular
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sábado, novembro 03, 2012
A aurora patriótica do PCP
É norma corrente no discurso político e acções de
campanha do PCP a utilização do vocábulo patriótico. Diz o PCP num cartaz
propagandístico «Com o PCP, uma política
e um governo patriótico e esquerda.» Mas o seu líder, Jerónimo de Sousa vai
mais longe. Dizia Jerónimo de Sousa em Maio de 2011, na alvorada das eleições
que viriam a vitória ao actual Governo, que o acordo estabelecido entre o PS,
PSD e CDS com a Troika se traduzia «um verdadeiro golpe contra o regime democrático, a
soberania de decisão do povo português e a independência nacional.»
Saúdo desta forma a evolução positiva que o partido comunista verifica no
sentido de se aproximar dos interesses nacionais do governo de um país, mais
que as diatribes ideológicas marxistas submetidas à IV Internacional e ao
antigo Bloco Soviético antes da queda do Muro de Berlim, que fizeram em muitos
casos colocar o PCP à margem dos interesses nacionais, estratégicos e
patrióticos em todo o processo da descolonização portuguesa, por exemplo. Mas enfim, tudo
isto é passado e certamente que isso acrescido a uma espécie de gulags nacionais exercidos sobre João Amaral,
Edgar Correia e Carlos Luís Figueira, pela sua afronta ao PCP por terem sido
livre pensadores em determinados momentos das suas vidas políticas, bem como
mais recentemente pelo inusitado voto de pesar à Coreia do Norte pelo
falecimento de Kom Jong III e pelo mesquinho contra na Assembleia da República ( o PEV absteve-se na
votação) no voto de pesar pela morte do histórico líder Vaclac Havel,
libertador da extinta Checoslováquia, que inevitavelmente cheirou a acerto de
contas com o passado, não tirarão o timbre responsável, democrático e patriótico ao Partido Comunista Português, não obstante ainda ter nos seus
estatutos o seu cariz Internacionalista estampado no seu ancestral Programa:
Algum dos caros leitores poderia ficar estarrecido ao ler as minhas
observações e mais até a transcrição do Programa do PCP sugerindo que este
partido, ao invés de admitir os erros do passado, umas vezes longínquo, outras
nem tanto, parece resvalar num certo conservadorismo populista (vidé Mário
Nogueira FENPROF e Carvalho da Silva e Arménio Carlos CGTP), ideológico e
partidário, mas o que é verdade é que desde que Jerónimo de Sousa é o seu primus
inter pares( não encontro melhor designação para o lugar do seu líder)
muito coisa mudou no PCP. Obviamente ainda haverá algumas arestas a limar, no
sentido do partido se afirmar verdadeiramente como progressista, tais como a abolição
do sistema de voto por mão no ar e a extinção de uma inexplicável Comissão
Central de Controlo. Mas justiça
lhe seja feita e honremos o 5º Artigo do seu Programa intitulado «Uma pátria independente e soberana com uma política
de paz, amizade e cooperação com todos os povos».
Mas deixando definitivamente algum sarcasmo e ironia para trás, pergunto
se o patriotismo do PCP padece de algum complexo de menoridade, por tardio que
chegou ou se apenas e só é uma faca de dois gumes? Pergunto por exemplo se é
patriótico pedir, incentivar os portugueses a irem para as ruas unirem-se e
manifestarem-se contra os tais governos subjugados pela Troika, contra o desemprego
e contra mais um orçamento de Estado que empobrece os portugueses e depois, na
hora de dar o exemplo, falha clamorosamente. Não consigo conceber como o PCP
pede união e solidariedade entre os portugueses e ele próprio não se consegue unir
ao Bloco de Esquerda num exercício bem mais fácil de esgrimir, junto da AR!
Dois partidos que cada vez mais demonstram ser iguais, nem sequer conseguiram
juntar esforços para apresentarem uma moção de censura conjunta ao Governo em
sinal de protesto pelas tais políticas de direita que criticam ferozmente. Não
fazia realmente sentido dar outro rumo à Esquerda Portuguesa e, dando provas de
absoluto dever patriótico apresentando uma verdadeira alternativa à praxis
partidária existente no seu quadrante político, fundir-se com o BE dando maior
robustez ao que afirma nas suas constantes dialécticas do dever patriótico e
das alternativas de Esquerda e por aí fora? Não é o PCP um partido colectivista
que se nega a dar primazias a vaidades pessoais, similitude também apregoada
pelo seu colega BE? Então não haveria maior prova de desassombro e
responsabilidade política do que mostrar ao eleitorado nacional que o tempo
sendo de excepção, implica novas medidas nunca antes experimentadas em prol do
interesse nacional. Convenhamos, não estou a sugerir a fusão com o PS, onde
reconheço existirem muitos temas fraturantes com o PCP, falo apenas e só do seu
quase "irmão" Bloco de Esquerda. Não daria este passo uma substancial
confiança ao eleitorado de esquerda que não reconhece nestes partidos individualmente
uma alternativa credível para a governação de Portugal? Em tempos que soam a imperativos
de se construírem pontes e de se estabelecerem diálogos políticos, estará o PCP
apto para dar as mãos e construir algo pelo país e pela sua viabilidade futura?
Em Portugal na política vive-se em clima abundamente crispado, onde se pratica
uma lógica de terra queimada, onde se pretende ver sempre o copo meio vazio, de
constantes críticas negativas, de politização da economia, da justiça, dos
sindicatos, onde aquilo que se torna público tem sempre uma conotação ideológica-partidária.
Gostaria sinceramente de poder ver alguns dos partidos que se arrogam no
direito indicar o caminho, também eles de darem o exemplo, como se exige em
casa a um bom pai de família. «O
faz o que eu digo mas não faças o que eu faço» de James Carrel não fica
bem a ninguém, nem ao Governo, nem à oposição. Se há notas positivas que se
devam realçar no desempenho da acção governativa gostaria de ver a oposição em
massa a evidenciá-las dando o seu inestimável contributo para a própria melhoria
da reputação da classe política que estes partidos tanto enxovalharam com as
suas lógicas de poder. E apesar de sentir que o PCP crê cada vez mais
firmemente na sua revolução para Portugal, recomendo apenas que a faça
pacificamente, sem oportunismos, olhando para o passado com humildade e sapiência,
mudando alguns pontos que devem ser rectificados na sua praxis, sufragando definitivamente a ideia de que é realmente um
partido progressista, abdicando um pouco de algumas bandeiras em detrimento do
bem comum. Espera-se muito dos políticos do presente e estes só terão futuro de
foram responsáveis, rigorosos, competentes e, sobretudo patrióticos. O PCP de Jerónimo de Sousa mudou face ao de Carlos Carvalhas muito pouco e, quase só em aparência, falta realizar-se o partido para o país, sem instrumentalização dos sindicatos, de alguma imprensa, sem utopias do passado, estabelecendo diálogos maduros e profícuos com todos os seus adversários partidários, estando apto para ceder inclusivamente a sua existência em detrimento de um projecto partidário mais aglutinador para o país, reconhecendo méritos alheios, que também os há, mas tendo essencialmente a tónica de que se a oportunidade espreita ao virar da esquina, a visão que daí resulta é de uma rua estilhaçada, sendo necessária muita cooperação e patriotismo para colocar novamente tudo na ordem.
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