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domingo, novembro 02, 2008

Yes, We Can

Ao ver este anúncio de vídeo da campanha de Barak Obama, fiquei rendido ao enlace que a mesma suscita a cada um de nós, pela sua magia, pela sua mensagem, mas também pela sua simplicidade. Nunca foi tão fácil mostrar que a política é a arte da simplicidade, na sua mais pura essência, levando os cidadãos a acreditar que os políticos lhes resolverão os mais corriqueiros problemas do dia-a-dia. E é simples porque nos impele ao sonho e o sonho, apesar de poder ocorrer em cada um de nós, em qualquer lugar, em qualquer momento, pode ser tão díspar, quanto é a realidade norte-americana ou de África, ou de Portugal. O Yes We Can suscitou em mim algo que não sentira há muito, muito tempo, a capacidade de acreditar em políticos, pelo que transmitem na sua oralidade, pela eloquência, pela sabedoria, mas sobretudo pela convicção. Sou português, identifico-me à Direita do nosso quandrante político, sendo democrata-cristão e não tendo nenhum preferência partidária em concreto, nunca senti um arrepio tão grande ao ouvir um político discursar até conhecer Barak Obama. E não podia ser de outra maneira!! Um candidato preto não podia aparecer para ser massacrado, vulgarizado por outras candidaturas. Esta tinha de ser a Candidatura. E confesso! Esmeraram-se. Aquele homem, culto, perspicaz, audaz e eloquente, tem todos os predicados para ser o homem mais importante do planeta, marcando uma era do século XXI. Demonstrou a igualdade de oportunidades, a liberdade de expressão, a heterogeneidade da inteligência cultural e, acaba, no meu entender por ser mais importante para o desmistificar de clichés e mitos do homem preto, do que a própria Guerra da Secessão ou dos discursos da década de 60 de Martin Luther King. Aqui, neste momento, Obama mostra-se não pela diferença, mas pela inteligência. Não há aqui uma atitude paternalista, e de coitadinho perante a sua condição racial, mas sim de supremo reconhecimento da sua capacidade intelectual e isso, sim, faz toda a diferença. Aqui e agora aqueles que questionam as capacidades das diferentes raças humanas, com teorias históricas e/ou evolucionistas, se subjugarão ao poder e personalidade deste Homem: Barak Obama.

Por tradição a Direita simpatiza com o Republicanos. Em Portugal isso não é excepção e, a grande maioria dos políticos assumidamente de direita tem sempre algo prurido em assumir a sua preferência pelo lado oposto. Neste caso, essa reticência parece ter sido abandonada em virtude da diferença abissal entre os dois candidatos. Segundo alguns peritos, as duas candidaturas são muito semelhantes no que toca ao tratamento à crise económica do momento, verificando-se sobretudo diferenças no que toca a política externa. Assim, se fosse norte-americano e tivesse que votar, entre um candidato que está comprometido com Bush e pretende dar seguimento às suas políticas e um outro com ideias convictas, com uma nova mensagem, com um novo pulsar da praxis política, aproximando a população dos seus representantes, dando vida ao sonho de cada um de nós, não hesitaria em dar o meu voto a quem, através dele me fizesse acreditar que é possível reparar o que está errado e seguir em frente com novas oportunidades e esperança para os nossos herdeiros. Este é um momento único, não somente na vida e história dos EUA, mas de todo o Mundo que, desde muito cedo se rendeu aos seus exemplos, reconhendo a sua supremacia ao nível económico-político-social.

Independententemente dos resultados eleitorais, por tudo aquilo que descrevi, Obama já ganhou...